As estratégias biomecânicas de tronco e membro inferior para o chute máximo do futebol são complementares?

dc.creatorLucas Valentim de Freitas
dc.date.accessioned2023-11-22T19:13:30Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:26:53Z
dc.date.available2023-11-22T19:13:30Z
dc.date.issued2023-10-19
dc.description.abstractBackground: The instep soccer kick is the main offensive action in football. It is a complex, repetitive movement that involves downward transmission of kinetic energy between segments. The upper segments of the body play an important role in kick performance. The biomechanical strategies (kinematic and kinetic) of the trunk and kick limb (KL) appear to be complementary since both contribute to the anterior displacement of the kicking limb. However, it is not yet known whether there are associations between the biomechanical strategies of the trunk and the MI during soccer kicking. Aim: Investigate associations between the kinematic and kinetic strategies of the trunk and MI for the execution of the maximum soccer kick. Materials and Methods: Three-dimensional kinematics (300 Hz) and ground reaction force (1000 Hz) were measured in 50 amateur football players (age: 23.7 ± 4.61 years; height: 1.77 ± 0.05 m; body mass: 75.40 ± 9.88 kg; BMI: 24.17 ± 2.86 kg/m²). For trunk biomechanical strategies, peaks of extension and left rotation (kinematic strategy) and flexor and right rotator moments (kinetic strategy) were computed. For the KL biomechanical strategies, peaks of hip extension and knee flexion (kinematic strategy) and hip flexor and knee extensor moments (kinetic strategy) were computed. Canonical Correlation Analysis was used to evaluate associations between trunk and KL biomechanical strategies. Canonical Correlation Analysis was used to evaluate associations between kinematic strategies of the trunk and KL. A second canonical correlation was performed to investigate associations between kinetic strategies of the trunk and KL. Results: No association was found between kinematic strategies of the trunk and KL. Associations were found between kinetic strategies, with the complete canonical model explaining 59% of the variance. A first relationship (Rc=0.730, p<0,001), considered excellent, it showed that the greater flexion and rotation moments of the trunk, the greater hip flexor and knee extensor moments. This pattern was found in 39 (78%) participants. A second relationship (Rc=0.364, p=0.010), weaker and present in 11 (22%) participants, is characterized by a lower peak trunk flexion torque associated with a higher knee extension and lower hip flexion moment peaks (and vice versa). Conclusion: The results of this study indicate that kinematic strategies of the trunk and KL are not complementary in the studied population. On the other hand, kinetic strategies of the trunk and KL, for performing the maximum kick, are complementary and can present two complementary patterns. The most common pattern is a direct relationship between moments of the trunk and MI, in a complementary way to kick with the greatest possible power. The second most common pattern is an inverse relationship in which the extensor knee moment is compensatory to the flexor moments of the trunk and hip, which may be related to overload in these joints.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/61261
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Restrito
dc.subjectBiomecânica
dc.subjectMembros inferiores
dc.subjectTronco
dc.subjectFutebol
dc.subject.otherFutebol
dc.subject.otherBiomecânica
dc.subject.otherTronco
dc.subject.otherMembro inferior
dc.subject.otherAnálise de Correlação Canônica
dc.titleAs estratégias biomecânicas de tronco e membro inferior para o chute máximo do futebol são complementares?
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Thales Rezende de Souza
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6924544972984201
local.contributor.referee1Juliana de Melo Ocarino
local.contributor.referee1Fabio Augusto Barbieri
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4343346897076323
local.description.embargo2025-10-19
local.description.resumoIntrodução: O chute com o dorso do pé é a principal ação ofensiva no futebol. É um movimento complexo, repetitivo e que envolve transmissão descendente de energia cinética entre segmentos. Os segmentos superiores do corpo exercem um papel importante para o desempenho do chute. As estratégias biomecânicas (cinemáticas e cinéticas) do tronco e membro inferior (MI) parecem ser complementares, uma vez que ambos contribuem para o deslocamento anterior do membro de chute. Entretanto, ainda não se sabe se existem associações entre as estratégias biomecânicas do tronco e do MI durante o chute do futebol. Objetivo: Investigar associações entre as estratégias cinemática e cinética do tronco e do MI para a execução do chute máximo do futebol. Materiais e Métodos: A cinemática tridimensional (300 Hz) e a força de reação do solo (1000 Hz) foram medidas em 50 jogadores amadores de futebol (idade: 23,7 ± 4,61 anos; altura: 1,77 ± 0,05 m; massa corporal: 75,40 ± 9,88 kg; IMC: 24,17 ± 2,86 kg/m²). Para as estratégias biomecânicas do tronco, foram computados picos de extensão e rotação à esquerda (estratégia cinemática) e de torques flexor e rotador à direita (estratégia cinética). Para as estratégias biomecânicas do MI, foram computados os picos de extensão do quadril e flexão do joelho (estratégia cinemática) e de torques flexor do quadril e extensor do joelho (estratégia cinética). A Análise de Correlação Canônica foi utilizada para avaliar associações entre estratégias biomecânicas do tronco e do MI de chute. Uma correlação canônica foi realizada para investigar associações entre as estratégias cinemáticas de tronco e MI. Uma segunda correlação canônica foi realizada para investigar associações entre as estratégias cinéticas de tronco e MI. Resultados: Não foi encontrada associação entre as estratégias cinemáticas do tronco e MI. Foram encontradas associações entre as estratégias cinéticas, sendo que o modelo canônico completo explicou 59% da variância. Uma primeira relação (Rc=0.730, p<0,001), considerada excelente, mostrou que quanto maiores os torques de flexão e rotação do tronco, maiores os picos dos torques flexor do quadril e extensor do joelho. Esse padrão foi encontrado em 39 (78%) participantes. Uma segunda relação (Rc=0.364, p=0,010), mais fraca e presente em 11 (22%) participantes, é caracterizada por menor pico de torque de flexão do tronco associados a maior pico de torque de extensão do joelho e menor pico de torque de flexão do quadril (e vice-versa). Conclusão: Os resultados deste estudo indicam que as estratégias cinemáticas de tronco e MI não são complementares na população estudada. Por outro lado, as estratégias cinéticas de tronco e MI, para a realização do chute máximo, são complementares e podem apresentar dois padrões de complementaridade. O padrão mais comum é de uma relação direta entre os torques de tronco e MI, de maneira complementar para chutar com a maior potência possível. O segundo padrão mais comum é de uma relação inversa em que o torque do joelho é compensatório aos torques flexores do tronco e quadril, o que pode estar relacionado com sobrecargas nessas articulações.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-6133-9353
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentEEF - DEPARTAMENTO DE FISIOTERAPIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação

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