Leitura, a escrita e a interação discursiva de sujeitos surdos: estigmas, preconceito e formações imaginárias

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Carlos Bernardo Skliar
Maria Alice de Lima Gomes Nogueira

Resumo

Esta dissertação relata pesquisa sobre a leitura, a escrita e a interação discursiva de sujeitos surdos.Foram estudados seis sujeitos surdos, com idade entre 14 e 20 anos, nível de escolaridade entre 7º série do 1º grau e primeiro ano do 3º, sendo três surdos oralizados e três não oralizados, usuários de língua de sinais. Em relação à leitura e a escrita ,são analisadas as práticas sociais e o desempenho dos sujeitos surdos. No âmbito das práticas sociais,discutem-se as práticas escolares de leituras e de escritas dos sujeitos surdos , na escola regular e na escola especial, o acesso à leitura e à escrita em outros espaços do entorno social,bem como o valor que a leitura, a escrita , a escola e a escolarização assumem para os sujeitos surdos , seus familiares e professores. No que diz respeito aos processos de leitura e de escrita,avalia-se a utilização de diversas tentativas de construção do sentido,como a revisão textual, a leitura silenciosa, a releitura e outros procedimentos. São avaliadas, ainda, as relações entre oraliazação, leitura e escrita, como também o uso de bimodalismo, língua de sinais e alfabeto manual como condições de possibilidade ou de impossibilidade, para os sujeitos surdos, de construção do sentido em relação a textos escritos, na produção e na interpretação. Discutem-se, ainda, as dificuldades lexicais e semânticas, buscando situar suas origens. As formações imaginárias em relação ao que significa ser surdo, bem como a assimilação de estigma e de preconceito, pelos sujeitos surdos e pelos ouvintes do entorno social, também constituem temas de análise:exercem influência sobre as práticas e os processos de leituras e de escritas dos sujeitos surdos, e geram conseqüências como a negação das dificuldades, a preocupação com a aprovação, sentimento de incapacidade e autodepreciação, entre outras formas de pensar. No âmbito da interação discursiva dos sujeitos surdos, examina-se o que dizem, como dizem, quando ,por meio de quem e por que,além dos silêncios e retraimentos desses sujeitos na interação com os ouvintes. A fala e a leitura labial, a comunicação mediante a língua de sinais e o bimodalismo,o valor atribuído pelos sujeitos,familiares e professores às diferentes formas discursivas e o trato dos sujeitos surdos com regras do discurso são objeto de estudo. As situações discursivas que se estabelecem entre surdos e ouvintes,por sua vez, também são analisadas nesta dissertação. Atitudes como o escrúpulo, o acobertamento das dificuldades discursivas, e outras são motivo de investigação.Intensamente marcado pelo estigma,pelo preconceito e pelas formações imaginárias,como também ocorre no campo da leitura e da escrita, o jogo de imagem - o que os surdos pensam que cada um deles pensa - também é analisado neste trabalho. A ideia da surdez como chaga ou segredo a ser encobertado permeia as interações discursivas,tal como também ocorre no campo da leitura e da escrita. As atitudes decorrentes dessa forma de pensar também são analisadas: a desconfiança, a simulação, a identificação com o ouvinte - opressor e outras

Abstract

Assunto

Comunicação não-verbal , Surdos  Meios de comunicação, Surdos-Mudos  Educação

Palavras-chave

Surdos, Meios de comunicação, Comunicação não-verbal, Surdos-mudos, Educação

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