Estudo do padrão de contato da esporotricose zoonótica em Belo Horizote, Minas Gerais.
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
A esporotricose é uma micose provocada por fungos pertencentes ao complexo Sporothrix sp.
Ela acomete mamíferos, sobretudo os felinos domésticos, que albergam uma elevada carga
fúngica em suas lesões, constituindo-se assim nos principais disseminadores da doença para
seres humanos. O objetivo deste estudo foi avaliar como o contato entre seres humanos e
animais infectados influencia o padrão de transmissão da doença. Para tanto, foi realizada uma
entrevista, por meio de um questionário estruturado, com 104 indivíduos que tiveram
esporotricose no período de 2016-2022, residentes em Belo Horizonte - MG, aleatoriamente
sorteados a partir de um banco de dados da Secretaria Municipal de Saúde. Os resultados
mostraram que a principal forma de aquisição do fungo (86,54% dos casos humanos) foi por
meio de contato com felino infectado, que geralmente residia na casa do paciente e possuía
contato frequente íntimo (frequentemente pegar no colo, dormir junto e/ou abraçar/beijar) com
o mesmo. Entre os animais infectados, a maioria apresentava sinais clínicos de esporotricose
no momento do acidente, com feridas na cabeça ou membros anteriores. O contato com os gatos
ocorria, em mais de 70% dos casos, por mais de duas horas por dia e a transmissão foi
principalmente por arranhadura (51,92%), contato com pelos e feridas (23,08%) e mordidas
(11,54%), que juntas somaram 86,54%. As principais ações durante a transmissão foram
medicar e conter os animais para atendimento veterinário. A quase totalidade dos pacientes
afirmou ter procurado atendimento médico após o aparecimento das lesões e recebido
orientações sobre a doença. No entanto, a maioria dos infectados não recebeu imunização contra
raiva e tétano e mais da metade das pessoas não souberam informar o nome do fármaco utilizado
no tratamento da doença. Foi recorrente o relato de tutoria anterior de gatos, o que demonstra
familiaridade dos tutores no convívio com os felinos. Os resultados apontaram, então, a
existência de um padrão de contato entre felinos e humanos infectados pela esporotricose
intradomiciliar, com gatos conhecidos e contato íntimo e frequente em Belo Horizonte,
descartando a hipótese de risco aumentado para pessoas que fazem resgate, profissionais de
saúde ou protetores. Tais informações alertam os profissionais da vigilância e controle de
zoonoses sobre a necessidade de direcionar ações educativas nos consultórios veterinários e
com os agentes de combate a endemias para os padrões encontrados.
Abstract
Assunto
Ciência animal
Palavras-chave
Zoonoses, Gatos
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