Análise do perfil epidemiológico e evolução hospitalar de gestantes com síndromes hipertensivas
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Analysis of the epidemiological profile and hospital evolution of pregnant women with hypertensive syndromes
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INTRODUÇÃO: As desordens hipertensivas na gravidez mantêm-se como um desafio mundial para efetiva redução da morbidade e mortalidade materna, em especial nos países de baixa e média renda. No Brasil, estima-se que a prevalência seja de 10%, sendo a principal causa de mortes maternas. OBJETIVO: Este estudo tem por objetivo analisar o perfil das gestantes com distúrbios hipertensivos no momento do parto e associá-los aos desfechos maternos e perinatais. MÉTODOS: Em uma análise retrospectiva de banco de dados transversal, foram analisadas todas as internações de parto em uma maternidade pública no período anterior à pandemia do SARS-CoV-2. Fatores pré-natais e perinatais foram associados aos desfechos maternos e neonatais comparando mulheres com ou sem hipertensão na gravidez. RESULTADOS: No período estudado, 12.433 gestantes foram internadas na maternidade. Das 11.173 pacientes elegíveis, 754 (6.8%) apresentaram alguma forma de hipertensão na gravidez e 10.409 (93.2%) foram consideradas no grupo-controle. Fatores que se associaram à hipertensão foram idade da mulher (média 32,5 anos versus 31,5, p<0,001), diabetes (14.8% versus 10.6%, p=0,001), gemelaridade (4.3% versus 2.3%, p<0,001), plaquetopenia (1,6% versus 0,5%, p<0,001) hipertensas e não hipertensas, retrospectivamente. Em relação ao parto e complicações imediatas, a cesariana foi mais frequente no grupo de hipertensas (71,3%), assim como o parto prematuro (39,9%), near miss (9,5%), hemotransfusões (5,4%), admissão em Centro de Terapia Intensiva (CTI) (5,6%), em relação às não hipertensas. Quanto ao resultado neonatal durante o período de internação, o peso ao nascer foi menor (média 2595 versus 2999 gramas, p<0,001), o escore de Apgar no 1º e 5º minutos foram inferiores (p<0,001) e a necessidade de cuidado intensivo neonatal e óbito nas salas de parto foi maior nos neonatos de mulheres hipertensas em relação às não hipertensas (p<0,001). CONCLUSÃO: A hipertensão na gravidez se mantém associada ao resultado materno e neonatal hospitalar pior em relação às não hipertensas, mesmo em um centro de referência para alta complexidade. Estratégias antenatais efetivas e no parto ainda são políticas essenciais para a prevenção das complicações e redução de danos na população-alvo.
Abstract
Introduction: Hypertensive disorders in pregnancy remain a global challenge for the reduction of maternal morbidity and mortality, especially in low and middle income countries. In Brazil, it is estimated that the prevalence is 10%, being the main cause of maternal deaths. Objective: is study aims to analyze the pro le of pregnant women with hypertensive disorders at childbirth and to associate them with maternal and perinatal outcomes. Methods: In a retrospective cross-sectional database analysis, all childbirth hospitalizations in a public maternity hospital were analyzed the period before the SARS-CoV-2 pandemic. Prenatal and perinatal factors were associated with maternal and neonatal outcomes by comparing women with or without hypertension in pregnancy. Results: In the period studied, 12,433 pregnant women were admitted to the maternity ward. For this study, 11,173 patients were eligible and 754 (6.8%) had some form of hypertension during pregnancy, and 10,409 (93.2%) were considered in control group. Factors associated with hypertension were: age of the woman (mean 32.5 years versus 31.5 years, p<0.001), diabetes (14.8% versus 10.6%, p=0.001), twin pregnancy (4.3% versus 2.3%, p<0.001), thrombocytopenia (1.6% versus 0.5%, p<0.001) with hypertensive and non-hypertensive, retrospectively. In relation to childbirth and immediate complications, a cesarean section it was more frequent in the hypertensive group (71.3%), as was premature birth (39.9%), near miss (9.5%) and ICU admission (5.6%), in relation to non-hypertensive women. Regarding the neonatal outcome, birth weight was lower (mean 2595 versus 2999 grams, p<0.001), Apgar at the 1st and 5th minutes was lower (p<0.001) and the need for Intensive Care Center (ICC) was higher in the nonhypertensive group (p<0.001). Conclusion: Hypertension in pregnancy remains associated with worse maternal and neonatal hospital outcomes compared to non-hypertensive women. E ective prenatal and delivery strategies are still essential policies for the prevention of complications and harm reduction in the target population.
Assunto
Hipertensão, Gravidez, Base de Dados
Palavras-chave
Transtornos hipertensivos, Análise de banco de dados, Desfechos
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https://rmmg.org/artigo/detalhes/4119
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