Um estudo de construções com o verbo deixar em fala espontânea do português brasileiro: aspectos gramaticais/discursivos e análise acústica

dc.creatorLuiz Felipe Lima e Silva
dc.creatorJosé Carlos Costa
dc.creatorSueli Maria Coelho
dc.date.accessioned2023-11-17T20:47:49Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:40:41Z
dc.date.available2023-11-17T20:47:49Z
dc.date.issued2022
dc.description.abstractThis paper analyzes the behavior of the verb deixar in Brazilian Portuguese using spontaneous speech data extracted from the C-ORAL-BRASIL I (RASO;MELLO, 2012) corpus. Considering the multifunctionality of this verb, reported in other studies (cf. PINTO, 2008; TRAVAGLIA, 2017), we sought to observe its occurrences, in order to verify whether its distribution, in spontaneous speech, is equivalent to that found in aforementioned studies, which reported greater productivity of this item as a grammatical verb. In the midst of this discussion, an acoustic analysis of the construction [deixa eu] was carried out in comparison with the third-person form of the present tense, in order to measure the degree of reduction of the construction and verify if it is more reduced from a paradigmatic point of view in relation to [deixa], as can be inferred by Bybee et al. (2016)’s study, and also from a syntagmatic point of view, i.e., in relation to its contiguous words, which would allow to effectively attest its degree of reduction compared to [deixa]. This research revealed that there are more uses of the verb with a discursive function, attested by the construction [deixa eu], followed by the grammatical function and the lexical function. Nevertheless, it was considered that the grammatical function is not rooted in the verb, but in the construction which it participates, which allow us to assume that it goes through a constructionalization process. The acoustic analysis, in turn, revealed that the construction [deixa eu] is, from a syntagmatic point of view, smaller than the form [deixa], which shows that it is at a more advanced stage of change, characterized by its function as a discourse marker.
dc.format.mimetypepdf
dc.identifier.doihttp://dx.doi.org/10.17851/2237-2083.30.2.743-779
dc.identifier.issn2237-2083
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/61095
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relation.ispartofRevista estudos da linguagem
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectAnálise do discurso
dc.subjectLinguística
dc.subjectFonética acústica
dc.subject.otherConstrucionalização
dc.subject.otherDiscursivização
dc.subject.otherDeixar
dc.subject.otherRedução especial
dc.subject.otherAnálise acústica
dc.titleUm estudo de construções com o verbo deixar em fala espontânea do português brasileiro: aspectos gramaticais/discursivos e análise acústica
dc.title.alternativeA study of constructions with the verb deixar in Brazilian Portuguese spontaneous speech: grammatical/discursive aspects and acoustic analysis
dc.typeArtigo de periódico
local.citation.epage779
local.citation.issue2
local.citation.spage743
local.citation.volume30
local.description.resumoEste trabalho analisa o comportamento do verbo deixar no português brasileiro utilizando dados de fala espontânea extraídos do corpus C-ORAL-BRASIL I (RASO; MELLO, 2012). Em vista da multifuncionalidade desse verbo, relatada em outros estudos (cf. TRAVAGLIA, 2017[2007]; PINTO, 2008), procurou-se observar suas ocorrências, de modo a verificar se sua distribuição, na fala espontânea, é equivalente àquela constatada nos estudos supracitados, que registraram uma maior produtividade desse item como verbo gramatical. No bojo dessa discussão, realizou-se uma análise acústica da construção [deixa eu] em comparação com a forma de terceira pessoa do presente do indicativo, a fim de mensurar o grau de redução da construção e verificar se ela é mais reduzida tanto do ponto de vista paradigmático em relação à forma [deixa], conforme depreende-se do estudo de Bybee et al. (2016), como também do ponto de vista sintagmático, isto é, em relação às suas palavras contíguas, o que permitiria atestar efetivamente o seu grau de redução comparado à forma [deixa]. A pesquisa revelou que há mais usos do verbo com função discursiva, manifestados pela construção [deixa eu], seguidos da função gramatical e da função lexical. Não obstante, considerou-se que a função gramatical não está enraizada no verbo, mas na construção de que ele participa, o que permite assumir que ele passa por um processo de construcionalização. A análise acústica, por sua vez, revelou que a construção [deixa eu] é do ponto de vista sintagmático mais reduzida do que a forma [deixa], o que evidencia que ela se encontra num estágio mais avançado de mudança, caracterizado por sua função de marcador discursivo.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0003-0188-2861
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0001-8265-4195
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFALE - FACULDADE DE LETRAS
local.publisher.initialsUFMG
local.url.externahttp://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/relin/article/view/18678

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