Produção experimental do antígeno para a prova de imunodifusão em anemia infecciosa equina
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Romulo Cerqueira Leite
Romain Rolland Golgher
Elvio Carlos Moreira
Romain Rolland Golgher
Elvio Carlos Moreira
Resumo
Foram produzidos experimentalmente dois tipos de antígenos para o diagnóstico por imunodifusão em gel de ágar (IDGA) da Anemia Infecciosa Eqüina (AIE). O primeiro antígeno foi preparado a partir de baço de cavalos inoculados com a amostra "Wyoming" do vírus. Apresentando um período febril de sete a nove dias, os animais foram sacrificados no 10° dia e os baços foram colhidos assepticamente e congelados a -70°C. A seguir, os baços foram submetidos a vários ciclos de congelamento e descongelamento, tratamento com sulfato de amônia e extração com éter etílico, obtendo-se antígenos parcialmente purificados. A purificação final foi realizada através de cromatografia de afinidade. O segundo antígeno foi preparado a partir de linhagem celular de derme eqüina (EDATCC-57) na 19ª passagem, persistentemente infectada com a amostra "Wyoming" do vírus da AIE. A linhagem infectada foi mantida por 16 subcultivos sem o aparecimento de alterações morfológicas e o antígeno foi detectado no sobrenadante a partir da quinta passagem. Os meios de crescimento e manutenção das células foram submetidos a dois processos de esterilização: a filtração e a autoclavacão. Pode-se observar na pesquisa de antígeno no sobrenadante dos cultivos que, quando foi utilizado o meio autoclavado com 10% de soro fetal bovino, a porcentagem de reações negativas ou fraco positivas foi de 29,41% e com o meio filtrado foi de 5,88%, no total. A introdução de células não infectadas foi empregada a partir da oitava passagem, este cococultivo com células persistentes infectadas apresentou resultados favoráveis já na primeira coleta de sobrenadante. A purificação do antígeno a partir do sobrenadante foi realizada através de tratamento com polietilenoglicol 6000, ultracentrifugação com sacarose a 10% e éter etílico. Uma solução de imunoglobulina G parcialmente purificada com ácido caprílico foi preparada a partir de soro positivo para AIE para ser utilizada como referência positiva nos testes de IDGA. Ambos os antígenos foram avaliados por eletroforese em gel de poliacrilamida e apresentaram uma banda pr6xima, ou, na mesma altura do padrão de peso molecular, tripsinogênio bovino (24.000 daltons). Os antígenos foram testados frente ao soro de referência positivo e os que apresentaram títulos mais altos e reações nítidas eram em seguida titulados com a solução de IgG. Escolhidas as diluições ideais para o teste de IDGA os antígenos foram testados frente a 120 soros, sendo 60 positivos e 60 negativos. Os resultados obtidos apresentaram uma correlação direta com o antígeno de referência.
Abstract
Assunto
Antígenos, Anemia infecciosa equina, Equino Doenças
Palavras-chave
Medicina Veterinária