Análise dos custos assimétricos em diferentes modalidades de operadoras de planos de saúde
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Resumo
O estudo apresentado nesta dissertação teve como objetivo principal analisar os fatores associados ao comportamento assimétrico dos custos em diferentes modalidades de OPS brasileiras no período de 2010 a 2019. Embora a literatura apresente contribuições significativas acerca do comportamento assimétrico dos custos nas organizações, verificou-se que os estudos realizados nos âmbitos nacional e internacional enfocaram usualmente empresas de capital aberto presentes, em sua maioria, em países desenvolvidos. Nos últimos anos, diversos estudos têm buscado compreender o comportamento assimétrico dos custos em diferentes setores e países, todavia, pouco se sabe sobre a ocorrência deste comportamento em empresas pertencentes a um mesmo setor e subordinadas à forte regulação estatal. Nesse sentido, a partir do presente estudo, foi proporcionado à literatura o conhecimento do comportamento assimétrico dos custos em organizações pertencentes a um mesmo setor, sediadas em um país de economia emergente e sujeitas à regulação da Agência Nacional de Saúde (ANS). Para tanto, utilizaram-se dados financeiros e operacionais anuais de OPS disponibilizados pela ANS entre os anos 2010 e 2019. A análise procedeu-se por estatísticas descritivas e análise de regressão com dados em painel. Identificou-se que a assimetria de custos nas OPS ocorre de forma menos intensa quando comparada a empresas fora do ambiente regulado. Destaca-se a maior ocorrência de comportamento assimétrico dos custos no período de 2015 a 2019, período caracterizado por recessão da economia. Salienta-se que o comportamento assimétrico foi observado nas diferentes modalidades de OPS independentemente da variável utilizada como proxy de custo. Contudo, observa-se uma menor sensibilidade da proxy custos dos serviços prestados (CSP). Ressalta-se ainda, que o fator intensidade de ativos associado ao comportamento assimétrico anti-sticky identificado nas OPS Odontológicas (ODO) diverge dos achados na literatura em países desenvolvidos e emergentes e do esperado neste estudo. Cabe destacar, que foram propostas novas proxies operacionais para as atividades das OPS que se associassem ao comportamento assimétrico das mesmas, tendo em vista a crítica apresentada na literatura quanto à adequação da receita como proxy de nível de atividade. Contudo, verificou-se que no contexto das OPS, a receita se mostrou a proxy mais adequada para este fim. Podem ser citadas como inovações da pesquisa: (i) a importância de se considerar a natureza jurídica das organizações, mesmo que pertencentes a um mesmo setor, para se analisar a assimetria de custos; (ii) destacou-se a relevância do uso de proxies distintas para se mensurar a assimetria de custos; e (iii) testaram-se proxies operacionais para as atividades das OPS que se associem ao comportamento assimétrico. As contribuições empíricas deste trabalho estão relacionadas à maior assertividade na previsão dos lucros pelos analistas a partir do conhecimento de ocorrência de assimetria. Ademais, os resultados obtidos possibilitam à ANS a compreensão dos efeitos de normas sobre a assimetria dos custos das OPS. Além disso, os gestores podem implementar ações, baseadas em informações sobre as variáveis relacionadas à assimetria.
Abstract
Assunto
Cuidados médicos, Custos, Assistência médica, Brasil, Investimentos na saúde
Palavras-chave
Custos assimétricos (sticky costs), Operadoras de planos de saúde (OPS)