Violência interpessoal e a questão de gênero: discutindo iniquidade social na ocorrência de trauma maxilofacial

dc.creatorGigliana Maria Sobral Cavalcante
dc.date.accessioned2019-08-10T04:44:19Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:36:48Z
dc.date.available2019-08-10T04:44:19Z
dc.date.issued2015-07-09
dc.description.abstractThe differences between men and women go beyond the biological distinction of male and female, among other things there is the experience of health and disease, which is influenced by the asymmetry of access to social and economic resources that the sexist culture evokes among genres. This differentiated demonstration also impacts on urban violence and, consequently, in its implications for health, which makes essential dealing with the problem from the point of view of gender mainstreaming, particularly in light of the alarming rates both related to public safety, as to health services. The aim of this study was to evaluate the aggression victimization by gender, aiming at discussing the context in which can be inserted such differences observed. This is a cross-sectional study that examined 4803 reports of injury for assault recorded between the years 2008 and 2011 at a Family Medicine and Forensic Dentistry located in a region of northeastern Brazil. Data were analyzed from descriptive statistics and the application of Chi-square test; variables with 20% statistical significance were included in the logistic regression model to check for the factors involved in occurrences involving both men and women. To assess changes over the time series, the model of polynomial regression was used. For women, the logistic regression showed that the variables occupation, perpetrator gender, subject aggressor and instrument were significant at 5.0%. Among the significant variables is estimated that the risk of being abused woman is higher among those who were not employed or those employed/self-employee in relation to the retired victims; have been attacked by naked aggression and by another woman or both genders; be attacked by partner / boyfriend, followed by those attacked by former partner/boyfriend, for family member and in relation to strangers. The percentage of cases correctly adjusted was 78.0%. The analysis from the polynomial regression showed adjustment of females to the quadratic model, explaining 23% of the variation, with significant increase in the regression coefficient (0.004), with oscillations. There were no significant changes in males. The trend of increase of aggression in women demonstrates considerable risk of being characterized as victims of violence, signaling the need for more effective protection policies to overcome social inequities, which can be decisive for the occurrence of gender differences.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/ODON-A48NLQ
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectTraumatismos maxilofaciais
dc.subjectIdentidade de gênero
dc.subjectViolência
dc.subject.otherTraumatismos maxilofaciais
dc.subject.otherIdentidade de gênero
dc.subject.otherViolência
dc.titleViolência interpessoal e a questão de gênero: discutindo iniquidade social na ocorrência de trauma maxilofacial
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Sérgio dAvila Lins Bezerra Cavalcanti
local.contributor.advisor1Efigenia Ferreira e Ferreira
local.contributor.referee1Alessandro Leite Cavalcanti
local.contributor.referee1Carlos José de Paula Silva
local.contributor.referee1Andrea Maria Duarte Vargas
local.contributor.referee1Raquel Conceicao Ferreira
local.description.resumoAs diferenças entre homens e mulheres vão além da distinção biológica dos sexos masculino e feminino. Entre outros aspectos, destaca-se a experiência de saúde e doença, influenciada pela desigualdade de acesso aos recursos sociais e econômicos que a cultura sexista evoca entre os gêneros. Essa manifestação diferenciada também repercute na ocorrência da violência urbana e, consequentemente, pode exercer influência sobre a prevalência do trauma maxilofacial, constituindo-se em objetivo desse estudo avaliar tendências de vitimização por agressão conforme o gênero, buscando discutir os aspectos relacionados às diferenças observadas. Trata-se de um estudo transversal em que foram examinados 4803 laudos médicos de lesão corporal por agressão, registrados entre os anos 2008 e 2011 em um Núcleo de Medicina e Odontologia Legal situado em Campina Grande-PB. As informações presentes nos laudos foram transferidas, sistematicamente, para um formulário especificamente elaborado para essa pesquisa. Foram coletados os dados sociodemográficos das vítimas, as circunstâncias da agressão (violência familiar ou comunitária), o sexo do agressor e vínculo com a vítima, gravidade e sede das lesões e o mecanismo empregado (com ou sem uso de algum instrumento). Os dados foram analisados a partir de estatísticas descritivas e da aplicação do teste Qui-quadrado; as variáveis com 20% de significância estatística foram incluídas no modelo de regressão logística para checar os fatores implicados em ocorrências tanto envolvendo homens, quanto mulheres. Para avaliar mudanças ao longo da série temporal, foi utilizado o modelo de regressão polinomial. Para as mulheres, a regressão logística mostrou que as variáveis ocupação, gênero do agressor, sujeito agressor e instrumento utilizado foram significativas a 5,0%. Entre as variáveis significativas se estima que o risco de ser mulher agredida é mais elevado entre as que não trabalhavam ou as empregadas/autônomas em relação às vítimas aposentadas; ter sido agredida por agressões nuas em relação às agressões instrumentalizadas; por uma outra mulher ou por ambos os gêneros que por homens; e ser agredida por companheiro/namorado, seguido das agredidas por ex-companheiro/ex-namorado, por familiar e por conhecido em relação aos estranhos. O percentual de casos 10 ajustados corretamente foi 78%. A análise a partir da regressão polinomial mostrou ajuste do gênero feminino ao modelo quadrático, explicando 23% da variação, com aumento significativo do coeficiente de regressão, com oscilações. Não houve mudanças significativas para o gênero masculino. A tendência de aumento de agressões em mulheres demonstra risco considerável de serem caracterizadas como vítimas de violência, sinalizando a necessidade de políticas mais efetivas de proteção que superem iniquidades sociais, as quais podem ser determinantes para ocorrência de diferenciais de gênero.
local.publisher.initialsUFMG

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