Efeitos da terapia neoadjuvante em carcinomas mamários invasores diagnosticados e tratados no Hospital das Clínicas da UFMG entre 2009 e 2017
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
Membros da banca
Helenice Gobbi
Luciene Simões de Assis Tafuri
Luciene Simões de Assis Tafuri
Resumo
OBJETIVOS: Identificar fatores histológicos e imuno-histoquímicos (IHQ) do carcinoma mamário invasor (CMI) relacionados com resposta patológica à terapia neoadjuvante (Tneo) e avaliar os efeitos da terapia na histologia e na expressão imunohistoquímica de biomacadores dos tumores. MATERIAL E MÉTODOS: 70 casos de CMI (biópsia inicial pré-terapia e a peça cirúrgica pós-terapia) do arquivo do Laboratório de Patologia Mamária, diagnosticados e tratados com Tneo no Hospital das Clinicas da UFMG, entre 2009 e 2017. Realizadas avaliações histológica (tipo, grau e densidade de infiltrado inflamatório) e IHQ para Receptores hormonais (RH), HER2 e Ki67. Para avaliação dos fatores preditivos de resposta à Tneo, os casos foram separados em dois grupos (resposta patológica completa - RPC e resposta patológica parcial - RPP). Os achados histológicos e IHQ foram comparados nos grupos RPP e RPC, e entre os tumores iniciais e pós-terapia no grupo RPP. RESULTADOS: Características clínicas, histológicas e IHQ dos 70 casos: predominou o tipo Carcinoma Ductal SOE (77,1%), o grau histológico III (48,6%), e o nível de infiltrado inflamatório entre 1 e 20% (64,3%). 31 (44,3%) dos tumores eram RH+ e HER2-, 10 (14,3%) eram RH- e HER2+, 25 (35,7%) eram triplo negativos e 4 (5,7%) eram RH+ e HER2+.14 (20%) dos tumores apresentaram RPC e 56 (80%), RPP. Na avaliação dos fatores preditivos de RPC apenas os níveis do infiltrado inflamatório mostraram resultados significativos (p=0,003): todos os tumores com RPC apresentaram densidade acima de 21%, enquanto que os tumores com RPP apresentaram densidade de até 20%. Tipo e grau histológicos, RH, HER2 e Ki67 não mostraram resultados significativos. Na avaliação dos efeitos da terapia (grupo RPP), o único fator com significância estatística foi o tipo histológico (p=0,024): 19/55 (34,5%) apresentaram mudança do tipo histológico. Apesar de não ter significância estatística, houve mudança no grau histológico em 26/55 dos casos, como aumento do grau em 27,3% e diminuição em 10,9% dos casos com RPP. Houve aumento dos níveis de infiltrado inflamatório em 7% e diminuição, em 35% dos casos. 22/55 apresentaram mudança do status de RE ou do escore de Alred e 20/55 apresentaram mudança no RP. 96,4% dos casos mantiveram a expressão de HER2. 34,5% tiveram alterações do índice de Ki67. A distribuição do Ki67 tornou-se diferente dos tumores pós-terapia, desviando do esperado (p=0,014). CONCLUSÕES: O único fator que demonstrou associação com RPC foi o nível do infiltrado inflamatório. O tipo e grau histológico e os biomarcadores RE, RP, HER2 e Ki67 não demonstraram significância estatística em relação ao tipo de resposta. Os tumores apresentaram alterações no tipo e grau histológico e nos biomarcadores RE, RP, HER2 e Ki67 após a terapia neoadjuvante, mas somente o tipo histológico e o Ki67 foram estatisticamente significantes.
Abstract
Assunto
Neoplasias da mama, Imuno-histoquímica, Receptores estrogênicos, Receptores de progesterona, Terapia neoadjuvante
Palavras-chave
Neoplasias de mama, Receptores estrogênicos, Receptores de progesterona, HER2, Imuno-histoquímica, Terapia neoadjuvante