Inteligência emocional em estudantes de odontologia no Brasil
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Monografia de especialização
Título alternativo
Emotional intelligence in dentistry students in Brazil
Primeiro orientador
Membros da banca
Fernanda de Morais Ferreira
Márcio Alexandre Homem de Faria Júnior
Márcio Alexandre Homem de Faria Júnior
Resumo
A formação em Odontologia no Brasil envolve desafios estruturais, econômicos e emocionais que afetam a permanência e o desempenho acadêmico dos estudantes. Nesse cenário, a inteligência emocional (IE) configura-se como uma habilidade essencial tanto para o enfrentamento das exigências da vida universitária quanto para a futura prática clínica. Este estudo objetivou avaliar os traços de IE de estudantes de graduação em Odontologia no Brasil e verificar a influência de aspectos sociodemográficos. Trata-se de um estudo transversal, quantitativo, com 341 estudantes matriculados na segunda metade dos cursos de Odontologia em 45 instituições públicas e privadas, distribuídas nas cinco regiões do país. A amostragem seguiu a técnica bola de neve, e a coleta foi realizada por formulário eletrônico (Google Forms), amplamente divulgado com o apoio de docentes e coordenações. O instrumento utilizado foi o TEIQue-SF, validado no Brasil, composto por 30 itens em quatro domínios: bem-estar, autocontrole, emocionalidade e sociabilidade. Os dados foram analisados no SPSS 21.0, utilizando o teste do qui-quadrado e ANOVA one-way com pós-teste de Tukey (p < 0,05). A maioria dos estudantes apresentou níveis medianos de IE, com maiores escores no domínio "bem-estar" e dificuldades em "autocontrole" e "emocionalidade". Cerca de 50% relataram dificuldade para gerenciar emoções e 57,2% apontaram conflitos interpessoais. O desempenho no domínio "sociabilidade" foi intermediário, com boa capacidade de interação, mas menor percepção de influência emocional sobre os outros. Houve associação estatisticamente significativa apenas com o sexo (p = 0,019), com escores mais altos entre homens. Não foram identificadas associações significativas com as demais variáveis investigadas: idade (p = 0,177), cor da pele (p = 0,102), tipo de instituição (p = 0,825), estar no último ano da graduação (p = 0,149), afinidade com o atendimento infantil (p = 0,421), ter cursado Odontopediatria clínica (p = 0,405) e região do país (p = 0,984). O presente estudo evidenciou que estudantes de Odontologia no Brasil apresentam, em sua maioria, escores medianos de inteligência emocional, com maiores dificuldades nos domínios de autocontrole e emocionalidade.
Abstract
Dental education in Brazil is marked by structural, economic, and emotional challenges that directly impact students’ academic performance and retention. In this context, emotional intelligence (EI) emerges as an essential skill for coping with the demands of university life and for future clinical practice. This study aimed to assess the EI traits of undergraduate dental students in Brazil and to examine the influence of sociodemographic factors. This was a cross-sectional, quantitative study involving 341 students enrolled in the second half of dentistry programs at 45 public and private institutions across all five regions of the country. Sampling followed the snowball technique, and data were collected through an electronic form (Google Forms), widely disseminated with the support of faculty members and course coordinators. The instrument used was the TEIQue-SF, validated in Brazil, consisting of 30 items across four domains: well-being, self-control, emotionality, and sociability. Data were analyzed using SPSS 21.0, applying the chi-square test and one-way ANOVA with Tukey’s post hoc test (p < 0.05). Most students showed moderate levels of EI. The “well-being” domain had the highest scores, reflecting self-esteem and optimism. In contrast, 50% reported difficulties in “self-control,” and 57.2% experienced interpersonal conflicts, indicating challenges in the “emotionality” domain. “Sociability” showed intermediate performance, with good interaction skills but lower perceived emotional influence. Auxiliary facets indicated high motivation levels, although more than half of the participants reported difficulty adapting to new situations. A statistically significant association was found only with sex (p = 0.019), with higher EI scores among male students. No significant associations were identified for the other variables investigated. The study concluded that Brazilian dental students generally exhibit moderate EI levels, with particular challenges in self-control and emotionality domains.
Assunto
Inteligência emocional, Estudantes de odontologia, Saúde mental, Fatores socioeconômicos
Palavras-chave
Inteligência emocional, Estudantes de odontologia, Ensino Superior, Saúde mental, Desigualdade social
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