A tactical optimization framework for equitable allocation and distribution of routine and emergency vaccines
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tese de doutorado
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Reinaldo Morabito Neto
Patrícia Nascimento Pena
Edilson Fernandes de Arruda
Luiz Ricardo Pinto
Patrícia Nascimento Pena
Edilson Fernandes de Arruda
Luiz Ricardo Pinto
Resumo
Ensuring equitable access to vaccines is as important as vaccine development. Without widespread access, the full benefits of immunization cannot be achieved. To ensure universal vaccine access, vaccine supply chain (VSC) planning must enable coordinated decision-making for both routine and emergency immunization while considering equity constraints. VSC management addresses strategic, tactical, and operational decisions at the production, storage and distribution, and vaccination echelons, as well as the links between hierarchical levels and the VSC echelons. In VSC tactical planning, the Vaccine Allocation Problem (VAP) and the Vaccine Distribution Problem (VDP) must be jointly addressed due to the interdependent decisions that determine the effectiveness of the VSC, particularly in an epidemic context where timeliness is critical and can be life-saving. The VAP aims to allocate vaccines to each site,
reducing deaths in epidemic scenarios while maintaining routine immunization coverage. The VDP addresses the logistical challenges of vaccine distribution by selecting the most cost-effective modes of transportation to supply each warehouse, addressing the constraints of each mode. However, current VSC tactical planning does not jointly consider vaccine allocation and distribution for both routine and emergency vaccines while addressing equity constraints. This work presents a systematic approach to address the Vaccine Allocation and Distribution Problem at the tactical level of VSCs. This method integrates a susceptible-exposed-infected-recovered-susceptible (SEIRS) epidemiological model with an optimization model to support equitable vaccine allocation strategies in epidemic scenarios, reducing deaths and infections. This approach also addresses the allocation of routine vaccines based on immunization coverage. Maintaining routine immunization, even during epidemic situations, is essential to prevent setbacks in diseases that are already under control. Following allocation, vaccines are distributed to warehouses using a multimodal distribution optimization model that determines cost-effective transportation decisions across the supply chain, subject to vehicle-capacity and trip-time constraints. We use Brazilian National Immunization Program data to test the proposed method. We then developed alternative scenario configurations that combine different epidemiological settings and vaccine types (routine and emergency) to demonstrate the application of the method in different epidemic and non-epidemic situations. Allocation plans are generated over a one-year planning horizon. The Covid-19 results highlight the efficiency equity trade-off. Equity policies allocate vaccines to less populated and more vulnerable regions, resulting in higher cumulative deaths compared to an efficiency-based allocation solution. For influenza, the allocation also changes across strategies, but predicted deaths remain low, and differences in mortality are minimal. In turn, the number of routine vaccine quantities is maintained constant across months over the planning horizon. In the distribution stage, we select the peak month of each scenario, i.e., the month with the highest transport quantity, to evaluate feasibility under vehicle-capacity and trip-time constraints. The developed approach is flexible enough to be applied to other countries or regions and sets of vaccine-preventable diseases to support tactical allocation and distribution in VSCs.
Abstract
Garantir o acesso equitativo às vacinas é tão importante quanto o seu próprio desenvolvimento.
Sem acesso generalizado, os benefícios da imunização não podem ser alcançados. Para
assegurar o acesso universal às vacinas, o planejamento da cadeia de suprimentos de vacinas
(CSV) deve permitir a tomada de decisões coordenadas tanto para a imunização de rotina
quanto para a de emergência, considerando restrições de equidade. A gestão da CSV aborda
decisões estratégicas, táticas e operacionais nos níveis de produção, armazenamento e
distribuição, e vacinação, bem como as conexões entre os níveis hierárquicos e os escalões da
CSV. No planejamento tático da CSV, o Problema de Alocação de Vacinas (PAV) e o Problema
de Distribuição de Vacinas (PDV) devem ser abordados conjuntamente devido às decisões
interdependentes que determinam a eficácia da CSV, particularmente em um contexto
epidêmico, em que a vacinação antecipada é crucial e pode salvar vidas. O PAV visa alocar
vacinas a cada região, reduzindo mortes em cenários epidêmicos e mantendo a cobertura da
imunização de rotina. O PDV aborda os desafios logísticos da distribuição de vacinas,
selecionando os meios de transporte mais econômicos para abastecer cada armazém,
considerando as limitações de cada meio. No entanto, o atual planejamento tático das CSVs não
considera conjuntamente a alocação e distribuição de vacinas de rotina e de emergência,
levando em conta as restrições de equidade. Este trabalho apresenta uma abordagem sistemática
para abordar o Problema de Alocação e Distribuição de Vacinas no nível tático dos CSVs. Este
método integra um modelo epidemiológico suscetíveis-expostos-infectados-recuperados-
suscetíveis (SEIRS) com um modelo de otimização para apoiar estratégias equitativas de
alocação de vacinas em cenários epidêmicos, reduzindo mortes e infecções. Esta abordagem
também considera a alocação de vacinas de rotina com base na cobertura vacinal. Manter a
imunização de rotina, mesmo durante cenários epidêmicos, é essencial para evitar retrocessos
em doenças que já estão sob controle. Após a alocação, as vacinas são distribuídas para
armazéns utilizando um modelo de otimização de distribuição multimodal que determina
decisões de transporte custo-efetivas ao longo da cadeia de suprimentos, sujeitas a restrições de
capacidade de veículos e tempo de viagem. Utilizamos dados do Programa Nacional de
Imunização do Brasil para testar o método proposto. Em seguida, desenvolvemos configurações
de cenários alternativos que combinam diferentes contextos epidemiológicos e diferentes tipos
de vacinas (de rotina e de emergência) para demonstrar a aplicação do método em diferentes
situações epidêmicas e não epidêmicas. Os planos de alocação são gerados para um horizonte
de planejamento de um ano. Os resultados da Covid-19 destacam a relação entre eficiência e
equidade. Políticas equitativas alocam vacinas para regiões menos populosas e mais
vulneráveis, resultando em um número cumulativo de mortes maior em comparação com uma
solução de alocação baseada na eficiência. Para a influenza, a alocação também varia entre as
estratégias, mas as mortes previstas permanecem baixas e as diferenças na mortalidade são
mínimas. Por sua vez, a quantidade de vacinas de rotina é mantida constante ao longo dos meses
durante o horizonte de planejamento. Na etapa de distribuição, selecionamos o mês de pico de
cada cenário, ou seja, o mês com a maior quantidade de transporte, para avaliar a viabilidade
sob restrições de capacidade de veículos e tempo de viagem. A abordagem desenvolvida é
suficientemente flexível para ser aplicada a outros países ou regiões e conjuntos de doenças
preveníveis por vacinação, a fim de apoiar a alocação e distribuição táticas nas CSVs.
Palavras-chave: vacina; alocação de vacinas; distribuição de vacinas; cadeia de suprimentos de
vacinas; modelo epidemiológico; equidade; epidemias otimização.
Assunto
Engenharia de produção, Framework (Programa de computador), Vacinas - Controle de produção, Epidemiologia, Otimização
Palavras-chave
Vaccine, Vaccine allocation, Vaccine distribution, Vaccine supply chain, Epidemiological model, Equity, Epidemics, Optimization
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