Fatores associados à esquistossomose e à modulação da reatividade alérgica em indivíduos infectados com baixa carga parasitária no norte de Minas Gerais, antes e após um ano de tratamento com Praziquantel

dc.creatorSamira Diniz Resende
dc.date.accessioned2022-09-29T18:22:31Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:01:54Z
dc.date.available2022-09-29T18:22:31Z
dc.date.issued2021-11-26
dc.description.abstractHelminths and allergies are strong inducers of the Th2 immune response. In schistosomiasis, this response is stimulated by egg antigens and is usually accompanied by induction of regulatory mechanisms, resulting in a modulated chronic infection, whereas in allergic diseases the Th2 response is not modulated. Many epidemiological studies report inverse associations between allergy and helminths; however, this association depends on the species of the parasite, its intensity and chronicity. In order to verify the effect of the parasite load and anthelmintic treatment on the induction of allergic modulation, the present work carried out a population-based study to evaluate epidemiological characteristics of S. mansoni infection in residents of Brejo do Amparo, Januária- MG and its association with allergic reactivity. Initially (time 0 – T0), residents answered a socioeconomic questionnaire and provided stool samples to perform a combination of parasitological (Kato-Katz, Helmintex, Saline Gradient and HPJ) and molecular tests for the diagnosis of schistosomiasis, and blood samples for blood count, evaluation of immune response and allergic reactivity to dust antigens. Those infected with S. mansoni were treated and reassessed after 30 days, 3 and 6 months to confirm cure, and after 12 months (T12) the entire T0 population was reassessed. At T0, 140 individuals were infected for S. mansoni (54%), and the load intensity was low (median = 4), with 108 of them eliminating ≤12 eggs per gram of feces (OPG). Regarding immunological alterations, it was observed that the frequency of responders to the cytokine IL-17 and the serum concentration of CCL3 were significantly higher among those infected with S. mansoni, while those infected with a load ≤12 OPG had significantly higher serum levels of IL-27. Logistic regression models demonstrated that residents with higher serum levels of IL-17 are about five times more likely to be infected with S. mansoni, while individuals aged >40 years are about five times less likely to have the infection more intense. The evaluated population consists of a very homogeneous group, subjected to precarious sanitary and socioeconomic conditions, which has a similar impact on the transmission of schistosomiasis. In this population, 47 (24%) individuals had IgE reactive to common allergens in house dust, and the median intensity of reactivity was 7UI/mL. Multivariate analysis showed that both the prevalence and intensity of S. mansoni infection were negatively associated with allergic reactivity. However, very low parasite loads (≤12 OPG) were insufficient to trigger modulatory mechanisms, and the inverse relationship between allergy and schistosomiasis was demonstrated only in patients with a higher parasite load (≥ 12 opg), who were 6 times less likely to develop allergy. Infection by S. mansoni, in a load-dependent manner, was also associated with induction of an anti-inflammatory response, including increased production of IL-10 and reduced frequency of responders to IL-33 or TNF-α, a profile associated with decreased allergic reactivity. After 12 months of treatment (T12), 185 subjects were reassessed, with a reduction in schistosomiasis positivity to 23% and an increase in allergic reactivity both in prevalence (29%) and intensity (median = 9 IU/mL). Follow-up evidenced the importance of active infection in the development of a regulatory response, demonstrating a significant increase in the intensity of allergic reactivity among those who were treated and cured for schistosomiasis. Helminth reinfection and higher serum levels of CCL3 were also associated with lower chances of having allergic reactivity, even at low parasite load. Together these data indicate that the modulatory effect of schistosomiasis on allergic reactivity is dependent on active infection, high parasite load and/or frequent reinfection.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/45754
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/3.0/pt/
dc.subjectParasitologia
dc.subjectComorbidade
dc.subjectHipersensibilidade
dc.subjectHelmintos
dc.subject.otherComorbidade
dc.subject.otheralergia
dc.subject.otherhelmintos
dc.subject.otherimunoparasitologia
dc.titleFatores associados à esquistossomose e à modulação da reatividade alérgica em indivíduos infectados com baixa carga parasitária no norte de Minas Gerais, antes e após um ano de tratamento com Praziquantel
