Indígenas na cidade: invisibilidade, resistência e o papel do planejamento urbano

dc.creatorAdriano Mattos Corrêa
dc.creatorEduarda Monti Silva
dc.date.accessioned2022-05-30T21:01:07Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:23:15Z
dc.date.available2022-05-30T21:01:07Z
dc.date.issued2019
dc.format.mimetypepdf
dc.identifier.isbn978-65-80968-09-1
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/42089
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relation.ispartofCongresso de Escolas e Faculdades Públicas de Arquitetura da América do Sul
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectÍndios
dc.subjectPlanejamento urbano
dc.subjectEspaço urbano
dc.subject.otherIndígenas na cidade
dc.subject.otherResistência indígena
dc.subject.otherPlanejamento urbano inclusivo
dc.titleIndígenas na cidade: invisibilidade, resistência e o papel do planejamento urbano
dc.typeArtigo de evento
local.citation.issue23
local.description.resumoA resistência indígena faz-se presente desde a invasão europeia: na preservação das tradições diretamente relacionada ao uso do espaço e, até mesmo, sobre seus próprios corpos. Mesmo com o passar dos séculos e com as diversas transformações em suas vivências cotidianas, ainda se perpetua a necessidade de escapar-se do pensamento abissal, o qual coloca em contexto dicotômico a zona “civilizada”, dos europeus/brancos, e a zona “selvagem”, dos povos originários. Além da ausência de recursos e das disputas territoriais presentes nas aldeias que colaboram com a migração, os indígenas sofrem com conflitos presente no meio urbano. Neste lócus enfrentarem estigmas no que se diz respeito à sua identidade, e, por conta disso, são constantemente questionados quanto à fidedignidade de serem indígenas. Sendo que, tal como explicita o antropólogo Castro no texto “no Brasil, todo mundo é índio, exceto quem não é”, não cabe aos não-indígenas a discussão quanto ao pertencimento ou não-pertencimento de um indivíduo à determinada etnia. Essa cidade também não os abriga, visto que, devido à falta de políticas e à segregação socioespacial, vivem, em sua maioria, em condições marginalizadas, “as pessoas que vêm da aldeia vão morar onde? Não é na Zona Sul. Quem vem da aldeia vai morar na favela” (KAMBIWÁ, 2016). Um reflexo dessa realidade, por exemplo, é encontrado em Belo Horizonte, onde de acordo com os dados do CENSO de 2010 divulgados pelo CEDEFES, mostrou-se que há “mais de 5 mil indígenas na Região Metropolitana totalmente invisibilizados” (KAMBIWÁ, 2016). Nesse contexto, coloca-se a discussão presente neste ensaio, baseada na leitura da vivência indígena no contexto urbano belo horizontino a partir das atividades desempenhadas pelo programa de extensão MORAR INDÍGENA da UFMG, questionando: como se poderia traçar ou pensar um planejamento urbano que não os aculturem, tampouco os exclua? Como seria possível planejar a cidade junto e a despeito da legislação urbana usando da própria ideia indígena de multiplicidade, aqui sinônimo da boa política, parafraseando o texto homônimo do antropólogo brasileiro Eduardo Viveiros de Castro. A partir das atividades do MORAR INDÍGENA junto a órgãos governamentais, coletivos e ativistas, pretende-se discutir os modos como os indígenas agem politicamente na cidade de Belo Horizonte, levando em conta suas representações e ações efetivas na conformação de seus territórios, procurando apontar modos de planejamento e produção socioespacial adequados a cidades do Sul, tendo em vista o abismo que separa o Estado de formas políticas não ocidentais.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentARQ - ESCOLA DE ARQUITETURA
local.publisher.initialsUFMG
local.url.externahttps://proceedings.science/arquisur-2019/papers/indigenas-na-cidade--invisibilidade--resistencia-e-o-papel-do-planejamento-urbano?lang=pt-br

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