Educação de pessoas jovens, adultas e idosas: diálogos decoloniais
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Educación de jóvenes, adultos y ancianos: diálogos decoloniales
Education of young, adult and elderly people: decolonial dialogues
Education of young, adult and elderly people: decolonial dialogues
Primeiro orientador
Membros da banca
Bárbara Bruna Moreira Ramalho
Paula Cristina Silva
Paula Cristina Silva
Resumo
Esta dissertação se insere no campo de pesquisas sobre a educação de pessoas jovens, adultas
e idosas (EJA). O objetivo da pesquisa foi compreender as formas como os saberes (de si e do
mundo) construídos por pessoas adultas e idosas ao longo da vida se relacionam com as suas
experiências e aprendizagens escolares. O estudo foi desenvolvido no Projeto de Ensino
Médio de Jovens e Adultos (PROEMJA), projeto de extensão da UFMG. A metodologia se
baseou em uma sequência de oficinas de narrativas escritas e orais desenvolvidas com um
grupo de estudantes do último ano do Ensino Médio. Buscamos interpretar os
atravessamentos de suas experiências vividas em diálogo com os sentidos e significados que
cada sujeito atribui à educação escolar vivenciada ao longo da vida. A fim de estabelecer
reflexões contra-hegemônicas, o estudo foi conduzido pelo diálogo com as teorias
anticoloniais. Organizamos a análise das narrativas em quatro eixos: 1. Colonialidade, raça,
classe e gênero: interseções com a escola; 2. Trabalho e escola; 3. A escola do passado e a
herança do “não saber”; 4. Saberes que se encontram na escola. Ao mesmo tempo que a volta
à escola constitui um espaço-tempo de retomada de agência, da autoestima e do
fortalecimento da consciência de si para os sujeitos da pesquisa, quando fizeram referência ao
processo de escolarização na fase adulta ou idosa, revelaram lugares de ausências em si, ou
seja, a escola por vezes reitera aquilo que ele/as “não são”, “não sabem” ou “não podem”.
Consideramos esse um traço que confirma a concepção de colonialidade da educação escolar,
além de alargar este conceito quando refletido especificamente sobre o campo da EJA. Assim,
pretendemos contribuir com o reconhecimento de epistemologias diversas nessa modalidade
da educação básica, indicando o atravessamento da colonialidade, bem como as suas
potências enquanto um lugar de encontro de saberes pluriepistêmicos. Nesse sentido,
compreendemos que as maiores contribuições desta pesquisa estão na explicitação do modo
como o projeto colonial reverbera e produz desigualdades na sociedade e na educação, bem
como na interpretação decolonial sobre os atravessamentos experienciados pelos sujeitos que
possuem direito à EJA.
Abstract
This dissertation is part of the field of research into the education of young, adult and elderly
people (EJA). The aim of the research was to understand the ways in which the knowledge (of
self and the world) built up by adults and the elderly throughout their lives relates to their
school experiences and learning. The study was carried out in the Youth and Adult Secondary
Education Project (PROEMJA), an extension project at UFMG. The methodology was based
on a sequence of written and oral narrative workshops developed with a group of students in
their final year of secondary school. We sought to interpret the intersections of their lived
experiences in dialog with the senses and meanings that each subject attributes to school
education throughout their lives. In order to establish counter-hegemonic reflections, the study
was guided by a dialog with anti-colonial theories. We organized the analysis of the narratives
along four axes: 1. Coloniality, race, class and gender: intersections with school; 2. Work and
school; 3. The school of the past and the legacy of "not knowing"; 4. Knowledge found at
school. At the same time as returning to school constitutes a space-time for regaining agency,
self-esteem and strengthening self-awareness for the research subjects, when they referred to
the process of schooling in adulthood or old age, they revealed places of absence in
themselves, in other words, the school sometimes reiterates what they "are not", "do not
know" or "cannot". We consider this to be a trait that confirms the concept of coloniality in
school education, as well as broadening this concept when reflected on specifically in the field
of YAE. Thus, we intend to contribute to the recognition of diverse epistemologies in this
form of basic education, indicating the crossing of coloniality, as well as its potential as a
meeting place for multi-epistemic knowledge. In this sense, we understand that the greatest
contributions of this research are in explaining how the colonial project reverberates and
produces inequalities in society and education, as well as in the decolonial interpretation of
the crossings experienced by the subjects who have the right to EJA.
Assunto
Educação, Educação de adultos, Decolonialidade - Aspectos educacionais
Palavras-chave
Educação de pessoas jovens, adultas e idosas, Colonialidade, Encontro de saberes, Educação decolonial, EJA
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