Impressos radicais em Pernambuco: léxico republicano, federalismo e cidadania no período da Independência do Brasil (1821-1825)
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Juarez Rocha Guimaraes
Léa Guimarães Souki
Léa Guimarães Souki
Resumo
As páginas abaixo são fruto de minha pesquisa, realizada na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais, nos anos de 2011 e 2012. A ideia de selecionar o século XIX como objeto de pesquisa, talvez, tenha nascido de uma observação de Caio Prado Júnior sobre a importância sintética desse século para o estudo da história brasileira. Isso fez despertar, num aluno dos primeiros períodos do curso de ciências sociais, a vontade de se aproximar um pouco mais desse século, apontado com tamanha importância por um autor relevante do pensamento político brasileiro1. Concomitantemente a isso, eu fiz uma matéria com o Professor Juarez Guimarães, na qual tomei como objeto de estudo, pela primeira vez, o século XIX brasileiro. Para o estudo do federalismo no Brasil oitocentista foram-me indicados dois autores: José Murilo de Carvalho e Evaldo Cabral de Mello. Com parco sucesso, fiz um trabalho final no qual tentei uni-los para o entendimento da questão, e esse foi o meu estímulo inicial para o estudo. Porém, como aluno do curso de ciências sociais, havia poucas possibilidades de maior diálogo com a história política, e somente retomei esse guia no final do curso, quando fiz novamente uma matéria com o professor Juarez, somada, no semestre seguinte, a uma disciplina do professor Antonio Mitre. Foi onde me situei como cientista político e vi, no interior dessa matriz disciplinar, a possibilidade de debruçar-me, agora com vigor maior, ao meu objeto de estudo: o Brasil oitocentista! Do professor Mitre, guardo um importante ensinamento: a insistência em se pensar a formação brasileira a partir de um diálogo maior com as antigas colônias da Espanha, estendendo, dessa forma, as fronteiras analíticas. As suas aulas me levaram a sempre tentar observar mais ao nosso redor, a compreender o contexto independentista no interior de suas incertezas. Ademais, isso significa não endossar o discurso de nações estruturadas, com suas fronteiras delimitadas e integradas já no início dos processos de independência. Para o trabalho que o leitor tem em mãos, isso resultará em uma aproximação ainda que muito tímida dos acontecimentos da região do Prata. Por último, cabe acrescentar que, já no mestrado, tive a oportunidade de me inserir um pouco mais no debate dos historiadores. Das disciplinas que fiz, a ministrada pelo professor Luiz Carlos Villalta permitiu-me ter uma atenção nova para o período da independência, puxando meu marco temporal um pouco para trás, tendo em vista que, quando ingressei, pensava em trabalhar, sobretudo, com o período do regresso conservador. Depois da disciplina, pude contar com a ajuda dele também, agora no papel de meu coorientador de pesquisa, o que foi fundamental para o meu amadurecimento intelectual. A ideia da dissertação é, a partir dos estudos das linguagens políticas envolvidas no processo de Independência, demonstrar a disputa entre centralizadores e federalistas sobre quais eram os significados atribuídos ao federalismo. O estudo se centrará, todavia, no projeto federalista de Pernambuco, colocando em destaque a instrumentalização da linguagem do republicanismo. Desta maneira, ressalta-se um quadro mais amplo em relação às linguagens políticas de formação, apresentando um panorama discursivo polifônico e disputado, no qual ideias republicanas, liberais e, também, do Antigo Regime pintavam um quadro multicolorido de possibilidades e sensibilidades política
Abstract
Assunto
Pernambuco História, Ciência política, Federalismo, República
Palavras-chave
Ciência politica