“Aula prática de Brasil” : ditadura, estudantes universitários e imaginário nacionalista no Projeto Rondon (1967-1985)

dc.creatorGabriel Amato Bruno de Lima
dc.date.accessioned2022-11-20T12:28:22Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:26:42Z
dc.date.available2022-11-20T12:28:22Z
dc.date.issued2015-07-02
dc.description.abstractThe theme of this dissertation is the university extension program Project Rondon from its creation by the military dictatorship, in 1967, to the end of general João Baptista Figueiredo government, in 1985. It is argued that the agents who took part on its operations (undergraduate students, professors, militaries, technicians) have constituted their practices along the program through a nationalist imaginary. The country’s interior was understood, in this sense, at the same time as a source of Brazilianness and as a space “empty” of nationality that should be “conquered” by the students. This imaginary included an anti-communist aspect to several actors from the regime, considering that, especially from 1967 to 1979, they hoped that the “practical lesson of Brazil” provided by the Rondon would alienate the students of political manifestations against the military regime, all labelled “communists”. From the point of view of the relations between the military dictatorship and the undergraduate students, the dissertation questions both the social memory constructed since 1979, which defends the thesis of the student as a dictatorship “natural” oppositionist, and part of the contemporary historiography which understands some social groups support to the authoritarianism as a “consensus” around the military regime. It defends, on the contrary, the existence of a social dynamic of the political regime established in 1964 which included a range of behaviours adopted by the students thorough time, such as adhesion, apathy, resistance and accommodation.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/47334
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectHistória - Teses
dc.subjectProjeto Rondon
dc.subjectEstudantes universitários - Teses
dc.subjectDitaduras e ditadores - Teses
dc.subjectNacionalismo - Teses
dc.subjectBrasil - História - 1967-1985 - Teses
dc.subject.otherEstudantes universitários
dc.subject.otherDitadura militar
dc.subject.otherNacionalismo
dc.subject.otherProjeto Rondon
dc.title“Aula prática de Brasil” : ditadura, estudantes universitários e imaginário nacionalista no Projeto Rondon (1967-1985)
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Rodrigo Patto Sá Motta
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5564617043735745
local.contributor.referee1Marcos Napolitano
local.contributor.referee1Miriam Hermeto Sá Motta
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/5827808063901081
local.description.resumoEsta dissertação tem como tema o programa de extensão universitária Projeto Rondon desde a sua criação pela ditadura militar, em 1967, até o fim do governo do general João Baptista Figueiredo, em 1985. Argumenta-se que os sujeitos envolvidos em suas operações (estudantes universitários, professores, militares, técnicos) constituíam suas práticas junto ao programa de extensão por meio de um imaginário nacionalista. O interior do país era, neste sentido, entendido ao mesmo tempo como fonte de brasilidade e como um espaço “vazio” de nacionalidade que deveria ser “conquistado” pelos universitários. Esse imaginário comportava uma faceta anticomunista para vários sujeitos ligados ao regime, tendo em vista que, principalmente entre 1967 e 1979, eles esperavam que a “aula prática de Brasil” proporcionada pelo Rondon afastaria os estudantes das movimentações políticas contrárias ao regime militar, logo rotuladas de “comunistas”. Do ponto de vista das relações entre a ditadura militar e os estudantes niversitários, esta dissertação opera um duplo questionamento: da memória social construída desde 1979, defensora da tese do estudante como um oposicionista “nato” da ditadura, e de parte da historiografia mais recente sobre o tema, que vê no apoio de certos grupos sociais ao autoritarismo um “consenso” em torno do regime militar. Defende-se, ao contrário, a existência de uma dinâmica social do regime político instaurado em 1964 que comportava uma diversidade de comportamentos adotados pelos universitários ao longo do tempo, tais como a adesão, a apatia, a resistência e a acomodação.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em História

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