Distúrbio vocal e transtorno mental comum entre bombeiros

dc.creatorNoeli Dias Romão
dc.date.accessioned2025-11-27T11:02:07Z
dc.date.issued2023-07-07
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/957
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso aberto
dc.rightsAcesso aberto
dc.subjectBombeiros
dc.subjectTranstornos Mentais
dc.subjectMilitares
dc.subjectInquéritos e Questionários
dc.subjectDisfonia
dc.subjectSaúde Ocupacional
dc.subjectEstilo de Vida
dc.subjectFatores Socioeconômicos
dc.subjectPrevalência
dc.subjectGrupos Raciais
dc.subjectQualidade da Voz
dc.subjectConsumo de Bebidas Alcoólicas
dc.subject.othervoz
dc.subject.othertrabalho
dc.subject.otherbombeiro
dc.subject.otherdisfonia
dc.subject.othersaúde do trabalhador
dc.titleDistúrbio vocal e transtorno mental comum entre bombeiros
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Adriane Mesquita de Medeiros
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6058485365158976
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2115371571948240
local.description.resumoOBJETIVO: Verificar a prevalência de disfonia em bombeiros do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e se há associação com fatores sociodemográficos, ocupacionais, estilo de vida e transtorno mental comum. MÉTODO: A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa com o parecer número: 474.796. Todos os participantes dessa pesquisa concordaram em participar e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Este estudo faz parte do ESB - Estudo da Saúde do Bombeiro, um estudo longitudinal prospectivo realizado com os profissionais que ingressaram no Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. O ESB está sendo realizado desde 2014, em parceria com o Laboratório de Avaliação e Intervenção na Saúde da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O presente artigo apresenta um recorte transversal do ESB, analisando apenas dados coletados em 2021 referentes à terceira reavaliação de seguimento (follow up 3). O follow up 3 contou com 442 bombeiros que ingressaram no CBMMG (Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais) em 2014. Como critério de inclusão considerou-se os soldados que iniciaram a carreira na graduação de soldado, realizaram o treinamento inicial na Academia de Bombeiros (ABM) em Belo Horizonte. E como critérios de exclusão a ausência na data da coleta e recusa em participar. Para esse estudo foram analisadas as seguintes variáveis: 1) características sociodemográficas: sexo (masculino, feminino), idade (até 30 anos, acima de 30 anos), raça/etnia (branco/outros, preto/pardo), estado civil (vivendo com companheiro, vivendo sem companheiro), escolaridade (ensino médio completo, ensino superior incompleto, ensino superior completo ou mais); 2) ocupacionais: trabalho em escala fixa de 24/72 horas em 2020 (sim, não), trabalho em escala fixa de 24/72 horas em 2021 (sim, não), manutenção do regime de trabalho de 2020 e 2021 (sim, não), atividade realizada com maior frequência nos últimos 12 meses (administrativas e outros, atividades de campo) - foram consideradas atividades de campo aquelas relacionadas a salvamento, resgate, combate a incêndio, motorista e sentinela, restrição de trabalho na pandemia nos últimos 12 meses (sim, não), trabalho remoto durante a pandemia do COVID-19 (sim, não); 3) estilo de vida e a saúde mental: consumo excessivo de álcool segundo (não, sim), status de tabagismo (não fumante, ex fumante, fumante), transtorno mental comum (não, sim); 5) suspeita de disfonia. O protocolo CAGE foi utilizado para investigar o consumo excessivo de álcool, o protocolo é composto por quatro perguntas: “Alguma vez você sentiu que deveria diminuir a quantidade de bebida ou parar de beber?”, "Às pessoas o(a) aborrecem porque criticam o seu modo de beber?”, “Você se sente culpado/chateado consigo mesmo pela maneira como costuma beber?”, “Você costuma beber pela manhã para diminuir o nervosismo ou a ressaca?”. Duas ou mais respostas positivas para essas perguntas indicam consumo excessivo de álcool. Os indivíduos foram classificados com suspeita de disfonia (ausente e presente) segundo o protocolo Br-DST- Protocolo Brasileiro de Triagem de Disfonia . Foram considerados com suspeita de disfonia com indicação para avaliação clínica da voz quem respondeu "sim'' para as duas questões (fazer força para voz sair e voz rouca) ou “sim” para segunda questão (voz rouca). A suspeita de transtorno mental comum (TMC) foi mensurada com o uso do protocolo SRQ-20 - Self Report Questionnaire.. Os dados foram submetidos a análise descritiva e inferencial. O desfecho de disfonia foi comparado com todas as variáveis explicativas por teste qui-quadrado de Pearson ou qui-quadrado simulado. A modelagem foi construída a partir da regressão logística. . Os testes estatísticos foram realizados assumindo um nível de significância de 5%. RESULTADOS: A prevalência de suspeita de distúrbio vocal foi de 6,12 %. Verificou-se que a maioria dos bombeiros é do sexo masculino (90,31%), na faixa etária de acima de 30 anos (52,47%), pretos e pardos (57,47%), vivendo com companheiro (61,39%). A maior parte apresentou ensino superior completo ou mais (42,35%). Verificou-se que indivíduos autodeclarados pretos ou pardos apresentaram maior percentual de disfonia (8,10%). A maioria dos bombeiros do estudo trabalhou em escala fixa de 24/72 horas em 2020 (75,57%) e 2021 (73,76%). As atividades de campo (79,64%) realizadas com maior e menor frequência nos últimos 12 meses foram de Salvamento (24,21%) e de Resgate (7,69%), respectivamente. A maioria dos entrevistados nunca teve restrição de trabalho na pandemia nos últimos 12 meses (68,79%) e não trabalhou remotamente (71,53%). A frequência de bombeiros que não relatou consumo excessivo de álcool (95,02%) e não fumantes (83,94%) foi elevada. No modelo final multivariado, houve diferença significativa entre os grupos com e sem suspeita de disfonia quanto a suspeita de transtorno mental comum e a raça. Os indivíduos pretos e pardos têm, aproximadamente 2,5 vezes mais chance de ter suspeita de disfonia, quando comparados com o grupo de indivíduos brancos e de outras raças. Indivíduos com suspeita de transtorno mental comum também apresentam 2,7 vezes mais chance de apresentarem suspeita de disfonia. Considerando que a variável raça permaneceu no modelo final foi realizada uma nova análise estatística para verificar a sua relação com os fatores sociodemográficos (sexo, faixa etária, estado civil e escolaridade), ocupacionais (trabalho em escala, atividade realizada, restrição no trabalho e trabalho remoto), estilo de vida (consumo excessivo de álcool e tabagismo) e TMC investigadas nesse estudo. Foram utilizados os testes qui-quadrado com nível de significância de 5%. Foi possível verificar que houve diferença entre pretos e pardos com branco e outras raças quanto ao TMC (valor-p=0,019). A prevalência de TMC entre negros e pardos foi de 29,5% e de brancos e outras raças de 19,7%. CONCLUSÃO: Os bombeiros com suspeita de disfonia têm indicação para realizar a avaliação vocal completa. Os resultados do estudo evidenciam chance aumentada de ter disfonia em Bombeiros Militares de Minas Gerais no grupo da raça preta ou parda e com suspeita de TMC
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências Fonoaudiológicas
local.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE::FONOAUDIOLOGIA

Arquivos

Pacote original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
DISTÚRBIO VOCAL E TRANSTORNO MENTAL COMUM ENTRE BOMBEIROS.pdf
Tamanho:
1.89 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format

Licença do pacote

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
license.txt
Tamanho:
2.07 KB
Formato:
Item-specific license agreed to upon submission
Descrição: