Relação entre adesão à massagem perineal e as disfunções do assoalho pélvico: um estudo exploratório

dc.creatorRafaela França Rocha Neumayr
dc.date.accessioned2019-08-10T15:59:46Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:05:38Z
dc.date.available2019-08-10T15:59:46Z
dc.date.issued2013-02-28
dc.description.abstractObjective: to determine the occurrence of perineal trauma and pelvic floor dysfunctions during pregnancy and after delivery in women that had performed antenatal perineal massage and investigate the relationship between adherence to antenatal perineal massage and pelvic floor dysfunction after childbirth. At last, to determine how women that practiced perineal massage assessed the technique. Methods: longitudinal study with 31 pregnant women who were instructed to perform perineal massage from 34weeks of gestation to delivery. Participants were evaluated on perineal pain (by the verbal numerical rating scale), urinary incontinence (UI) and anal incontinence (AI), defined as a report of at least one episode of incontinence in the last month, according to the definitions of the International Continence Society, and sexual dysfunction (measured by The Female Sexual Function Index - FSFI) at around 34 weeks of gestational age and at 3 to 10 days, 1 and 3 months after delivery. Adherence was documented from participants diaries, and a structured questionnaire was developed to collect information on their opinion about the perineal massage. Perineal trauma data were collected from medical reports and hospital records. To compare the outcomes through the 4 time points, Cochran, Friedman and Kendal statistical tests were used. Chi squared and Kruskall-Wallis tests were used to analyze whether the perineal outcomes were associated with adherence. Level of significance was set at 0.05.Results: 74% of the participants had vaginal delivery, in which 30,4% had intact perineum, 62,5% had firstdegree tear, 37,5% second degree tear and 8,7% had episiotomy. At the third trimester of gestation, 54,8% of the participants had sexual dysfunction, 48,4% reported UI symptoms, 16,1% reported perineal pain and 12,9% had AI. At 3 to 10days after delivery, 69,6% of the participants reported perineal pain, 22,6% reportedIU and 6,5% had AI. One month after delivery, 81,5% had sexual dysfunction; 29,2% had perineal pain, 16.1% reported having IU symptoms and 9,7% had AI. At 3 months after delivery, sexual dysfunction was reported by 34,8%, only 4,3% still reported perineal pain and UI, and none of the participants had AI. Perineal pain significantly increased 3 to 10 days postpartum and decreased until 1 month after delivery (p=0.004); UI significantly decreased until 1 month after delivery (p=0.001). There were no statistical differences on AI throughthe 4 time points. The mean FSFI decreased 1 month and increased 3 months after delivery (p<0.001). The occurrence of normal sexual function was significantly higher in the group of women that performed the perineal massage up to two thirds of the protocol (p=0.013). The mean rate of adherence to perineal massage was 54,5% (SD=29,9). Although 39%of the participants reported that it caused discomfort, all of them would recommend it for other pregnant women. Conclusion: The adherence to the perineal massage influenced the recovery of sexual function. Women from Brazil showed a satisfactory compliance to perineal massage and most of them evaluated it in as positive to outcomes related to their delivery.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUOS-97GFHW
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectMedicina de reabilitação
dc.subject.otherDisfunção do assoalho pélvico
dc.subject.otherMassagem perineal
dc.subject.otherAdesão
dc.titleRelação entre adesão à massagem perineal e as disfunções do assoalho pélvico: um estudo exploratório
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Marilene Vale de Castro Monteiro
local.contributor.advisor1Elyonara Mello de Figueiredo
local.contributor.referee1Rosana Ferreira Sampaio
local.contributor.referee1Andrea Moura Rodrigues
local.description.resumoObjetivo: determinar a ocorrência dos traumas perineais e das disfunções do assoalho pélvico durante a gestação e após o parto em mulheres que realizaram a massagem perineal durante a gestação e investigar sobre a relação entre a adesão e a ocorrência das disfunções do assoalho pélvico. Por fim, determinar como as mulheres que praticaram a massagem perineal avaliaram essa técnica. Método: estudo longitudinal com 31 gestantes que foram instruídas a realizar a massagem perineal a partir da 34ª semana de gestação até o parto. As participantes foram avaliadas com relação à: dor perineal (pela escala numérica analógica), incontinência urinária (IU), incontinência anal (IA), definidas como relato de pelo menos um episódio de incontinência no último mês, de acordo com as definições da Sociedade Internacional de Continência, e disfunção sexual (avaliada pelo Female Sexual Function Index- FSFI) em torno da 34ª semana de gestação, 3 a 10 dias, 1 e 3meses após o parto. Adesão foi documentada por meio dos diários das gestantes e umquestionário estruturado foi desenvolvido para coletar informações sobre a opinião das gestantes com relação à massagem perineal. Dados relacionados ao trauma perineal foram obtidos por relatórios médicos e por prontuários. Para comparar os resultados nos 4 períodos de tempo, foram usados os testes estatísticos: Cochran, Friedman e Kendal. Os testesChi quadrado e Kruskall-Wallis foram usados para analisar se os desfechos perineais tinham associação com a adesão. Nível de significância foi determinado a 0.05.Resultados: 74% das participantes tiveram parto vaginal, no qual 30,4% tinham períneo intacto, 62,5% laceração de 1º grau e 37,5% laceração de 2º grau e 8,7% tiveram episiotomia. No terceiro trimestre de gestação, 54,8% das participantes tiveram disfunção sexual, seguida da IU, com 48,4% das mulheres com essa queixa, dor perineal foi relatada por 16,1% e IA por 12,9% das participantes. Aos 3 a 10 dias após o parto, 69,6% das participantes tinham dor perineal, 22,6 % relataram ter IU e 6,5% tinham sintomas de IA. Um mês após o parto, 81,5% relataram disfunção sexual; 29,2% tinham dor perineal, 16.1% relataram ter sintomas de IU e 9,7% tinham IA. Aos 3 meses após o parto, 34,8% relataram disfunção sexual, apenas 4,3% ainda relataram ter dor perineal, 4,3% tinham IU e nenhuma das participantes relatou sintomas de IA. A dor perineal diminuiu significativamente 3 a 10 dias após o parto e reduziu até 1 mês após o parto (p=0.004); IU reduziu significativamente até 1 mês após o parto (p=0.001). Não houve diferença significativa para ocorrência de IA nos 4 períodos de tempo. A média do escore total do FSFI reduziu até 1 mês e aumentou aos 3 meses após o parto (p<0.001). A ocorrência de função sexual normal foi significativamente maior no grupode mulheres que realizaram a massagem perineal acima de 2/3 do protocolo (p=0.013). A taxa média de adesão à massagem perineal foi de 54,5% (SD=29,9). Apesar de 39% das participantes terem relatado que ela causou desconforto, todos recomendariam a massagem perineal a outras gestantes. Conclusão: A adesão à massagem perineal influenciou na recuperação da função sexual. Brasileiras demonstraram uma adesão satisfatória à massagem perineal e a maioria avaliou essa técnica como positiva para os desfechos relacionados ao parto.
local.publisher.initialsUFMG

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