Rede de histórias: identidad(s) e memória(s) no romance Dois irmãos, de Milton Hatoum

dc.creatorTatiana Salgueiro Caldeira
dc.date.accessioned2019-08-13T20:27:43Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:10:27Z
dc.date.available2019-08-13T20:27:43Z
dc.date.issued2004-05-17
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/ALDR-5YURZM
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectHatoum, Milton, 1952- Crítica e interpretação
dc.subjectMemória
dc.subjectIdentidade na literatura
dc.subjectMulticulturalismo
dc.subject.otherEstrutura narrativa
dc.subject.otherCríticos pós-modernos
dc.subject.otherMilton Hatoum
dc.titleRede de histórias: identidad(s) e memória(s) no romance Dois irmãos, de Milton Hatoum
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Elcio Loureiro Cornelsen
local.contributor.referee1Glaucia Renate Goncalves
local.contributor.referee1Maria Zilda Ferreira Cury
local.description.resumoEste trabalho tem por objetivo fazer um estudo sobre os aspectos relacionados à questão da memória, uma vez que ela funciona como base fundamental, como elemento de sustentação da estrutura narrativa na obra Dois irmãos, de Milton Hatoum. Ao apresentar a experiência e história particular de um indivíduo assujeitado, juntamente com a de uma família de descendentes de sírio-libaneses que se forma nos arredores de Manaus, no início do século XX, Dois irmãos traz à cena a coexistência e convivência de grupos étnicos e a interação e integração de diferentes tradições, a partir de processos de traduções culturais.A abordagem teórica deste trabalho se desenvolveu a partir de considerações feitas acerca do estudo da memória por críticos pós-modernos, como Andreas Huyssen, Fausto Colombo, Ricardo Piglia. Este estudo, aborda, também, diversas questões como polifonia e a sua heterogeneidade da linguagem, a hibridez, o multiculturalismo a partir de teóricos como Homi Bhabha, Nestor Garcia Canclini, Peter Burke e Mikhail Bakthin. Assim sendo, este estudo procurou mostrar como Milton Hatoum discute e usa a memória como veículo de representação de identidade(s), e como culturas e tradições distintas podem ser identificadas a partir do emprego dessa memória. Demonstra, ainda, por essa base mnemônica, como multicultural e o híbrido estão intrinsecamente relacionados como processo de formação da Região Norte, devido à imigração e miscigenação recorrentes, em específico, na cidade de Manaus. Verificou-se, nas histórias narradas por Nael, a voz de uma coletividade, apresentada pelo uso da polifonia textual. Verificou-se ainda, por trás dessas múltiplas vozes, que é possível reconstruir uma tradição ou várias tradições. A memória do narrador é reconstruída por fragmentos e pelo resgate dessas múltiplas vozes que, de certa forma, possibilitaram a reconstrução de identidades plurais e individudualizadas.
local.publisher.initialsUFMG

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