Fordismo, pós-Fordismo e cyberfordismo: os (des)caminhos da indústria 4.0 na era do capitalismo ultraneoliberal
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
O objetivo desse ensaio é discutir a Indústria 4.0 como o cerne de um novo paradigma de
produção, que denominaremos cyberfordismo, que emergiu no bojo do estágio
ultraneoliberal do capitalismo. Para isso, na primeira parte, apresentamos as características
da Indústria 4.0 com o intuito de evidenciar como ela radicaliza os processos de automação
da produção e de inserção da inteligência artificial nos processos decisórios. Na segunda
parte, retomamos os contornos dos paradigmas fordistas e pós-fordistas de produção para
demarcar a continuidade entre esses e o cyberfordismo, bem como apontar a desconstrução
do compromisso fordista e do Estado de bem-estar em sua transição para os modelos de
flexibilização pós-fordistas e neoliberais, que afetam tanto processos produtivos como as
feições da condução econômica e política das sociedades. Na terceira parte, discutimos as
características do paradigma cyberfordista, que se manifesta no contexto do
ultraneoliberalismo, maximizando os propósitos do fordismo clássico, uma vez que tende a
tornar prescindíveis a mão-de-obra qualificada e até mesmo os próprios gerentes. Além
disso, elaboramos um quadro comparativo dos paradigmas fordista, pós-fordista e
cyberfordista, de modo a evidenciar as diferenças e continuidades entre eles. Nas conclusões,
destacamos as contribuições do ensaio e recomendações para futuras pesquisas.
Abstract
Assunto
Indústria, Administração
Palavras-chave
Fordismo, Pós-fordismo, Cyberfordismo, Indústria 4.0
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https://arquivo.anpad.org.br/eventos.php?cod_evento=1&cod_edicao_subsecao=1726&cod_evento_edicao=106&cod_edicao_trabalho=28107