Paisagem cultural do centro do Rio de Janeiro - identificação, caracterização e representação do olhar da comunidade com o apoio da cartografia e da navegação virtual
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Paulo Márcio L. Menezes
Jose Antonio Souza de Deus
Marcia Maria Duarte dos Santos
Jose Antonio Souza de Deus
Marcia Maria Duarte dos Santos
Resumo
O estudo tem por objetivo identificar, caracterizar e representar a paisagem cultural do Centro do Rio de Janeiro, com o auxílio de entrevistas, croquis de mapas mentais, da cartografia digital e da navegação virtual. Foi utilizada a visão humanista da Geografia para o entendimento do conceito de paisagem cultural, a qual incorpora os elementos imateriais portadores de referência à identidade, à singularidade do lugar, à percepção e à cultura. Faz parte dos objetivos compreender como a cognição e a percepção da paisagem cultural da comunidade podem promover a orientação espacial a partir de um espaço vivido; utilizar o conceito de lugar para a compreensão dos valores culturais que lhe dão identidade, unicidade e legibilidade; fazer o reconhecimento de palimpsesto de valores culturais instalados na área de estudo a partir da ampliação do conceito de patrimônio e por fim gerar e verificar do grau de comunicabilidade do modelo de navegação virtual desktop, segundo a compreensão de usuários que conhecem obairro. Para tanto a metodologia se baseia em quatro etapas: discussão teórico-conceitual de paisagem cultural, evolução do conceito de patrimônio, percepção espacial e realidade virtual; investigação das principais paisagens culturais do Centro por meio de entrevistas a comunidade; elaboração e montagem do modelo de navegação virtual para caracterização do ambiente a partir de conjuntos fotográficos das paisagens investigadas, e por fim a verificação da comunicabilidade do produto de comunicação cartográfico. A metodologia de representação do ambiente se revelou importante ferramenta de comunicação entre usuários e o espaço, já que o uso de fotografias é superior ao uso da cartografia. Isso ocorre porque a dimensão cartográfica adota uma visão topográfica e não azimutal, necessitando de prévios conhecimentos técnicos como escala, projeção e compreensão do relevo pelas curvas de nível. O modelo de navegação facilitou o entendimento, a espacialização e a orientação espacial da maioria dos seus usuários, de maneira simples e interativa, permitindo perceber o ambiente. O modelo gerado apresentou algumas limitações visuais, porém se revelou uma boa alternativa para diminuir a distância entre usuários de mapas. Além disso, foi promovida a estruturação de redes topológicas durante a navegação no modelo do Centro a partir do reconhecimento do terceiro ponto de navegação.
Abstract
Assunto
Geografia humana Rio de Janeiro (RJ), Paisagens Rio de Janeiro (RJ), Patrimônio cultural Rio de Janeiro (RJ)
Palavras-chave
Paisagem cultural, Mapas mentais, Navegação virtual