O índio e seu duplo, Brasil: nação e povos indígenas nos discursos presidenciais de posse (1985 – 2015)
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
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Ana Flávia Moreira Santos
Doralice Barros Pereira
Doralice Barros Pereira
Resumo
O objetivo dessa pesquisa foi analisar especificamente a representação do “índio” construída nos discursos presidenciais de posse do período da redemocratização brasileira, de 1985 a 2015. Interessou-nos, nesse percurso, identificar o “lugar” dos povos indígenas no processo de construção de ideologia nacional no Brasil no contexto pós-ditadura militar. Essa modalidade – ou subtipo – do discurso político foi escolhida por duas temáticas encontradas nos pronunciamentos, e que servem de material para investigar a (re)construção da ideia de nação articulada a “questão dos povos indígenas”. Em primeiro lugar, nos discursos de posse encontramos ideais imaginados para o futuro do país, vocalizados pelos então presidentes. Em segundo, a rememoração, e constante (re)imaginação, de um passado em comum enquanto nação (ANDERSON, 2008; THIESSE, 2014). São características presentes em todos os pronunciamentos de posse do período (LUZ, 2014). Interessa-nos identificar a forma como o índio é inserido (e se o é), bem como qual ou quais representações de “índio” e quais “índios” se fizeram presentes/ausentes na construção dos pronunciamentos de posse, levando sempre em consideração os direitos conquistados e ameaçados durante o período recortado. Com a intenção de examinar o contexto político e social quando tratarmos do discurso, nosso aporte teórico, num marco geral, consistiu na crítica da ideologia e na análise do discurso (THERBORN, 1980; ORLANDI, 1990, 2007a, 2007b, 2008, 2012). Para o entendimento das questões a respeito da ideologia nacional, utilizarmos aqui como aporte teórico principal as noções encontradas em Almeida (1995, 2014). Para pensar os povos indígenas nos fiamos principalmente em estudos provenientes da antropologia e do indigenismo, como os de Pacheco de Oliveira (1993, 1998, 2006, 2016), Cunha (1993, 2009, 2018) e Cardoso de Oliveira (1976), além de outros autores da área. Entendemos que trabalhar com o discurso político, em especial com o discurso dos presidentes da república, é oportuno pela dimensão institucional desses pronunciamentos e a legitimação de seus enunciadores como porta-vozes da nação.
Abstract
The objecti
ve of this research was to specifically analyze the representation of the “Índio”
constructed in presidential inaugural speeches during the period of Brazilian
redemocratization, from 1985 to 2015. We were interested in identifying the “place” of
indigenou s peoples in the pr ocess of construction of national ideology in Brazil in the post
military dictatorship context. This modality or subtype of political discourse was chosen
for two themes found in the speeches which serve as material to investigate th e
(re)construction of the idea of nation articulated with the “questão indígena”. First, in the
inaugural speeches we find imagined ideals for the future of the country, voiced by the then
presidents. Second, the remembrance, and constant (re)imagination , of a common past as a
nation. These characteristics are present in all the inaugural pronouncements of the period
(LUZ, 2014). We were also interested in identifying how the “índio” is inserted (and if so), as
well as which or which representations of the "ìndio" and which "índios" were present/absent
in the construction of the inaugural pronouncements, always taking into account the rights
conquered and threatened during the cut out period. In order to examine the political and
social context when dealing with discourse, o ur theoretical contribution, in a general
framework, consisted of the critique of ideology and discourse analysis (THERBORN, 1980;
ORLANDI, 1990, 2007a, 2007b, 2008, 2012). In order to understand the issues regarding
national ideology, we use the notions f ound in Almeida (1995, 2014) as the main theoretical
support. To think about indigenous peoples, we relied mainly on studies from anthropology
and indigenism, such as those by Pacheco de Oliveira (1993, 1998, 2006, 2016), Cunha
(1993, 2009, 2018) and Cardo so de Oliveira (1976), in addition to other authors in the field.
We understand that working with the political discourse, especially with the speech of the
presidents of the republic, is opportune due to the institutional dimension of these
pronouncements and the legitimacy of their enunciators as spokespersons for the nation.
Assunto
Índios da América do Sul – Brasil, Análise do discurso
Palavras-chave
Povos indígenas, Nação, Análise do Discurso, Geografia, Ideologia Nacional, Brasil
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