Intervenções multissensoriais aplicadas a idosos com demência moderada a avançada residentes em instituições de longa permanência.
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Jerson Laks
Marcia Maria Pires Camargo Novelli
Karla Cristina Giacomin
Luis Felipe José Ravic de Miranda
Marcia Maria Pires Camargo Novelli
Karla Cristina Giacomin
Luis Felipe José Ravic de Miranda
Resumo
Sintomas neuropsiquiátricos (SNP), como agressividade e apatia, são comuns durante a evolução da
demência. Quando esses sintomas estão presentes, aumentam a sobrecarga do cuidador e a
probabilidade de institucionalização, além de interferirem na realização do cuidado. Uma vez que o
controle dos SNP por tratamentos farmacológicos não é particularmente eficaz, nas últimas décadas
vêm surgindo diferentes técnicas não farmacológicas com o objetivo de contribuir para melhorar o
bem-estar e, consequentemente, a qualidade de vida das pessoas com demência. A estimulação
multissensorial (EMS) é uma dessas técnicas. Ela é conduzida através do estímulo de um ou todos os
sentidos (audição, visão, tato, olfato e paladar), por meio de experiências sensoriais agradáveis, sem
a necessidade de atividade intelectual, e tem demonstrado efeitos positivos de curto prazo. O objetivo
deste estudo foi desenvolver um protocolo de EMS e investigar os efeitos do protocolo em idosos
com demência, residentes em instituições de longa permanência para idosos (ILPI) filantrópicas. O
estudo foi desenvolvido com 60 idosos com demência moderada ou avançada (pontuações na Clinical
Dementia Rating — CDR = 2 ou 3 e no Mini-Exame do Estado Mental — MEEM ≤ 17) divididos
em grupos de intervenção (GI) (n=30) e controle (GC) (n=30) e seus cuidadores formais. A
intervenção com EMS ocorreu individualmente, em um ambiente tranquilo da ILPI, por um período
de oito semanas, com duas intervenções semanais (total de 16 sessões), com duração máxima de 30
minutos cada uma. O GC recebeu o cuidado usual de cada ILPI. Os instrumentos de avaliação
Inventário de Agitação de Cohen-Mansfield (IACM), Escala de Apatia (EA), Inventário
Neuropsiquiátrico (INP), Escala Cornell de Depressão na Demência (ECDD) e Índice de Barthel
foram administrados aos cuidadores em dois momentos, pré e pós-intervenção, para avaliar a
mudança comportamental dos idosos. Diferenças estatisticamente significativas entre os grupos
foram encontradas no IACM total e no domínio Psicose do INP. Melhoras no GI pré e pós-intervenção
foram observadas no IACM total e nas suas subescalas humor, alteração de comportamento e sinais
físicos; INP total e no domínio Psicose; e no IACM total. No GC também foi observada melhora no
ECDD e na subescala alteração de comportamento. Os resultados sugerem que o protocolo de EMS
pode ser uma intervenção simples e eficaz para melhorar agitação, depressão e SNP em idosos com
demência moderada a avançada residentes em ILPI.
Abstract
Assunto
Idoso, Demência, Terapias Complementares, Estimulação Física, Manifestações Neurocomportamentais, Instituição de Longa Permanência para Idosos
Palavras-chave
idoso, intervenção nãofarmacológica, instituição de longa permanência para idosos, sintomas neuropsicológicos, estimulação multissensorial