Potências do espaço público: político, urbano, radical
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Ana Paula Baltazar dos Santos
Regina Helena Alves da Silva
Joao Bosco Moura Tonucci Filho
Regina Helena Alves da Silva
Joao Bosco Moura Tonucci Filho
Resumo
Esta pesquisa busca a compreensão do papel dos espaços públicos contemporâneos nas metrópoles brasileiras, discutindo as potências e contradições a partir de sua dimensão política e urbana. A subordinação do público ao privado reforçada pelo capitalismo neoliberal, juntamente à associação público-estatal, coloca em questionamento o próprio conceito de espaço público. De acordo com a concepção dominante, o espaço público deveria ser um local do encontro harmônico e realização da democracia consensual, no entanto, a aposta desta dissertação é verificar se o espaço público contemporâneo tem potencial de ser um local do dissenso e da disputa por seu significado. Nesse sentido, o espaço público é um objeto de conflito, tanto por parte do capital quanto por parte daqueles que visam a realização do direito à cidade. Pretende-se problematizar o atributo público e reconhecê-lo como algo a mais do que a propriedade do Estado, referente à esfera pública, possível de ser construída nos espaços públicos e por meio deles. Busca-se estabelecer uma relação entre espaço público e política fundamentada nos princípios da radicalização democrática, que se baisea na legitimidade do conflito. A partir disso, são analisados três processos de disputa pela publicização do espaço em Belo Horizonte em diferentes escalas, temporalidades e contextos: o espaço público enquanto rua, instituição e edifício de propriedade pública e privada que não cumprem sua função social. Acredita-se que os espaços se tornam públicos a partir apropriação pública, isto é, mediante uma realização e construção sócio-espacial. Desse modo, considera-se que o espaço público seja um local de conflito e contradições e que através do dissenso como meio e condição democrática o aspecto público e político possa se concretizar.
Abstract
This research seeks to understand the role of contemporary public spaces in the brazilian metropolis, discussing the potential and contradictions from its political and urban dimension. Public-private subordination reinforced by neoliberal capitalism, together with the public-state association, calls into question the very concept of public space. According to the dominant conception, public space should be a place of harmonious meeting and achievement of consensual democracy, however, the aim of this dissertation is to verify if the contemporary public space has the potential to be a place of dissensus and dispute by its meaning. In this sense, public space is an object of conflict, both on the part of the capital and on the part of those who aim at the realization of the right to the city. It is intended to problematize the public attribute and to recognize it as something more than the ownership of the State, referring to the public sphere, which can be built in and through public spaces. It seeks to establish a relationship between public and political space based on the principles of democratic radicalization, which is based on the legitimacy of the conflict. From this, three processes of dispute for the publicity of the space in Belo Horizonte are analyzed in different scales, temporalities and contexts: the public space as street, institution and buildings of public and private property that do not fulfill their social function. It is believed that spaces become public from public appropriation, that is, through a realization and socio-spatial construction. Thus, it is considered that the public space is a place of conflict and contradictions and that through dissensus as a means and democratic condition the public and political aspect can be realized.
Assunto
Espaço urbano, Democracia, Planejamento urbano Aspectos sociais, Espaços públicos
Palavras-chave
Democracia radical, Esfera pública, Dissenso, Político, Espaço público