A relação psicoterapêutica na contemporaneidade : olhares gestálticos
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Monografia de especialização
Título alternativo
The psychotherapeutic relationship in contemporary times : gestalt perspectives
Primeiro orientador
Membros da banca
Jorge Ponciano Ribeiro
Resumo
A Gestalt-terapia se configura enquanto abordagem humanista-existencial fenomenológica, sendo constituída em um campo dinâmico e processual. Nesse sentido, em atendimentos psicoterapêuticos, é estabelecida uma perspectiva holística, de interação organismo-ambiente, em que ambos são co-construídos. Desse modo, para que o psicólogo atenda a pessoa em sua integralidade, faz-se necessário contemplar a disposição da sociedade contemporânea e suas interfaces com a relação terapêutica. O cenário contemporâneo é marcado por uma ausência de referências estáveis, perda do senso de pertinência e sentido gregário, além de um desenraizamento e liquefação das relações afetivas. Há, portanto, uma fragilidade de vínculos, a qual propicia uma anulação de si e do outro, promovendo ausência de trocas reais e íntimas. Esse contexto configura, portanto, novos desafios à clínica gestáltica, fazendo emergir a necessidade do psicoterapeuta se colocar enquanto facilitador de processos de encontro e apreensão de sentido e possibilidades existenciais. Nesse sentido, o presente trabalho tem por finalidade tecer reflexões acerca da atuação da Gestalt-terapia frente a emergência de novos desafios relacionais na contemporaneidade.
Abstract
Gestalt therapy is a humanistic, existential-phenomenological approach, conducted in a dynamic and procedural field. In Gestalt treatments, a holistic perspective is established, one that considers that organism-environment interaction are co-constructed. Therefore, in order for the psychologist to attend a person subject in one's wholeness, it is necessary to contemplate the disposition settings of contemporary society and its interfaces with the therapeutic relationship. The contemporary scenario is conceived by an absence of stable references, loss of belongingness and gregariousness sense; in addition to the uprooting and liquefaction of
affective relationships. There is, therefore, a fragility in bonds, which provides an annulment of oneself and the other, promoting an absence of real and intimate interaction. This context configures, therefore, new challenges to contemporary Gestalt therapy, bringing out the need for psychotherapists to position themselves as facilitators of encounter meaning existential possibilities. In this sense, this study aims to go through Gestalt-therapy practices towards the emergence of new relational challenges in contemporaneity
Assunto
Psicoterapia, Gestalt-terapia
Palavras-chave
Contemporaneidade, Relação psicoterapêutica, Gestalt-terapia