A participação em atividades de vida diária de idosos com medo de cair residentes na área de abrangência de uma unidade básica de saúde de Belo Horizonte
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
O medo de cair é comum entre os idosos acima de 60 anos que vivem na comunidade
e a prevalência é de 21 a 85%, sendo consideravelmente maior nas mulheres. No
Brasil, o medo de cair é referido como a segunda conseqüência das quedas. É também
considerado como uma preocupação constante em relação à queda que levar a evitar a
execução de atividades diárias que, por sua vez, leva ao descondicionamento físico e,
assim, aumenta o risco de quedas. Por outro lado, há evidencias de que as pessoas
que possuem medo de cair não evitam suas atividades necessariamente. O objetivo
desse estudo foi avaliar se o medo de cair e sua intensidade podem interferir no
desempenho de atividades no cotidiano de idosos residentes na área de abrangência
de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do município de Belo Horizonte. Realizou-se
um estudo transversal, cuja amostra correspondeu à população idosa (acima de 60
anos) residente na área de abrangência de uma UBS da região de Belo Horizonte.
Esses idosos foram divididos em dois grupos G1 (medo de cair) e G2 (sem medo de
cair). Foram excluídos da pesquisa idosos acamados ou que apresentaram condições
de saúde instáveis ou graves como sequelas de acidente vascular encefálico, doença
de Parkinson, artrite ou reumatismo, além de déficit cognitivo. Para este estudo foram
utilizados Miniexame do Estado Mental (MEEM), as Atividades de Vida Diária, as
Atividades Instrumentais de Vida Diária (lawton), as Atividades Básicas de Vida Diária
(Katz), a Escala de Graduação do Medo de Cair e o teste Time Up and Go. Também
foram analisadas as informações sociodemográficas e o histórico de quedas nos
últimos 12 meses. O grupo G1 contou com 56 idosos, com idade média 72,1 anos e
maioria do sexo feminino. O grupo G2 contou com 54 idosos com média de idade de
70,7 anos e maioria do sexo masculino. A parcela de idosos que sofreram quedas com
fraturas foi similar nos dois grupos, bem como o risco de quedas. Em ambos grupos a
maioria dos participantes era independente nas atividades básicas, instrumentais e
avançadas de vida diária. Foi confirmado que a maioria dos indivíduos que possuem
medo de cair são do sexo feminino. Idosos de diferentes faixas etárias com medo de
cair, como também, indivíduos com e sem histórico de quedas apresentaram medo de
cair. Verificou-se alta prevalência de risco de quedas em idosos com e sem medo de
cair. Foi observado um alto senso de auto-eficacia ou confiança em evitar quedas em
quase a metade de idosos com risco de quedas. Os idosos com medo de cair, mesmo
caracterizando seu medo como moderado, apresentaram o mesmo nível de
participação nas atividades de vida diária que idosos sem medo de cair.
Abstract
Fear of falling is common among the elderly over 60 years, living in the community with
a prevalence from 21 to 85%, being significantly higher in women. In Brazil, the fear of
falling is referred to as the second consequence of falls. This is also descried as an
ongoing concern about falling that ultimately limits the performance of daily activities and
subsequet losses i physical capabilities and thus increases the risk of falls. Moreover,
there is evidence that people have a fear of falling will not necessarily prevent their
activities. The aim of this study was to measure whether the fear of falling and its
intensity in the elderly living in area of a Unidade Básica de Saúde (UBS) in the city of
Belo Horizonte can interfere with the performance of daily activities. We conducted a
cross-sectional study, whose sample corresponded to the elderly population (above 60
years) living in area of a UBS of Belo Horizonte. These seniors were divided into two
groups G1 (fear of falling) and G2 (without fear of falling). Were excluded from the study
showed that elderly bedridden or health conditions unstable or severe sequelae such as
stroke, Parkinson's disease, arthritis or rheumatism, and cognitive impairment. For this
study, we used Mini Mental State Examination (MMSE), Activities of Daily Living,
Instrumental Activities of Daily Living (Lawton), the Basic Activities of Daily Living (Katz),
the Rating Scale and the Fear of Falling Test Time Up and Go were also analyzed
demographic information and history of falls in the last 12 months. The G1 group was
attended by 56 elderly, mean age 72.1 years and mostly female. The G2 group had 54
elderly patients with a mean age of 70.7 years and most were male. The share of elderly
who have suffered falls and fractures was similar in both groups, as well as the risk of
falls. In both groups the majority of participants were independent in basic activities,
advanced instruments and everyday life. It was observed that most individuals who have
a fear of falling are female, elderly in different age groups have a fear of falling, as well
as individuals with no history of falls and had a fear of falling. There was a high
prevalence of risk of falls in older people with and without fear of falling. We observed a
high sense of self-efficacy or confidence in avoiding falls in almost half of elderly people
at risk of falling. The elderly with fear of falling, even characterizing their fear as a
moderate, had the same level of participation in activities of daily living that subjects
without fear of falling.
Assunto
Acidentes por quedas, Independência, Autonomia
Palavras-chave
Medo de cair, Atividades cotidianas, Idosos, Participação