Se eu morrer hoje, amanhã faz dois dias: sobre o estatuto da conduta de risco dos adolescentes envolvidos no tráfico de drogas

dc.creatorMariana da Costa Aranha
dc.date.accessioned2019-08-10T17:39:08Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:04:20Z
dc.date.available2019-08-10T17:39:08Z
dc.date.issued2016-06-21
dc.description.abstractThis work intends to analyze risk-taking behaviors of adolescents in illegal drug trade taking into consideration these juveniles decisive position on hanging on to traffic, despite deaths imminence. Risk was approached from anthropology, which associates absence of rites of passage in present days to dangerous behaviors taken by the adolescents. In this perspective, adolescents, in absence of rites of passage, would invent their personal and lonesome rites to symbolize entrance in adult life, seeking knowledge about life, and not death, through risk-taking behaviors. From this anthropological read, we propose an approach to risk that takes into consideration subjective aspects, as well as political and social aspects that drive the juvenile to wrestle with death. Thus we analyzed the statement of the Other on present days and problematize the passage to adulthood facing the Other that doesnt exist, as stated by lacanian oriented psychoanalysis, as well as the isolation situation in which our suburban Brazilian youth is at, biggest homicide victims. We took the sentence enunciated by the juveniles If I die today, tomorrow will have been two days as an axis to raise issues about the effects of the Others desire in subjectivity, and the role of this private war fought between the adolescents, in which the groups memory seems to impose as a need of inscription. We, besides, investigate imaginary logic, where the equation me or the other to which the juveniles are imprisoned prevails, having as basis psychoanalysis take on aggressiveness and the reading of real superego, that drives youth to obey a harsh law. We use case excerpts and psychoanalytical conversation experience reports to elucidate the statement of risk
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUBD-ANGPSN
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectAdolescentes
dc.subjectTrafico de drogas
dc.subjectPsicologia
dc.subject.otherAgressividade
dc.subject.otherConduta de risco
dc.subject.otherSubjetividade
dc.subject.otherPolítica
dc.subject.otherAdolescência
dc.titleSe eu morrer hoje, amanhã faz dois dias: sobre o estatuto da conduta de risco dos adolescentes envolvidos no tráfico de drogas
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Andrea Maris Campos Guerra
local.contributor.referee1Cristiane de Freitas Cunha
local.contributor.referee1Ludmila Feres Faria
local.description.resumoEsse trabalho busca analisar as condutas de risco dos adolescentes no tráfico de drogas, levando em consideração a posição firme desses jovens em permanecer no tráfico, a despeito da iminência da morte. O risco foi abordado a partir da antropologia, que atrela a ausência dos ritos de passagem na contemporaneidade às condutas perigosas assumidas pelos adolescentes. Nessa perspectiva, os adolescentes, na ausência de ritos de passagem, fabricariam seus ritos pessoais e solitários para simbolizar a entrada na vida adulta, buscando o saber sobre a vida, e não a morte com as condutas de risco. A partir dessa leitura antropológica, propomos uma abordagem do risco que leve em consideração os aspectos subjetivos, bem como aspectos políticos e sociais que impulsionariam o jovem a travar um corpo a corpo com a morte. Assim, analisamos o estatuto do Outro na contemporaneidade e problematizamos a passagem à vida adulta diante do Outro que não existe, tal como formulado pela psicanálise de orientação lacaniana, bem como a situação de exclusão em que se encontram os nossos jovens brasileiros da periferia, maiores vítimas de homicídios. Tomamos a frase enunciada pelos jovens Se eu morrer hoje, amanhã faz dois dias, como eixo para levantar questões sobre os efeitos do desejo do Outro na subjetividade, e do papel dessa guerra particular travada entre os adolescentes, em que a memória do grupo parece se impor como necessidade de inscrição. Investigamos ainda, a lógica imaginária, em que prevalece a equação ou eu ou outro, à qual os jovens se encontram aprisionados, tomando como base a leitura da agressividade em psicanálise e a leitura do supereu real, que impulsiona os jovens à obediência a uma lei de ferro. Utilizamos fragmentos de caso e relatos de experiência de conversações, a fim de elucidar o estatuto do risco.
local.publisher.initialsUFMG

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