Prevalência das arritmias cardíacas com diagnóstico pré-natal e evolução no período neonatal

dc.creatorLorhena Tófolli Lemos Luz
dc.date.accessioned2019-08-10T16:14:51Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:12:12Z
dc.date.available2019-08-10T16:14:51Z
dc.date.issued2017-03-24
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUOS-AQNMFB
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectCardiologia
dc.subjectPediatria
dc.subject.otherArritmia cardíaca
dc.subject.otherDiagnóstico pré-natal
dc.subject.otherCardiopatias
dc.titlePrevalência das arritmias cardíacas com diagnóstico pré-natal e evolução no período neonatal
dc.typeMonografia de especialização
local.contributor.advisor-co1Licia Campos Valadares
local.contributor.advisor1Cleonice de Carvalho Coelho Mota
local.description.resumoAs arritmias são diagnosticadas em cerca de 2% dos fetos, apresentando maior prevalência no gênero masculino. A prevalência é provavelmente maior, pois grande parte delas é intermitente e resolvem-se espontaneamente, muitas vezes sem diagnóstico comprovado. Objetivos: O estudo buscou determinar a prevalência dasarritmias cardíacas no período pré-natal e sua evolução no período neonatal. Métodos: Trata-se de estudo observacional com coleta retrospectiva de dados. O grupo estudado é composto por fetos atendidos no Hospital das Clínicas UFMG, Divisão de Cardiologia Pediátrica e Fetal e clínica DOPSOM, no período de junho de 2011 a junho de 2016. Resultados: Foram realizados 2417 ecocardiogramas em 1984 gestantes. A prevalência das arritmias foi de 1.35:1000 (267/1984). A maioria foi benigna (190/267, 71.2%); 108 (40.5%) extrassístoles supraventriculares (ESSV), 46 (17.2%) com bradicardia sinusal transitória e 36 (13.5%) com taquicardia sinusal transitória. Nas arritmias patológicas (77/267, 28.8%) houve predomínio dataquicardia atrial persistente (TAP) em 30 (11.3%) e do bloqueio atrioventricular forma total (BAVT), em 25 (9.3%) dos fetos e menor prevalência de bi/trigeminismo e flutter atrial (FA). As extrassístoles supraventriculares foram mais frequentes antes de 24 semanas ou após 33 semanas. Já a taquicardia atrial persistente, bi/trigeminismo e o FA na maioria das vezes tiveram início entre 26 28 semanas.As bradicardias sinusais foram mais prevalentes após 33ª semana, enquanto o BAV foi detectado precocemente, antes de 24 semanas de gestação. A única cardiopatia estrutural relacionada com a taquiarritmias foi à anomalia de Ebstein, com registro de dois fetos com TAP de difícil controle. A presença de BAV fetal relacionou-se diretamente com as gestantes portadoras de anticorpo anti-RO positivo e com o diagnóstico fetal de cardiopatias complexas, associadas a isomerismo esquerdo. Oderrame pericárdico foi o tipo de repercussão hemodinâmica mais frequente, presente em quase 30% dos fetos com arritmia. Hidropisia fetal e cardiomegalia ocorreram mais raramente, em cerca de 10% dos fetos, e associaram-se a arritmias mais graves. Todos os fetos com TAP e FA necessitaram de terapia antiarrítmica. Mais de um terço dos fetos com TAP e quase todos os casos de FA necessitaram, em associação à digoxina, de drogas antiarrítmicas (sotalol e/ou propafenona) paracontrole do ritmo cardíaco fetal. No período neonatal, 21 recém-nascidosnecessitaram de terapia antiarrítmica, 15/30 (50.0%) com TAP e 6/7(85.7%) com FA. Detectou-se maior conversão para ritmo sinusal com a monoterapia com digoxina nos fetos não hidrópicos (p<0,001). Não houve morte perinatal relacionada à arritmia nesses pacientes. Dentre os 25 fetos com BAVT, aqueles com cardiopatias complexas, tiveram um pior prognóstico, 16 secundários ao anticorpo anti-ROpositivo, 2 (12.5%) nasceram prematuros e 7 (43.8%) precisaram de marca-passo no período pós-natal. Na avaliação geral, excluindo-se os fetos com arritmias benignas foram registrados 7/2695 (2.6%) óbitos e 13/265 (4.9%) partos prematuros relacionados diretamente a arritmia e insuficiência cardíaca fetal.
local.publisher.initialsUFMG

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