Influência dos comprimentos jejunoileal e da alça comum na perda ponderal de pacientes submetidos a tratamento cirúrgico da obesidade mórbida pela técnica de Capella

dc.creatorAlexandre Lages Savassi Rocha
dc.date.accessioned2019-08-13T19:10:52Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:37:12Z
dc.date.available2019-08-13T19:10:52Z
dc.date.issued2007-05-18
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/ECJS-785PLP
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectObesidade mórbida/cirurgia
dc.subjectAnastomose em-Y de Roux
dc.subjectDerivação gástrica
dc.subjectObesidade mórbida
dc.subjectDerivação jejuno-ileal
dc.subject.otherCirurgia da obesidade
dc.subject.otherDerivação gástrica
dc.subject.otherBypass gástrico
dc.subject.otherObesidade mórbida
dc.titleInfluência dos comprimentos jejunoileal e da alça comum na perda ponderal de pacientes submetidos a tratamento cirúrgico da obesidade mórbida pela técnica de Capella
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Paulo Roberto Savassi Rocha
local.contributor.advisor1Marco Tulio Costa Diniz
local.contributor.referee1Edmundo Machado Ferraz
local.contributor.referee1EDUARDO GARCIA VILELA
local.description.resumoA operação de Capella constitui uma das variações técnicas do bypassgástrico em Y de Roux, sendo freqüentemente utilizada no tratamento da obesidade mórbida. A técnica preconiza a confecção de alça alimentar (segmento compreendido entre as anastomoses gastrojejunal e jejunojejunal) com extensão padronizada (110 cm), no intuito de promover deficiência da absorção de macronutrientes e contribuir para a perda ponderal. A reconhecida variação do comprimento jejunoileal na espécie humana (quatro a nove metros, aproximadamente) não é considerada, embora determine ampla variação da extensão da alça comum (segmento distal à anastomose jejunojejunal, que tem a função absortiva preservada). Com objetivo de avaliar a influência das variações do comprimento jejunoileal e da alça comum na perda ponderal, realizou-se medida intra-operatória desses segmentos em 100 pacientes submetidos à operação de Capella. Setenta e seis pacientes (76%) eram do sexo feminino, e 24 (24%) do sexo masculino. A idade média foi de 36,0 ± 10,5 anos. O peso pré-operatório médio foi de 126,8 ± 23,2 kg e o índice de massa corporal médio foi de 46,29 ± 6,20 kg/m2. Havia 79 pacientes obesos mórbidos e 21 pacientes super-obesos. Ocomprimento jejunoileal médio foi de 671,4 ± 115,7 cm (434 - 990 cm). Ocomprimento da alça comum apresentou média de 505,3 ± 113,3 cm (268 - 829 cm). O comprimento médio da alça biliopancreática foi de 56,1 ± 14,8 cm (30 - 105 cm). A média do comprimento jejunoileal foi significativamente maior nos pacientes do sexo masculino (739,67 ± 132,31 cm) em relação ao sexo feminino (649,86 ± 101,65 cm). Detectou-se correlação positiva entre a altura dos pacientes e ocomprimento jejunoileal. Os pacientes foram acompanhados pelo período de um ano. A análise estatística incluiu estratificações da população por sexo e índice de massa corporal. Não se detectou correlação entre o comprimento jejunoileal e a perda ponderal no 6º mês e no 1º ano pós-operatórios. Detectou-se baixo grau decorrelação negativa entre a perda ponderal e o comprimento da alça comum no 1º ano pós-operatório, em dois grupos analisados (pacientes do sexo masculino e super-obesos). A extensão da alça comum foi superior a quatro metros em 84% dos casos (suficiente para manutenção plena da função absortiva a médio e longo prazos). Concluiu-se que o segmento jejunoileal apresenta ampla variação nospacientes submetidos a tratamento cirúrgico da obesidade mórbida, e que essa variação não influencia na perda ponderal durante o 1º ano pós-operatório. As variações da extensão da alça comum podem exercer pequena influência na perda ponderal em pacientes do sexo masculino e nos pacientes super-obesos, durante o primeiro ano pós-operatório. Baseando-se na análise da literatura e nos resultados deste estudo, concluiu-se que a padronização do comprimento da alça alimentar(110 cm), utilizada na operação de Capella e em outras variações do bypass gástrico em Y de Roux, deve ser revista.
local.publisher.initialsUFMG

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