Valor nutricional de silagens de sorgo reensiladas com o uso de inoculante microbiano
Carregando...
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Resumo
O objetivo com este estudo foi determinar o efeito da reensilagem após 24 horas de exposição ao ar e do uso de inoculante (Lactobacillus plantarum + Propionibacterium acidipropionici) no valor nutricional de silagens de sorgo. Oito carneiros foram distribuídos em dois quadrados latinos 4x4 para a avaliação do consumo, da digestibilidade, do balanço de nitrogênio e do comportamento ingestivo. O ensaio in situ foi realizado com quatro vacas da raça Holandês fistuladas no rúmen em blocos ao acaso com esquema de parcelas subdivididas. As médias foram submetidas à análise de interação e caso significativa foi desdobrada. Caso não significativa, os fatores foram comparados separadamente pelo teste de F a 5% de significância. O consumo de proteína bruta foi 21% maior nas silagens sem inoculante. O consumo e a digestibilidade dos carboidratos não fibrosos foi, em média, 48% e 13% maior, respectivamente, nas silagens sem inoculante e que não foram reensiladas. A digestibilidade da matéria seca e da proteína bruta foi 9% e 32,5% menor, respectivamente, nas silagens inoculadas. A quantidade de nitrogênio ingerida foi 17,5% menor nas silagens inoculadas. A excreção de nitrogênio na urina e o nitrogênio retido foram 38% e 88% maiores, respectivamente, nas silagens sem inoculante. O tempo de alimentação foi 14% menor e o tempo de ócio foi 10% maior para os animais alimentados com as silagens reensiladas. O desaparecimento da MS e da MO das silagens reensiladas sem inoculante foi 5% e 4,3% maior, respectivamente, que as silagens inoculadas. O desaparecimento da FDN foi 16% maior nas silagens inoculadas e não reensiladas e nas silagens reensiladas foi 8% maior nas silagens sem inoculante. As digestibilidades da MS e da MO após 120 horas de incubação foram 2% maior nas silagens inoculadas e não reensiladas. A digestibilidade da FDN após 120 horas de incubação foi 8% maior nas silagens inoculadas e não reensiladas. Já nas silagens reensiladas, as digestibilidades da MS, da MO e da FDN no tempo máximo de incubação de 120 horas foram 7%, 7% e 8% maiores, respectivamente, nas silagens sem inoculante. A degradabilidade efetiva a 0.02 h-1 da MS, da MO e da FDN foi 2.6%, 2.7% e 19.4% maior, respectivamente, nas silagens com inoculante e não reensiladas. As silagens reensiladas sem inoculante apresentaram degradabilidade efetiva a 0.02 h-1 4.6%, 4.3% e 8% maior para MS, MO e FDN, respectivamente. A degradabilidade efetiva a 0.05 h-1 da FDN foi 33.7% maior nas silagens inoculadas e não reensiladas. Já as silagens reensiladas, a degradabilidade efetiva da FDN foi 3.5% maior nas silagens sem inoculante. A reensilagem não provoca alterações no consumo e na digestibilidade das silagens, porém promove menor tempo de alimentação e maior tempo de ócio. O uso do inoculante microbiano não melhora o valor nutricional de silagens de sorgo e não influencia o comportamento ingestivo. A ausência do inoculante e da reensilagem promove maior consumo e digestibilidade dos carboidratos não fibrosos das silagens. O inoculante microbiano melhora a degradabilidade de silagens de sorgo convencionais e não apresenta efeito em silagens reensiladas.
Abstract
Assunto
Palavras-chave
Nutrição animal, Sorgo -, Silagem, Digestibilidade