dc.title.alternativeFactors associated with schistosomiasis and modulation of allergic reactivity in infected individuals with low parasite load in northern Minas Gerais, before and after one year of treatment with Praziquantel
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Mariângela Carneiro
local.contributor.advisor1Deborah Aparecida Negrão-Corrêa
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3655645192101507
local.contributor.referee1Paulo Marcos Zech Coelho
local.contributor.referee1Wendel Coura Vital
local.contributor.referee1David Soeiro Barbosa
local.contributor.referee1Agostinho Gonçalves Viana
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4298742412390799
local.description.resumoHelmintos são potentes indutores de mecanismos imunorregulatórios capazes de interferir em processos inflamatórios e doenças alérgicas. Essa resposta modulatória tem sido usada para explicar uma associação inversa entre alergia e helmintoses; sendo esta dependente da espécie do parasito, sua intensidade e cronicidade. Com o intuito de verificar o efeito da carga parasitária e do tratamento com Praziquantel na indução de modulação alérgica, o presente trabalho avaliou características epidemiológicas da infecção por S. mansoni em 257 residentes de Brejo do Amparo, Januária-MG e sua associação com reatividade alérgica. Inicialmente (tempo 0 – T0), os residentes responderam um questionário socioeconômico e forneceram amostras de fezes para realização de uma combinação de diagnósticos parasitológicos (Kato-Katz, Helmintex, Gradiente Salino e HPJ) e molecular (qPCR). Amostras de sangue também foram coletadas para realização do hemograma, testes imunológicos e de reatividade alérgica à antígenos de poeira. Os infectados por S. mansoni foram tratados e reavaliados para controle de cura após 30 dias, 3 e 6 meses. Após 12 meses (T12) toda população inicial foi convidada a participar da reavaliação parasitológica e imunológica. No T0, 140 indivíduos estavam infectados por S. mansoni (54%), com baixa intensidade de carga (mediana = 4), que foi categorizada em ≤12 ou >12 OPG. A prevalência da infecção foi semelhante nos diferentes extratos populacionais examinados, o que se justifica pelo fato dos residentes constituirem um grupo bastante homogêneo, sendo igualmente exposta aos fatores de risco. Por outro lado, a intensidade de carga foi menor em indivíduos >40 anos de idade, que no modelo final apresentaram 5 vezes menos chances de apresentar a infecção mais intensa. Nesta população, 47 (24%) indivíduos apresentaram IgE reativa a alérgenos comuns em poeira doméstica, e a mediana da intensidade da reatividade foi 7UI/mL. A análise multivariada demonstrou que tanto a prevalência quanto a intensidade da infecção por S. mansoni foram negativamente associadas com a reatividade alérgica. Entretanto, cargas parasitárias muito baixas (≤12 OPG) foram insuficientes para desencadear mecanismos modulatórios, e a relação inversa entre alergia e esquistossomose foi demonstrada somente pacientes com carga parasitária mais elevada (≥ 12 opg), que apresentaram 6 vezes menos chances de desenvolver alergia. A infecção por S. mansoni, de uma forma dependente da carga, também foi associada a indução de resposta anti-inflamatória, incluindo maior produção de IL-10 e redução da frequencia de respondedores para IL-33 ou TNF-α, perfil associado à diminuição da reatividade alérgica. Após 12 meses do tratamento (T12), 185 indivíduos foram reavaliados, sendo observada uma redução na positividade da esquistossomose para 23% e a um aumento da reatividade alérgica tanto na prevalência (29%) como na intensidade (mediana = 9 UI/mL). O acompanhamento evidenciou a importância da infecção ativa no desenvolvimento de uma resposta regulatória, demonstrando um significativo aumento na intensidade da reatividade alérgica entre aqueles que se trataram e curaram para esquistossomose. A reinfecção pelo helminto e níveis séricos mais elevados de CCL3 também foram associadas a menores chances de apresentar reatividade alérgica, mesmo em baixa carga parasitária. Em conjunto estes dados indicam o efeito modulatório da esquistossomose sob a reatividade alérgica é dependente de infecção ativa, de carga parasitária elevada e/ou reinfecção frequente.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentICB - INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLOGICAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Parasitologia

Arquivos

Pacote original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
TESE_SAMIRA_ pos defesa_Março22 com ata_REPOSITORIO_ago.pdf
Tamanho:
4.66 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format

Licença do pacote

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
license.txt
Tamanho:
2.07 KB
Formato:
Plain Text
Descrição: