A educação de surdos na cidade de Belo Horizonte: uma perspectiva histórica

dc.creatorTales Douglas Moreira Nogueira
dc.date.accessioned2022-03-03T17:49:17Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:32:24Z
dc.date.available2022-03-03T17:49:17Z
dc.date.issued2021-12-03
dc.description.abstractThe Deaf education is a complex issue and involves a history marked by misunderstandings and social struggles. The Milan Congress, held in 1880 and attended by educators for the deaf, proclaimed that oral language was more appropriate than sign. This position ended up having reflexes that went on for quite some time. In Brazil, it was no different. Studies carried out on the National Institute of Education for the Deaf (INES) by Morais and Cruz, 2020; Strobel, 2009; Goldfeld, 1997, among others, highlight the prevalence of oralism. This research aimed to investigate the education of the deaf, taking as a background the phases of special education proposed by Borges and Campos (2018)), that is, from special classes to Inclusive Education, in the city of Belo Horizonte, Minas Gerais. The research was developed from the historical perspective of Le Goff (1990), also taking the guidelines of Nosella and Buffa (2013) as a reference, based on document analysis, mainly from primary sources such as the Exceptional Childhood bulletins, the correspondence between Helena Antipoff and Helena Dias Carneiro, and the records of the Pestalozzi State School. In addition, a semi-directed interview was carried out with two important characters in the history of deaf education in Minas Gerais, Professor Antônio Campos de Abreu and Professor Maria Barbosa Coelho. The Pestalozzi Institute (1935) was one of the first public institutions dedicated to teaching deaf people in Belo Horizonte. Helena Antipoff, the founder of the Institute, played a fundamental role in the schooling of these children, as did Ester Assumpção. In the bulletins published by the Pestalozzi Society of Minas Gerais, it was possible to see the influence of oralism. Antipoff's correspondence revealed the proximity to INES and the medical records, through the silence in relation to educational practices, revealed little emphasis on formal educational aspects. Finally, the interviews with a former deaf teacher from the Pestalozzi State School and with a militant of the cause, showed the importance of social movements in the search for rights. The study's conclusion demonstrates that the paradigm shift from the medical model to the social model of disability and, finally, the strong attempt for the right to bilingualism, which was fundamental for the deaf community to gain rights.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/39779
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relationPrograma Institucional de Internacionalização – CAPES - PrInt
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectEducação
dc.subjectEducação especial
dc.subjectSurdos - Educação
dc.subjectSurdos - Belo Horizonte (MG)
dc.subjectHelena Antipoff
dc.subjectLíngua brasileira de sinais
dc.subject.otherHistória da educação de surdos
dc.subject.otherHistória da educação especial
dc.subject.otherHelena Antipoff
dc.subject.otherLíngua Brasileira de Sinais
dc.titleA educação de surdos na cidade de Belo Horizonte: uma perspectiva histórica
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Terezinha Cristina da Costa Rocha
local.contributor.advisor1Adriana Araújo Pereira Borges
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9946652387882951
local.contributor.referee1Charley Pereira Soares
local.contributor.referee1Monica Maria Farid Rahme
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/0263302182263288
local.description.resumoA educação de surdos é um tema complexo e envolve uma história marcada por equívocos e lutas sociais. O Congresso de Milão, realizado em 1880 e que contou com educadores de surdos, proclamou que a língua oral era mais apropriada do que a comunicação gestual. Essa posição acabou tendo reflexos que se estenderam por um longo tempo. No Brasil não foi diferente. Estudos realizados sobre o Instituto Nacional de Educação dos Surdos - INES (GOLDFELD, 1997; STROBEL, 2009; MORAIS; CRUZ, 2020; dentre outros) destacam a prevalência do oralismo durante décadas na instituição. Considerando esse percurso histórico, esta pesquisa teve por objetivo investigar a educação dos surdos, tomando como pano de fundo as fases da educação especial propostas por Borges e Campos (2018), ou seja, das classes especiais até a Educação Inclusiva na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais. A pesquisa foi desenvolvida na perspectiva histórica de Le Goff (1990), tomando ainda como referência as orientações de Nosella e Buffa (2013), a partir da análise documental, principalmente de fontes primárias, como os boletins Infância Excepcional, a correspondência entre Helena Antipoff e Helena Dias Carneiro, e os prontuários da Escola Estadual Pestalozzi. Além disso, foi realizada uma entrevista semidirigida com dois importantes personagens da história da educação dos surdos em Minas Gerais, o professor Antônio Campos de Abreu e a professora Maria Barbosa Coelho, que são lideranças no movimento pelo reconhecimento da Libras e do bilinguismo dos surdos. Pelas análises realizadas, foi possível perceber que o Instituto Pestalozzi (1935) foi uma das primeiras instituições públicas que se dedicou ao ensino de surdos em Belo Horizonte. Helena Antipoff, idealizadora do Instituto, teve um papel fundamental na escolarização dessas crianças, assim como Ester Assumpção. Nos boletins publicados pela Sociedade Pestalozzi de Minas Gerais observou-se a influência do oralismo. A correspondência de Antipoff revelou sua proximidade com o INES, além disso, os prontuários dos alunos do Instituto Pestalozzi, através do silêncio em relação às práticas educativas, revelaram a pouca ênfase aos aspectos educacionais formais para os surdos. Por fim, as entrevistas com a professora Maria Barbosa Coelho, ex-professora surda da Escola Estadual Pestalozzi, e com um dos líderes da comunidade surda, Antônio Campos de Abreu, evidenciaram a importância dos movimentos sociais na busca por direitos. A conclusão do estudo demonstra que a mudança de paradigma do modelo médico para o modelo social da deficiência e, por fim, sua luta pelo bilinguismo, foi fundamental para a conquista de direitos pela comunidade surda.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAE - FACULDADE DE EDUCAÇÃO
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educação - Conhecimento e Inclusão Social

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