Avaliação dos fatores de exposição ao Vaccinia virus (VACV) em diferentes populações do Brasil

dc.creatorGalileu Barbosa Costa
dc.date.accessioned2022-06-10T19:33:43Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:43:19Z
dc.date.available2022-06-10T19:33:43Z
dc.date.issued2014-01-27
dc.description.abstractThe family Poxviridae comprises large and complex animal viruses with DNA genome which have the peculiarity to multiply in the cytoplasm of host cells. Orthopoxvirus (OPV) is one of the genera and among their representatives we can highlight Cowpox virus (CPXV), Monkeypox virus (MPXV), Variola virus (VARV) and Vaccinia virus (VACV). The incidence of zoonotic OPV infections have increased in recent years and these findings can be directly related to cessation of smallpox vaccination after its eradication. VACV is the agent of bovine vaccinia (BV) in Brazil, associated with ulcerative lesions in cattle and milkers, resulting in economic losses, and social and public health impacts. Since 1999, several BV outbreaks have been reported in the country and a large number of viral strains were isolated and characterized. The aim of this study was to evaluate the occurrence of previous VACV infections and its dispersion in a vulnerable population of an important dairy region of Minas Gerais State, also identifying exposure factors. During August 2012 to March 2013, an epidemiological survey was conducted among individuals living in rural areas of Serro city and collected 240 serum samples. To assess immunity it was performed plaque reduction neutralizing test. The studied population comprise 127 men (52.9%) and 113 women (47.1%), aged between 5 and 90 years. Most participants have brown skin color (59.2%) and also have a minimum monthly income (72.4%). Twenty-four people (10%) reported not having study and 156 (65%) attended for 8 years. About occupation, 127 (52.5%) are rural workers, 59 women (24.6%) reported working only in home environment and 54 (22.5%) have no profession directly related to rural environment. It was found that 74 participants (30.1%) have anti-OPV neutralizing antibodies with titers ranging from 100 to 12.800 neutralizing units per ml. Exposure factors analyzed, contact with cattle and horses, vaccination history, vaccine take presence, participation in cheese production and milking practice were statistically significant when compared with presence of neutralizing antibodies (p < 0,05). Furthermore, it was detected lesions similar those observed during BV outbreaks in one participant, and viral DNA in 5 of them. This finding features a VACV household transmission case, which is hardly reported in outbreaks. During the campaign for smallpox eradication, it was thought that immunity against OPV would be long lasting. However, VACV outbreaks affecting vaccinated people have been reported in Brazil. As shown in this study, there is a significant prevalence of anti-OPV antibodies in no vaccinated individuals (without vaccine take). These data are similar to studies conducted in other countries, where there is occurrence of other poxviruses as CPXV and MPXV. This suggests an active circulation of OPV in areas where individuals are directly exposed due to their work activities.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/42434
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectMicrobiologia
dc.subjectOrthopoxvirus
dc.subjectVírus Vaccinia
dc.subjectEpidemiologia
dc.subjectSorologia
dc.subjectFatores de Risco
dc.subject.otherOrthopoxvirus
dc.subject.otherVaccinia virus
dc.subject.othersorologia
dc.subject.otherepidemiologia
dc.subject.otherfatores de risco
dc.titleAvaliação dos fatores de exposição ao Vaccinia virus (VACV) em diferentes populações do Brasil
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Erna Geessien Kroon
local.contributor.advisor-co1Elizabeth Castro Moreno
local.contributor.advisor1Giliane de Souza Trindade
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6461673057467882
local.contributor.referee1Bruno Eduardo Fernandes Mota
local.contributor.referee1Fernanda Nobre Amaral Villani
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/6747023730058093
local.description.resumoA família Poxviridae compreende grandes e complexos vírus de animais com genoma de DNA que possuem a peculiaridade de se multiplicarem no citoplasma das células hospedeiras. Orthopoxvirus (OPV) é um dos gêneros da família e entre seus representantes podemos destacar o Cowpox virus (CPXV), o Monkeypox virus (MPXV), o Variola virus (VARV) e o Vaccinia virus (VACV). A incidência de infecções zoonóticas por OPV têm aumentado nos últimos anos e esses achados podem estar diretamente relacionados à interrupção da vacinação contra a varíola após sua erradicação. O VACV é o agente causador da vaccínia bovina (VB) no Brasil e está associado à formação de lesões ulcerativas em bovinos e ordenhadores, acarretando em perdas econômicas, impactos sociais e em saúde pública. Desde 1999, vários casos de VB têm sido notificados no país e um grande número de amostras virais foram isoladas e caracterizadas durante esses surtos. O objetivo do presente trabalho foi avaliar a soroprevalência e fatores de riscos associados ao VACV em duas diferentes populações do Brasil. Durante o período de Agosto de 2012 à Março de 2013, foi realizado um levantamento epidemiológico entre indivíduos residentes em áreas rurais do município do Serro e coletadas 240 amostras de soro. A avaliação da imunidade foi feita através do teste de neutralização viral por redução de placa. A população estudada é composta por 127 homens (52.9%) e 113 mulheres (47.1%), com idade entre 5 e 90 anos. A maioria dos participantes se declarou parda (59.2%) e também possuem renda mensal mínima de um salário (72.4%). Vinte e quatro pessoas (10%) declararam não possuir estudo e 156 (65%) estudaram até durante 8 anos. Quanto à profissão, 127 (52.5%) são trabalhadores do meio rural, 59 mulheres (24.6%) declararam trabalhar apenas no lar e os demais 54 (22.5%) não possuem profissão relacionada diretamente ao meio rural. Após o teste, foi constatado que 74 indivíduos (30.1%) possuíam anticorpos neutralizantes anti-OPV, com títulos variando entre 100 e 12800 unidades neutralizantes por ml. Dos fatores de exposição analisados o contato com bovinos e equídeos, histórico de vacinação, presença da marca vacinal, participação na produção do queijo e a prática da ordenha foram estatisticamente significativos quando comparados com a presença de anticorpos neutralizantes (p < 0.05). Além disso, foi detectada lesões semelhantes àquelas observadas durante os surtos de VB em um dos participantes, e DNA viral em 5 deles. Este achado caracteriza um caso de transmissão intrafamiliar do VACV, que é dificilmente relatado em situações de surtos. Durante a campanha de erradicação da varíola, pensou-se que a imunidade contra OPV seria de longa duração. Entretanto, surtos causados pelo VACV têm sido relatados no Brasil, inclusive afetando pessoas vacinadas. Como mostrado neste estudo, existe uma prevalência relevante de anticorpos anti-OPV em indivíduos sem evidências de vacinação (sem a marca vacinal). Estes dados são semelhantes a estudos realizados em outros países, onde há ocorrência de outras poxviroses, como CPXV e MPXV. Isto sugere uma ativa circulação de OPV em áreas onde os indivíduos são diretamente expostos devido a suas atividades laborais.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0001-7360-6722
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentICB - DEPARTAMENTO DE MICROBIOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Microbiologia

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