Animais sobreviventes à sepse apresentam hiperreatividade aórtica e prejuízo da função cardíaca
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Alice Valença Araújo
Ana Paula Couto Davel
Jamil Assreuy Filho
Stêfany Bruno de Assis Cau
Ana Paula Couto Davel
Jamil Assreuy Filho
Stêfany Bruno de Assis Cau
Resumo
Doenças cardiovasculares (DCVs) são consideradas as principais causas de
morte no mundo. Trabalhos recentes demonstram que há um aumento na
incidência de DCVs em pacientes que sobrevivem a um quadro de infecção aguda
como a sepse, entre o primeiro e o quinto ano após a infecção. A partir disso, o
objetivo desse estudo foi avaliar a função cardiovascular dos animais
sobreviventes à sepse. Para tal, em camundongos Balb/c machos foi realizada a
ligação e perfuração do ceco para indução da sepse. Após 15 dias, foram
avaliados o eletrocardiograma e ecocardiograma, experimentos de Langendorff,
contratilidade de cardiomiócitos e reatividade vascular na aorta torácica. Nossos
resultados demonstraram um aumento significativo do volume sistólico final
associado a uma redução da fração de ejeção e do débito cardíaco no grupo
sobrevivente à sepse. Além disso, nesse mesmo grupo, os resultados do
eletrocardiograma demonstraram um prolongamento no tempo para iniciar a
repolarização ventricular. Os experimentos de Langendorff confirmaram o prejuízo
da função cardíaca basal nos sobreviventes à sepse, e esse prejuízo foi mantido
quando submetido ao estresse farmacológico induzido por isoprenalina. Nos
experimentos de reatividade vascular, o efeito contrátil induzido por fenilefrina em
aortas torácicas dos animais sobreviventes à sepse foi significativamente maior
quando comparado ao grupo controle. Esse aumento na vasoconstrição foi
relacionado à ativação de receptores AT1, ânion superóxido e derivados da COX.
Com isso, camundongos sobreviventes à sepse apresentaram aumento da
contratilidade vascular e prejuízo da função cardíaca, onde o tratamento com
propranolol foi capaz de impedir a hiperreatividade vascular aórtica, bem como
reverteu alguns pontos do prejuízo cardíaco.
Abstract
Cardiovascular diseases (CVDs) are considered the leading cause of death in the
world. Recent studies have shown an increase in the incidence of CVDs in patients
with acute infection, such as sepsis. Sepsis survivors show an increase in the
development of CVDs between 1 and 5 years after the previous infection. Thus,
the aim of this study was to evaluate the cardiovascular parameters in animals
surviving sepsis. For that, in male Balb/c mice was performed cecal ligation and a
puncture to induce sepsis. After 15 days, electrocardiogram and
echocardiogram, Langendorff experiments, cardiomyocytes contraction, and
vascular reactivity in thoracic aorta were performed. Our results showed an
increase in systolic volume, ejection fraction and cardiac output in the sepsissurvivor
group (SSG). Besides that, the electrocardiogram showed an increase in
time to initiate ventricular repolarization in SSG. Langendorff’s experiments
confirmed the impairment of cardiac function in the SSG group, and this
impairment was not reversed in a stressful condition induced by isoprenaline.
About vasomotor tonus, the contractile effect induced by phenylephrine in thoracic
aortas from SSG was significantly higher when compared to the control group. This
effect was associated with the activation ofAT1 receptors, anions superoxide and
COX derived prostanoids. Taken together, sepsis-surviving mice showed vascular
contractility enhancement and impairment of cardiac function. Propranolol
treatment was able to reverse the increased vascular resistance triggered by
sepsis and some points of cardiac function.
Assunto
Fisiologia, Sepse, Sobreviventes, Doenças cardiovasculares, Aorta
Palavras-chave
Sepse, Reatividade vascular, Aorta, Sobreviventes à sepse, Função cardíaca