Há tempo diante da morte? : a experiência temporal na clínica da terminalidade
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Luís Flávio Silva Couto
Maria Livia Tourinho Moretto
Maria Livia Tourinho Moretto
Resumo
Em um hospital, diante da notícia de um diagnóstico de doença terminal, a questão da morte e do tempo se apresentam de maneira abrupta ao sujeito, podendo trazer consigo a pressa de um momento de concluir. A presente dissertação tem como objetivo explorar, a partir da teoria psicanalítica, a questão temporal na clínica da terminalidade. Para isso, desenvolve-se um percurso teórico, tendo como referência contribuições da psicanálise sobre a morte e o tempo, e articula-se a análises de fragmentos clínicos de casos atendidos pelo pesquisador enquanto psicólogo hospitalar. Na primeira parte do trabalho, expõe-se o movimento histórico da morte,
em que ela passa de familiar, ocorrendo geralmente nas casas, para chegar ao hospital, tornando-se interdita, um tabu. Aponta-se as principais contribuições freudianas para a questão da morte, tendo como foco suas produções sobre a morte enquanto uma realidade a que todos estamos submetidos, sem exceção. Apresenta-se as elaborações lacanianas sobre Antígona e a zona entre-duas-mortes, relacionando-a à ética da psicanálise. Na segunda parte da dissertação, trata-se de como o inconsciente se relaciona à emporalidade, isto é, por sua (a)temporalidade e por sua pulsação temporal. Delibera-se sobre a evolução da noção de a posteriori, vislumbrando um breve percurso nas obras freudianas e lacanianas. Versa-se também sobre o tempo lógico lacaniano, apresentando o sofisma dos três prisioneiros e as três escansões temporais lógicas. Em meio a este percurso teórico estão situados os casos clínicos, buscando
relacionar o que foi construído à prática com pacientes com diagnóstico de doença terminal dentro de uma instituição hospitalar. Por fim, discute-se como a psicanálise pode contribuir para a atuação de analistas em hospitais que lidam com a clínica da terminalidade.
Abstract
Assunto
Palavras-chave
Psicanálise, Hospital, Morte, Tempo