Posição na ocupação, condições e características de trabalho e emprego e o consumo alimentar no Brasil
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Position in occupation, conditions and characteristics of work and employment and food consumption in Brazil.
Primeiro orientador
Membros da banca
Bartira Mendes Gorgulho
Daniel Henrique Bandoni
Daniel Henrique Bandoni
Resumo
Introdução: Pessoas economicamente ativas passam em média um terço de seu tempo em
atividades de trabalho e por isso as condições e características desse trabalho tem efeitos
decisivos na alimentação e saúde dessa população. Objetivo: Analisar a associação entre a
posição na ocupação e as condições e características de trabalho e emprego e o consumo
alimentar na população adulta do país. Métodos: Dados de 52.475 participantes da Pesquisa
Nacional de Saúde (PNS) realizada em 2019, estudo transversal de base domiciliar,
representativo da população brasileira, foram analisados. Para identificação dos padrões de
alimentação utilizou-se a análise de componentes principais. Modelos de regressão linear foram
utilizados para a análise da relação, bruta e ajustada, entre os padrões formados por indicadores
de alimentação e a posição na ocupação e as características e condições de trabalho.
Resultados: Identificou-se a existência de dois padrões envolvendo indicadores de
alimentação. Por reunir variáveis que remetem a alimentos In Natura ou minimamente
processados (consumo de hortaliças, frutas e leite), o primeiro padrão foi nomeado de “In
Natura”. Por reunir variáveis que remetem a alimentos processados e ultraprocessados
(consumo de bebidas açucaradas, doces e lanches), o segundo padrão foi nomeado de
“Ultraprocessados”. Nos modelos completos, observou-se associação significativa apenas para
os empregadores (Coef 0,17; p = 0,00) em relação ao padrão 1 “In Natura”. Considerando os
mesmos modelos, exposição passiva ao fumo em ambiente de trabalho (Coef - 0,214; p = 0,000)
esteve inversamente associado ao escore de adesão a este padrão (In Natura). Por outro lado,
trabalhar em horário noturno (Coef 0,106; p = 0,004), exposição passiva ao fumo em ambiente
de trabalho (Coef 0,152, p = 0,000), a jornada excessiva de trabalho (Coef 0,063; p = 0,026), a
demanda física intensa no trabalho (Coef 0,157; p = 0,000), e a exposição a dois ou mais fatores
de risco a saúde no ambiente de trabalho (Coef 0,107; p = 0,011 para exposição a dois fatores
e Coef 0,137; p = 0,003 para exposição a três ou mais) estiveram mais associados ao padrão 2
(ultrprocessados). Conclusão: Ter uma melhor posição na ocupação esteve associada ao padrão
“In Natura” (padrão 1). As condições e características de trabalho e emprego estiveram
associados ao padrão Ultraprocessados” (padrão 2).
Abstract
Assunto
Saúde Pública, Ingestão de Alimentos, Emprego, Vigilância em Saúde Pública, Vigilância em Saúde do Trabalhador, Análise Multivariada
Palavras-chave
Saúde do Trabalhador, Consumo Alimentar, Emprego, Vigilância em Saúde