Desterritorialização e resistência tupiniquim: mulheres indígenas e o complexo agroindustrial da Aracruz Celulose

dc.creatorGilsa Helena Barcellos
dc.date.accessioned2019-08-10T19:15:26Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:46:16Z
dc.date.available2019-08-10T19:15:26Z
dc.date.issued2008-09-08
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/MPBB-7MDM33
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectÍndios América do Sul Brasil
dc.subjectGeografia
dc.subjectTerritorialidade humana
dc.subjectEspirito Santo (Estado)
dc.subjectMeio ambiente Espirito Santo
dc.subjectIndios da America do Sul Mulheres
dc.subject.otherglobalização
dc.subject.otheridentidade
dc.subject.othermeio ambiente
dc.subject.othermulheres
dc.subject.otherterritório
dc.subject.otherresistência
dc.subject.othermodernidade
dc.subject.otherdesenvolvimento
dc.subject.othercolonialismo
dc.subject.othergênero
dc.titleDesterritorialização e resistência tupiniquim: mulheres indígenas e o complexo agroindustrial da Aracruz Celulose
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Cassio Eduardo Viana Hissa
local.contributor.referee1Heloisa Soares de Moura Costa
local.contributor.referee1Doralice Barros Pereira
local.contributor.referee1Carlos Eduardo Mazzetto Silva
local.contributor.referee1Jose Geraldo Pedrosa
local.description.resumoA modernidade ocidental somada a outras formas de dominação (colonialismo, capitalismo, projeto hegemônico de desenvolvimento, neoliberalismo, globalização hegemônica) alteram profundamente a relação da humanidade com o ambiente e transformam a natureza em fonte inesgotável de matéria-prima. A ansiedade pelo controle da natureza e pelo acúmulo de riquezas tem destruído, ao longo da história, fontes de subsistência e sistemas culturais de diversas populações locais em países do Sul. Ao mesmo tempo, criam-se novas formas de dominação e reelaboram-se as já existentes. Criam-se modelos de desenvolvimento e de "subdesenvolvimento". Estabelecem-se padrões "ideais" de produção e consumo. A relação de dominação Norte x Sul se reproduz dentro do Sul e do Norte, ou seja, criam-se muitos Nortes dentro do Sul e Suis dentro do Norte. A crise ambiental surge como uma denúncia do esgotamento dos "recursos naturais" do planeta, porém novas estratégias tecnológicas e político-institucionais são encontradas pelo capital para ampliar a capacidade de exploração dos "recursos naturais". Os pobres e as mulheres são responsabi1izados pelo aumento populacional, indicado pelos especialistas do meio ambiente e do desenvolvimento como a principal ameaça à segurança ambiental do planeta. As mulheres dos países do Sul são alvo de políticas de controle da natalidade dos Estados Unidos nos anos 1960 e 1970. Com o discurso de combate à pobreza, populações do Sul são conectadas ao projeto de desenvolvimento. A partir de então, vivenciam rupturas jamais imaginadas.No Espírito Santo, a conexão das populações indígenas ao chamado projeto de desenvolvimento pela industrialização é devastadora porque leva essas populações a perderem os seus territórios (restrição territorial) feitos de biodiversidade e cultura. A chegada da Aracruz Celulose SI A ao território indígena dá início ao quarto ciclo de perdas territoriais Tupiniquim; o processo de desterritorialização e reterritorialização erode o modo de vida desses indígenas. As mulheres, portadoras de saberes imprescindíveis à vida do seu povo, se vêem expropriadas das fontes materiais e simbólicas que pennitiam a construção e a reprodução dos seus saberes: agricultoras, coletoras e artesãs são transformadas em subempregadas. A nova conformação territorial fragiliza o papel e o poder da mulher na sociedade Tupiniquim. Diante de uma realidade tão complexa, essa população reafirma a importância do lugar como foco de resistência ao projeto hegemônico global e trava, há quarenta anos, uma luta incansável pela recuperação territoria1. Muitas batalhas e alianças são feitas. Nesse sentido, a Rede Alerta Contra o Deserto Verde é um importantee apoio da luta indígena no Espírito Santo, porque ajuda a consolidar uma gama de apoio local, nacional e internacional à luta indígena: uma luta que assume uma dimensão cosmopolita. AB mulheres não abrem mão de se somarem à luta pela terra por meio de uma organização específica. Forjam a Comissão de Mulheres Indígenas Tupiniquim e Guarani, que constitui um espaço de elaboração de estratégias e de fortalecimento dos laços entre as mulheres. Dessa forma, os Tupiniquim vão construindo a sua história de r-existência, dando uma importante contribuição à luta contra a globalização hegemônica.
local.publisher.initialsUFMG

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