Mobilidade dos trabalhadores na região metropolitana de Belo Horizonte: uma perspectiva de idade, período e dos padrões de seletividade espacial por modo de transporte

dc.creatorSarah Lima Queiroz
dc.date.accessioned2022-01-04T13:54:34Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:08:07Z
dc.date.available2022-01-04T13:54:34Z
dc.date.issued2021-08-23
dc.description.abstractThe study of urban mobility has gained increasing importance in Demography. In the group of movements that do not require a change of residence are those daily performed by the population for reasons of work, study, health, shopping and leisure. The patterns of these displacements can be influenced by the used mode of transport, as much as the characteristics of individuals and their place of residence. This thesis seeks to fundamentally understand to what extent these patterns can portray the vulnerabilities of certain population groups. Mobility was studied according to three characteristics: time spent between origin and destination, commuting and the mode of transport used. The age and period effects on commuting time were analyzed based on data from the PNAD between 1988 and 2015. The spatial patterns of flow by reason of work in the RMBH were analyzed using data from the 2002 and 2012 OD Surveys, which also made it possible to draw a picture of the use of modes of transport. Through the age, period and cohort model (APC), it was observed that the commuting time in the RMBH has an increasing and significant effect on age; the period effect showed only small oscillations and with a magnitude close to zero. With regard to the use of modes of transport, there was an important increase over time in the use of the individual motorized mode of transport to the detriment of the collective mode. In the spatial analysis it is possible to see a decentralization of work-related displacements between 2002 and 2012, in which Belo Horizonte, despite still being the main destination in the MR, loses some of its importance as a recipient of labor. In the analyzes of population categories, it was observed, mobility inequities by income, education, age, and labor market status. The results also suggest gender inequities, with women still being predominantly seen as caretakers in the household, as a consequence of this, having shorter times and average distances covered. In addition to women, the thesis shows that other vulnerable groups, such as informal workers, individuals with low education and income, as well as young and the elderly people, also follow this pattern of proximity between home and work. In short, the main differential of this thesis is that it combines mobility studies, demographic issues and social vulnerability from different perspectives – addressing not only mobility patterns defined by origin, destination and flow, but also the point of view of mode of transport and the socioeconomic context of the individual.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/39006
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectTransporte urbano
dc.subjectTransporte - Trânsito de passageiros
dc.subjectDemografia social
dc.subjectPolítica de transporte urbano
dc.subject.otherMobilidade urbana
dc.subject.otherVulnerabilidade
dc.subject.otherModelo IPC
dc.subject.otherInfraestrutura de transporte
dc.subject.otherOrigem e destino
dc.titleMobilidade dos trabalhadores na região metropolitana de Belo Horizonte: uma perspectiva de idade, período e dos padrões de seletividade espacial por modo de transporte
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Alisson Flávio Barbieri
local.contributor.advisor1Gilvan Ramalho Guedes
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7740592064640884
local.contributor.referee1Ana Maria Hermeto Camilo de Oliveira
local.contributor.referee1José Irineu Rangel Rigotti
local.contributor.referee1Alberto Augusto Eichman Jakob
local.contributor.referee1Ricardo Ojima
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/6223476568360855
local.description.resumoO estudo da mobilidade urbana tem ganhado cada vez mais importância na Demografia. No grupo dos movimentos que não exigem mudança de residência estão aqueles feitos diariamente pela população por motivos de trabalho, estudo, saúde, compras e lazer. Os padrões desses deslocamentos podem ser influenciados tanto pelo modo de transporte utilizado quanto pelas características dos indivíduos e de seu local de moradia. Esta tese busca entender fundamentalmente em que medida esses padrões podem retratar as vulnerabilidades de determinados grupos populacionais. A mobilidade foi estudada segundo três características: tempo gasto entre a origem e o destino, deslocamento por motivo de trabalho e modo de transporte utilizado. Os efeitos de idade e período no tempo de deslocamento casa-trabalho foram analisados com base nos dados da PNAD entre 1988 e 2015. Os padrões espaciais de fluxo por motivo trabalho na RMBH foram analisados a partir dos dados das Pesquisas OD de 2002 e 2012, que também possibilitaram traçar o retrato do uso dos modos de transporte. Através de um modelo de idade, período e coorte (IPC), observou-se que o tempo de deslocamento na RMBH tem efeito crescente e significativo de idade; o efeito de período apresentou apenas pequenas oscilações e com magnitude próxima de zero. No que tange ao uso dos modos de transporte, observou-se um aumento importante no uso do modo individual motorizado em detrimento do coletivo ao longo do tempo. Nas análises espaciais é possível ver uma descentralização dos movimentos entre 2002 e 2012, em que Belo Horizonte, apesar de ainda ser o principal destino na RM, perde um pouco de sua importância como receptora de mão de obra. Nas análises para categorias populacionais, observam-se inequidades de mobilidade por renda, escolaridade, faixa etária e situação no mercado no trabalho. Os resultados também sugerem inequidades entre os sexos, com a mulher ainda sendo predominantemente vista como cuidadora do lar, com menores tempos e distâncias médias percorridas. Além das mulheres, o trabalho mostra que outros grupos vulneráveis, como trabalhadores informais, indivíduos com baixa escolaridade e renda, bem como jovens e idosos, também seguem este padrão da proximidade entre residência e trabalho. Em suma, o principal diferencial desta tese foi o de aliar os estudos de mobilidade, as questões demográficas e a vulnerabilidade social sob diferentes perspectivas – abordar não somente padrões de mobilidade definidos por origem, destino e fluxo, como também o ponto de vista do modo de transporte e do contexto socioeconômico do indivíduo.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFACE - FACULDADE DE CIENCIAS ECONOMICAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Demografia

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