Avaliação da interferência da melatonina nas interações entre trofozoítos de Entamoeba histolytica e Entamoeba dispar com células sanguíneas

dc.creatorAline do Carmo Franca Botelho
dc.date.accessioned2019-08-14T01:26:13Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:54:22Z
dc.date.available2019-08-14T01:26:13Z
dc.date.issued2009-07-06
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/SAGF-8HSH5J
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectParasitologia
dc.subjectMelatonina
dc.subjectTrofozoítos
dc.subjectProtozoologia
dc.subjectEntamoeba histolytica
dc.subjectFagocitose
dc.subject.otherEntamoeba Leucócitos Eritrócitos Superóxido Superóxido Dismutase
dc.titleAvaliação da interferência da melatonina nas interações entre trofozoítos de Entamoeba histolytica e Entamoeba dispar com células sanguíneas
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Maria Aparecida Gomes
local.contributor.referee1Maria Norma Melo
local.contributor.referee1Jorge Luiz Pesquero
local.contributor.referee1Aloisio Sales da Cunha
local.contributor.referee1Fernando Costa e Silva
local.description.resumo2A amebíase é uma importante enfermidade parasitária, ocasionando morbidade e mortalidade significativas. Dentre os protocolos sugeridos para quantificar a virulência dos isolados de Entamoeba histolytica está a capacidade eritrofagocítica, mas pouco é conhecido quanto a capacidade de leucofagocitose. O presente estudo objetivou verificar a capacidade de eritrofagocitose e leucofagocitose de trofozoítos de E. histolytica e E. dispar, dosar o superóxido (O2-) e a enzima superóxido dismutase (SOD), em presença e ausência de melatonina. Além disso, buscou-se conhecer a ação da melatonina na amebíase experimental. Para os testes in vitro foram coletadas amostras de sangue periférico humano e separados os tipos celulares em: eritrócitos, leucócitos mononucleares (MN) e polimorfonucleares (PMN). Trofozoítos de E. histolytica (cepas HM1-IMSS e ICB-32) e de E. dispar (cepa ICB-ADO) foram incubados com as células. Para dosagem do O2- foi usado o cromógeno Ferricitocromo C e a dosagem da SOD foi através da técnica de redução do NBT (Nitro Blue Tetrazolium). Na amebíase experimental foram utilizados hamsters machos que foram inoculados intra-hepaticamente com amebas da cepa EGG e HM1-IMSS de E. histolytica. As lesões produzidas nos animais foram analisadas de acordo com o grau de comprometimento hepático. Grupos de animais foram tratados com melatonina, em diferentes doses e vias de inoculação. Os resultados in vitro mostraram que a eritrofagocitose foi maior para a cepa HM1-IMSS, bem como o número de eritrócitos internalizados. Quanto à leucofagocitose, os resultados também foram também mais expressivos para a cepa HM1-IMSS, considerando a aderência, fagocitose e morte de leucócitos. Foram observadas interferências hormonais pela melatonina, tanto na leucofagocitose, quanto nos níveis de O2- e de SOD. A inoculação de melatonina nos animais não provocou alterações significativas das lesões hepáticas observadas macroscopicamente, o que pode indicar que in vivo as amebas podem apresentar meios eficazes de escape do sistema imune. O universo das interações amebas-leucócitos ainda está longe de ser completamente desvendado, mas encontramos algumas respostas interessantes e surgiram perspectivas para investigações futuras, como conhecer melhor os mecanismos de escape que o parasito utiliza in vivo para evadir das respostas imunes do hospedeiro.
local.publisher.initialsUFMG

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