Análise de vias sinalizadoras celulares como potenciais alvos antivirais: papel exercido no ciclo de multiplicação do vírus da encefalite de Saint Louis (SLEV)

dc.creatorMara Camila Arantes Marques de Aguiar
dc.date.accessioned2022-06-07T17:39:30Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:44:09Z
dc.date.available2022-06-07T17:39:30Z
dc.date.issued2017-03-21
dc.description.abstractSaint Louis Viral Encephalitis is an acute febrile infectious disease caused by Saint Louis Encephalitis virus (SLEV), a member of the genus Flavivirus (Flaviviridae family). Human infection with SLEV virus usually results in an asymptomatic disease presenting spontaneous resolution, but among patients developing central nervous system (CNS) syndrome, encephalitis is more common, followed by aseptic meningitis and febrile headache. The disease is endemic in the United States, but cases also occur, less frequently, in South and Central America. Likewise other Flavirus infections, there is still no effective treatment against SLEV. Recent studies conducted by the Signal Transduction Group / LabVirus / ICB / UFMG, both in vitro and in vivo, have demonstrated the potential anti-poxviral, anti-YFV and anti-DENV action of some inhibitors, particularly the cellular signal pathways involving the MAPKs (mitogen-activated protein kinases) and, specifically, MEK / ERK. These pathways participate in the regulation of virtually all cellular processes and may be required by viruses during their multiplication cycles. The aim of this study was to investigate the possible antiviral action against SLEV of pharmacological inhibitors that affect MEK / ERK and Src / Abl family tyrosine kinases both in vitro and in vivo. It was found that treatment of BHK-21 cells with Src and MEK / ERK IFs promoted a significant reduction in the SLEV viral titre (= or > 1 log) and these inhibitors act at distinct steps of viral multiplication. However, in the in vivo tests, none of the IFs (Src and MEK / ERK) was able to promote the protection of the animals or to reduce significantly the viral load after infection with the SLEV. Possibly, theineffectiveness of these inhibitors may be related to SLEV neurotrophism, since treatment with one of the MEK/ERK IFs, which exhibits antiviral action against DENV in vivo, also failed to show efficacy against SLEV. Therefore, it is also necessary to evaluate whether the IFs are able to cross the BBB in satisfactory concentrations to exert the antiviral activity against SLEV, observed in vitro.
dc.description.sponsorshipOutra Agência
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/42326
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectMicrobiologia
dc.subjectEncefalite de St. Louis
dc.subjectQuinases de Proteína Quinase Ativadas por Mitógeno
dc.subjectAntivirais
dc.subject.otherMicrobiologia
dc.titleAnálise de vias sinalizadoras celulares como potenciais alvos antivirais: papel exercido no ciclo de multiplicação do vírus da encefalite de Saint Louis (SLEV)
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Cláudio Antônio Bonjardim
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9624031110564127
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/6276048702963028
local.description.resumoA Encefalite Viral de Saint Louis é uma doença infecciosa febril aguda causada pelo Vírus da Encefalite de Saint Louis (Saint Louis Encephalitis virus - SLEV), membro do gênero Flavivirus (família Flaviviridae). A infecção humana com o SLEV geralmente resulta em uma doença assintomática, apresentando resolução espontânea, mas entre os pacientes que desenvolvem síndrome no sistema nervoso central (SNC), a encefalite é mais comum, seguido de meningite asséptica e dor de cabeça febril. A doença é endêmica nos Estados Unidos, mas casos também ocorrem na América do Sul e Central, com menor frequência. Assim como para outros Flavívirus, ainda não existe um tratamento que seja eficaz contra o SLEV. Estudos recentes, realizados pelo Grupo de Transdução de Sinal/LabVirus/ICB/UFMG, tanto in vitro, quanto in vivo, demonstraram a potencial ação anti-poxviral, anti-YFV e anti-DENV de alguns inibidores, particularmente das vias sinalizadoras celulares envolvendo as MAPKs (proteínas cinases ativadas por mitógenos) e, especificamente, MEK/ERK. Estas vias participam da regulação de virtualmente todos os processos celulares, podendo ser requeridas pelos vírus durante seus ciclos de multiplicação. O objetivo deste estudo foi investigar a possível ação antiviral contra o SLEV de inibidores farmacológicos que afetam MEK/ERK e de tirosinas cinases da família de Src/Abl tanto in vitro, quanto in vivo. Foi possível verificar que o tratamento de células BHK-21 com os IFs de Src e de MEK/ERK promovem uma redução significativa no titulo viral do SLEV (= ou > 1 log) e estes inibidores atuam em etapas distintas da multiplicação viral. Contudo nos testes in vivo, nenhum dos IFs (Src e de MEK/ERK) foi capaz de promover a proteção dos animais ou de reduzir significantemente a carga viral após a infecção com o SLEV. Possivelmente, a ineficácia destes inibidores pode estar relacionada ao neurotropismo do SLEV, uma vez que, o tratamento com um dos IFs de MEK/ERK, que exibe ação antiviral contra o DENV in vivo, também não apresentou eficácia contra o SLEV. Portanto, torna-se necessário avaliar também se os IFs são capazes de cruzar a BHE em concentrações satisfatórias para exercer a atividade antiviral contra SLEV, observada in vitro.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentICB - DEPARTAMENTO DE MICROBIOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Microbiologia

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