Metamorfose da Chapada: monocultura de eucalipto e monopólio da água em tomadas de terras no Alto Jequitinhonha, Minas Gerais
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
Título alternativo
Metamorfose da Chapada: monocultura de eucalipto e monopólio da água em tomadas de terras no Alto Jequitinhonha, Minas Gerais
Primeiro orientador
Membros da banca
Vico Mendes Pereira Lima
Rômulo Soares Barbosa
Rômulo Soares Barbosa
Resumo
A relação entre população e ambiente é, quase sempre, mediada por processos de desenvolvimento. No Brasil esses processos desempenharam forte influência nas maneiras como a sociedade e grupos sociais se estabelecem no espaço e utilizam o meio. Dentre os recursos naturais a água é um dos que mais gera discussões e disputas sobre sua forma de uso. Essa pressão sobre os recursos hídricos foi intensificada a partir da década de 1960 com as novas fronteiras agrícola que se direcionaram principalmente para o cerrado, onde estão
localizadas alguns dos principais rios do país. Assim, as modificações ocorridas neste bioma tiveram grande estímulo de políticas públicas. Foi o que ocorreu no Alto Jequitinhonha, Minas Gerais, que, a partir da década de 1970, foi alvo de incentivos fiscais públicos para a implantação de monoculturas de eucalipto. O objetivo central desta dissertação foi investigar histórico de uso dos recursos naturais em uma chapada no Alto Jequitinhonha, a partir da implantação da monocultura do eucalipto nos anos 1970. Em específico, objetivou analisar: as
relações entre mudança de uso do solo e disponibilidade de água, e investigar a gestão privatizada do espaço e de recursos naturais. Foi realizado um estudo de caso em uma das chapadas que passou por esse processo: a chapada das Veredas, localizada entre os municípios de Turmalina, Veredinha e Minas Novas. Esta chapada tem uma complexidade ambiental, edáfica e climática que resultou em especificidades de ambientes sintetizados principalmente na presença de veredas. A privatização da chapada pela empresa resultou em concentração da
terra, diminuição da vegetação nativa, fortes alterações e monopolização dos cursos d’água, que ocasionaram grave escassez hídricas para famílias e comunidades rurais. A limitação do acesso a chapada ocasionou a restrição do uso comum dado aos recursos naturais pelas comunidades rurais; mas principalmente, limitou outras formas possíveis de se relacionar e gerir a natureza.
Abstract
Assunto
Palavras-chave
População rural, Programas públicos, Alto Jequitinhonha, Veredas, Água, Monocultura de eucalipto
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