Crítica psicossocial e o afeto da alegria nas organizações contemporâneas

dc.creatorMarcus Vinicius Soares Siqueira
dc.creatorBárbara Novaes Medeiros
dc.creatorCledinaldo Aparecido Dias
dc.date.accessioned2024-09-23T14:44:58Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:29:32Z
dc.date.available2024-09-23T14:44:58Z
dc.date.issued2023
dc.description.abstractThe social and work context in contemporary organizations is permeated by psychological domination and affective management mechanisms, which can be observed in human resources practices that emphasize a way of working with emotions that become a source of control and dominance. These relationships end up compromising the individual’s well-being and causing suffering. In the control of affections, joy tends to be instrumentalized. The individual is encouraged to develop an enthusiastic love for the organization and stimulated by organizational discourse, make it the reason for his life. This study aims to undertake, based on the approach between philosophy and organizational studies, a psychosocial critique of work relations in contemporary organizations, having as its guiding thread the affection of joy, as understood by Espinosa, which serves as our inspiration to better understand this affection. Methodologically, it consists of a theoretical essay, where interdisciplinary discussions from the organizational studies, psychosociology, and philosophy fields, particularly involving Spinoza’s contributions, are intertwined to awaken a critical look at the instrumentalization and manipulation of joy in the organizational context. Joy is seen as a source of intelligent combat, which opposes destructiveness, a source of increasing the individual’s power of action. Such reflections problematized joy both as a power of resistance, capable of helping to confront psychological domination in the world of work and as an object of instrumentalization and control. Furthermore, it was possible to understand joy as a potentializing affection for those who intend to expand their capacity for action and live their lives intensely despite the social determinisms and psychic records that constitute us. New critical research can contribute to giving way to joy not as a manipulation mechanism but as the potential for the possibilities of freedom in hypermodern management.
dc.identifier.doihttps://doi.org/10.5020/23590777.rs.v23i4.e12498
dc.identifier.issn2359-0777
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/76785
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relation.ispartofRevista Subjetividades
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectFelicidade
dc.subjectAfeto (Psicologia)
dc.subjectRecursos humanos
dc.subjectOrganização administrativa
dc.subject.otherAlegria
dc.subject.otherTristeza
dc.subject.otherSpinoza
dc.subject.otherSujeito
dc.subject.otherorganizações
dc.titleCrítica psicossocial e o afeto da alegria nas organizações contemporâneas
dc.title.alternativePsychosocial criticism and the joy affect in contemporary organizations
dc.typeArtigo de periódico
local.citation.epage12
local.citation.issue2
local.citation.spage1
local.citation.volume23
local.description.resumoO contexto social e do trabalho nas organizações hipermodenas é perpassado por mecanismos de dominação psicológica e pela gestão do afetivo, o que pode ser observado nas práticas de recursos humanos que enfatizam um modo de trabalhar com as emoções pautado na subjetividade, fonte de controle e de domínio. Essas relações acabam por comprometer o bem estar dos indivíduos e provocar seu sofrimento físico e psicológico. No controle dos afetos, a alegria tende a ser vinculada, assujeitada e instrumentalizada em um contexto ideológico, no qual o indivíduo é incentivado a desenvolver um amor entusismado com a organização. Este é o cenário em que se desenvolve o presente artigo, na intenção de estabelecer reflexões, de ordem teórica-crítica, em torno da alegria. O objetivo volta-se para compreender a dinâmica da alegria, tanto como afeto de resistência, quanto fonte para o advento do sujeito, especialmente no contexto organizacional, na expectativa de que estas discussões possam referenciar pesquisas empíricas no campo dos Estudos Organizacionais. Contempla-se a alegria como fonte de um combate inteligente e de negação da morte, instrumento que se contrapõe à destrutividade. Reconhece-a também como fonte para o advento do sujeito, um ser não assujeitado, que produz história e não é apenas produzido por ela. É a partir de discussões interdisciplinares do campo dos estudos organizacionais, da psicossociologia crítica e da filosofia, envolvendo significativamente as contribuições de Spinoza, que se pretende colaborar com reflexões quanto às possibilidades de liberdade e emancipação do sujeito na gestão hipermoderna. O estudo possibilitou a compreensão da alegria como potência de resistência capaz de auxiliar na microemancipação do indivíduo ao fazer uso de brechas civilizatórias no ambiente de trabalho. A alegria enquanto afeto potencializador daquele que pretende fazer-se sujeito de sua própria vida, apesar de todos os determinismos sociais e registros psíquicos.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-7707-9664
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentICA - INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
local.publisher.initialsUFMG
local.url.externahttps://ojs.unifor.br/rmes/issue/view/597doi:10.5020/23590777.rs.v23i4.e12498

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