Traçados de vida de jovens privadas de liberdade em Minas Gerais

dc.creatorTatiana Maria Marques Tironi
dc.date.accessioned2022-05-27T19:13:46Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:47:31Z
dc.date.available2022-05-27T19:13:46Z
dc.date.issued2021-11-05
dc.description.abstractDespite the rapid growth of female incarceration, such agenda is present in an embryonic form in academic discussions though yet absent in the feminist movements. The aim of the study was to figure the ways young women in deprivation of liberty represent and build the female gender in their daily experiences, based on their practices and experiences, including infractions, in a stage prior to their caution. It’s meant to be a qualitative study that uses Oral History as a research method. Twelve young females from Centro Socioeducativo São Jerônimo, whom were deprived of liberty from October to November 2020 took part in the study. Life narratives were analyzed using content analysis technique, from which six themes emerged: i. Family dynamics: single parenthood, poverty and domestic violence; ii. Fragility of the bond with formal education; iii. Experiences of sexual exploitation and child labor; iv. Mental suffering and drug use; v. Scarcity of leisure activities; vi: Male influence and female protagonism in infractions. Experiences of oppression, violence, class and gender inequalities, which highlights the importance of an intersectional understanding of the phenomenon, were observed as result. This relational reading of the daily life and ordinary experiences of those young women theoretically contributes to the field of occupational sciences for the analysis of daily activities and practices embedded in a social texture. Finally, it points out the need for specific public actions and policies for gender-sensitive youth, which contribute to the deconstruction of stereotyped and sexist social constructions.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/42051
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectPolíticas públicas
dc.subjectMulheres
dc.subjectIsolamento social
dc.subjectJovens
dc.subject.otherInterseccionalidade
dc.subject.otherJuventude
dc.subject.otherInfracionalidade
dc.titleTraçados de vida de jovens privadas de liberdade em Minas Gerais
dc.title.alternativeTraces of life of young girls deprived of freedom in Minas Gerais
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Maria João Leote de Carvalho
local.contributor.advisor1Luciana Assis Costa
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2726742361556196
local.contributor.referee1Mónica Palacios Tolvett
local.contributor.referee1Andrea Maria Silveira
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/1622989810942416
local.description.resumoApesar do crescimento acelerado do encarceramento feminino, esta pauta está presente de forma embrionária nas discussões acadêmicas e ainda ausente nos movimentos feministas. O objetivo do estudo foi compreender como as jovens em privação de liberdade representam e constroem o gênero feminino nas suas experiências do cotidiano, a partir de suas práticas e vivências, inclusive as práticas infracionais, em fase anterior a seu acautelamento. Trata-se de um estudo qualitativo que utilizou a História Oral como método de pesquisa. Participaram do estudo 12 jovens do gênero feminino que se encontravam em privação de liberdade no período de outubro a novembro de 2020, no Centro Socioeducativo São Jerônimo (CSESJ) da Subsecretaria de Atendimento Socioeducativo (SUASE) do estado de Minas Gerais. As narrativas de vida foram analisadas pela técnica de análise de conteúdo, a partir das quais emergiram seis temáticas: i. Dinâmica familiar: monoparentalidade, pobreza e violência doméstica; ii. Fragilidade do vínculo com a educação formal; iii. Vivências de exploração sexual e trabalho infantil; iv. Sofrimento mental e consumo de drogas; v. Escassez de atividades de lazer; vi. A influência masculina e o protagonismo feminino na infracionalidade. Constatou-se vivências de opressões, violências, desigualdades de classe e de gênero que evidencia a importância de uma compreensão interseccional sobre o fenômeno. Essa leitura relacional do cotidiano e das vivências ordinárias dessas jovens contribui teoricamente com o campo das ciências ocupacionais para a análise das atividades e práticas cotidianas imbricadas em uma tessitura social. Por fim, aponta a necessidade de ações e políticas públicas específicas para jovens, sensíveis ao gênero, para contribuir com a desconstrução das construções sociais estereotipadas e sexistas.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentEEFFTO - ESCOLA DE EDUCAÇÃO FISICA, FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Estudos da Ocupação

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