A reconfiguração da experiência de ser doméstica através da página “Eu empregada doméstica”

dc.creatorEnise de Castro Silva
dc.date.accessioned2022-09-22T17:04:30Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:24:07Z
dc.date.available2022-09-22T17:04:30Z
dc.date.issued2019-06-26
dc.description.abstractThis dissertation investigates what the reports on the Facebook page “Eu empregada doméstica” say about women’s living as domestic employees and how they contribute to a reconfiguration of the experience of being domestic in the Brazilian contemporary context. In order to do so, posts from the first three months of page activity, from June 19th of 2016 to September 19th of 2016, were analyzed. This period has been selected due to the great traffic after the action of the page’s creator, Joyce Fernandes, went viral. To analyze the material, we started from John Dewey's perspective on experience together with studies that talk about the relation between subject and work and domestic employment in Brazil. It also required a reflection on the role that giving account of oneself exercises in that context and how representations of being domestic employees are created starting from the page reports. In the first moment, we analyzed the content of the posts and classified them in six groups according to the women’s definition of the situations: deprivation of basic conditions, ethical-moral degeneration, racism and xenophobia, physical and sexual violence, positive and grateful accounts and reports by Joyce. Within the largest groups of reports, we have done a second content analysis, refining the characterization of the situation. Thus, we were able to interpret that the representations of domestic work present on the page are linked to Brazilian’s social, racial and gender inequalities and are also linked to a capitalist and Western civilization’s comprehension of work.
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/45384
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc/3.0/pt/
dc.subject.otherTrabalho doméstico
dc.subject.otherExperiência
dc.subject.otherRelato de si
dc.subject.otherRepresentação
dc.subject.otherPágina Eu empregada doméstica
dc.titleA reconfiguração da experiência de ser doméstica através da página “Eu empregada doméstica”
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Paula Guimarães Simões
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9400218205896772
local.contributor.referee1Laura Guimarães Corrêa
local.contributor.referee1Ligia Campos de Cerqueira Lana
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/0755609637220008
local.description.resumoEsta dissertação investiga os relatos sobre as vivências das mulheres como empregadas publicados na página “Eu empregada doméstica”, refletindo sobre o modo como contribuem para uma reconfiguração da experiência de ser doméstica no contexto brasileiro contemporâneo. Para isso, são analisados posts dos primeiros três meses de existência da página, entre 19 de junho de 2016 e 19 de setembro de 2016, período em que havia grande movimentação após a ação de sua criadora, Joyce Fernandes, “viralizar” na internet. Para analisar o material, partimos da perspectiva de John Dewey sobre experiência para compreender os eventos relatados juntamente com estudos que falam sobre a relação entre sujeito e trabalho e trabalho doméstico no Brasil. Também é discutido o papel que o relato de si exerce nesse contexto e como são criadas, a partir dos relatos da página, representações do que significa ser doméstica atualmente no país. Em um primeiro momento, analisamos o conteúdo e classificamos os posts em seis grupos de acordo com a definição que as mulheres fazem das situações: privação de condições básicas, degeneração ético-moral, racismo e xenofobia, violência física e sexual, relatos positivos e de gratidão e relatos de Joyce. Dentro dos maiores grupos de relatos, fizemos uma segunda análise de conteúdo refinando ainda mais a caracterização da situação. Assim, fomos capazes de fazer uma leitura das representações de trabalho doméstico presentes na página que estão ligadas à desigualdade social, racial e de gênero próprias da realidade brasileira, mas que também se vinculam a um modo de compreender o trabalho que pertence ao capitalismo e à civilização ocidental.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Comunicação Social

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