Paleoproterozoic graphitization and granitogenesis in the interior of the southern São Francisco Craton (Formiga - MG, Brazil)

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Grafitização e granitogênese paleoproterozóicos no interior do Cráton do São Francisco Meridional (Formiga - MG, Brasil)

Primeiro orientador

Membros da banca

Alexandre de Oliveira Chaves
Daniel Andrade Miranda
Adolf Heinrich Horn

Resumo

The Brazilian cratons experienced, during the Paleoproterozoic Era, orogenic events that modified the Archean basement and sedimentary successions. During the transition of Rhyacian to Orosirian periods, in the southern São Francisco Craton, a collision between the Archean Divinópolis and Campo Belo metamorphic complexes, related to the closure of an oceanic basin, occurred followed by the collapse of the orogen. A huge intraplate magmatic event, that is represented in the area by the Para de Minas dyke swarm, occurred during the beginning of the Statherian period. In the vicinity of the cities of Formiga and Itapecerica (Minas Gerais 3 Brazil) occurrences of graphite schist are reported between the complexes aforementioned. Furthermore, peraluminous metagranite occurs surrounding high metamorphic grade khondalitic paragneisses and banded iron formations. To comprehend origin and metamorphism of the graphite, petrographic studies, X-ray diffraction (XRD) and Raman spectroscopy analyses have been done. The metagranites were studied based on petrographic, geochemical, and monazite U-Th-Pb geochronological analyses. XRD and Raman methods revealed that the temperatures recorded by graphite are around 460°C. However, Raman data showed that the crystallite sizes correspond to higher metamorphic grade conditions (amphibolite to granulite facies). Temperatures of 460°C are probably associated with hydrothermal processes disturbing graphite along faults in post-collisional stage. The presence of todorokite, a mineral typical of deep-sea Mn nodules formed by microorganisms, in association with graphite from Formiga, suggests a biogenic origin for the graphite occurrence. The metagranite was characterized as S-type (metasedimentary origin) peraluminous metamonzogranites, with crustal geochemical signature, and genesis related to anatexis in synto post-colisional environment. The geochronological results yelded Orosirian (~1,90 Ga) and Statherian (~1,78 Ga) ages for metagranites. These results are related, respectively, to the collapse of the Rhyacian-Orosirian orogen and to the regional warming, associated with the Avanavero-Xiong’er large igneous province that is represented in the area by the Pará de Minas dykes swarm.

Abstract

Os crátons brasileiros vivenciaram, durante a era Paleoproterozóica, eventos orogênicos que modificaram os embasamentos arqueanos e as sequências sedimentares. Durante a transição entre os períodos Riaciano para Orosiriano, ocorreu no Cráton do São Francisco Meridional uma colisão entre os complexos metamórficos arqueanos Divinópolis e Campo Belo, relacionada ao fechamento de uma bacia oceânica, seguida do colapso do orogênico. Um grande evento magmático intraplaca, que é representado na área pelo enxame de diques Pará de Minas, ocorreu durante o início do período Estateriano. Nas proximidades dos municípios de Formiga e Itapecerica (Minas Gerais - Brasil) são registradas ocorrências de xisto grafitoso entre os complexos citados. Além disso, ocorrem metagranitos peraluminosos ao redor de paragnaisses kondalíticos e formações ferríferas bandadas de alto grau metamórfico. Para compreender a origem e o metamorfismo da grafita, foram realizados estudos petrográficos, análises de difração de raio-X (DRX) e espectroscopia Raman. Os metagranitos foram estudados com base em análises petrográficas, geoquímicas e geocronológicas de U-Th-Pb em monazita. Os métodos DRX e Raman revelaram que as temperaturas registradas pela grafita giram em torno de 460°C. No entanto, dados Raman mostraram que os tamanhos do cristalito correspondem a condições de maior grau metamórfico (fácies anfibolito a granulito). Temperaturas de 460°C estão provavelmente associadas a processos hidrotermais sofridos pela grafita ao longo de falhas no estágio pós-colisional. A presença de todorokita, um mineral típico de nódulos de Mn do fundo do mar formado por microrganismos, em associação com a grafita, sugere uma origem biogênica para a ocorrência da grafita. O metagranito foi caracterizado como metamonzogranito peraluminoso do tipo S (origem etassedimentar), com assinatura geoquímica crustal e gênese relacionada à anatexia em ambiente sin- a póscolisional. Os resultados geocronológicos produziram idades Orosiriana (~ 1,90 Ga) e Estatheriana (~ 1,78 Ga) para os metagranitos. Esses resultados estão relacionados, respectivamente, ao colapso do orógeno Riaciano-Orosiriano e ao aquecimento regional, associado à província ígnea gigante Avanavero-Xiong’er que é representada na área pelo enxame de diques Pará de Minas.

Assunto

Petrologia - Minas Gerais - Teses, Geoquímica - Minas Gerais - Teses, Raman, Espectroscopia de - Teses, Tempo geológico - Teses

Palavras-chave

Graphite, Raman spectroscopy, X-ray diffraction, Granite, Paleoproterozoic, Monazite, Geochemistry, São Francisco Craton

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