Olhando para trás: fecundidade na adolescência entre mulheres de duas coortes de 29 a 33 anos no Brasil

dc.creatorAdriana de Miranda Ribeiro
dc.creatorPaula de Miranda Ribeiro
dc.creatorAndréa Branco Simão
dc.date.accessioned2023-02-13T22:20:45Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:42:30Z
dc.date.available2023-02-13T22:20:45Z
dc.date.issued2020
dc.description.abstractTeenage pregnancy is a common phenomenon in Brazil. In fact, the fact that Brazilian women get pregnant right at the beginning of their reproductive life was not something surprising in past decades. However, although teenage pregnancy is not characterized as a recent phenomenon in the Brazilian scenario, only in recent decades is it possible to observe a greater insertion of the theme in academic discussions and productions, as well as in the agenda of social policies in the country. In general, discourses on teenage pregnancy take on an alarmist and moralistic tone, associating the event with poverty, social marginality and family breakdown. Additionally, in addition to linking teenage pregnancy to a series of social, medical and psychological risks, they relate it to situations of immaturity, instability and crises incompatible with the new social roles demanded by the event, that is, of fathers and mothers. Although disagreements about the consequences of teenage pregnancy and motherhood mark the literature on the subject, little has been done to explore the effects of this phenomenon by investigating the reality of women who had a child while they were still teenagers. In this sense, the objective of this work is to analyze changes and permanence in socioeconomic and demographic characteristics of women, belonging to two different birth cohorts, who had their first child before 20 years of age. The characteristics of these women will be compared with those of women of the same generation, but who did not have a child before reaching the age of 20. Is it possible to observe differences between those who had a child in adolescence and those who did not? If yes, what are the differences? To carry out this study, birth histories reconstructed from data from the Demographic Censuses of Brazil in 1980 and 2010 will be used. alive; the comparison groups are composed of: a) women who had their first child between 15 and 19 years old and; b) women who had their first child between 20 and 29 years old. The strategy of analyzing reproductive histories based on the 1980 and 2010 censuses makes it possible to observe different periods of the demographic transition. The expectation is that the women who were adolescent mothers in the first analyzed period will have different characteristics from those of the second period.
dc.format.mimetypepdf
dc.identifier.issn1688-9991
dc.identifier.sici1
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/49964
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Restrito
dc.subjectFecundidade humana - Brasil
dc.subjectGravidez na adolescência - Brasil
dc.subject.otherFecundidade
dc.subject.otherFecundidade na adolescência
dc.subject.otherBrasil
dc.titleOlhando para trás: fecundidade na adolescência entre mulheres de duas coortes de 29 a 33 anos no Brasil
dc.title.alternativeLooking back: adolescent fertility among women from two cohorts aged 29 to 33 in Brazil
dc.typeArtigo de evento
local.citation.issue9
local.description.resumoA gravidez na adolescência é um fenômeno comum no Brasil. Na verdade, o fato das mulheres brasileiras engravidarem logo no início de sua vida reprodutiva não era algo surpreendente em décadas passadas. No entanto, apesar da gravidez na adolescência não se caracterizar como um fenômeno recente no cenário brasileiro, somente nas décadas mais atuais é que se observa uma inserção maior do tema nas discussões e produções acadêmicas, bem como na agenda das políticas sociais do país. Em geral, os discursos sobre a gravidez na adolescência assumem um tom alarmista e moralista, associando o evento à pobreza, à marginalidade social e à desestruturação familiar. Adicionalmente, além de vincularem a gravidez na adolescência a uma série de riscos sociais, médicos e psicológicos, a relacionam com situações de imaturidade, instabilidade e crises incompatíveis com os novos papéis sociais demandados pelo evento, ou seja, de pais e mães. Embora as divergências a respeito das conseqüências da gravidez e maternidade na adolescência marquem a literatura sobre o tema, pouco tem sido feito para explorar os efeitos desse fenômeno investigando a realidade de mulheres que tiveram um filho enquanto ainda eram adolescentes. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho é analisar mudanças e permanências em características socioeconômicas e demográficas de mulheres, pertencentes a duas coortes diferentes de nascimento, que tiveram o primeiro filho antes dos 20 anos de idade. As características dessas mulheres serão comparadas com as de mulheres da mesma geração, mas que não tiveram filho antes de chegarem aos 20 anos. É possível observar diferenças entre as que tiveram filho na adolescência e aquelas que não tiveram? Se sim, quais são as diferenças? Para realizar esse estudo serão utilizadas histórias de nascimentos reconstruídas a partir dos dados dos Censos Demográficos do Brasil de 1980 e de 2010. São objeto de estudo, as mulheres que, em 1980 e 2010 tinham entre 30 e 39 anos que declararam ter tido filho nascido vivo; os grupos de comparação são compostos por: a) mulheres que tiveram o primeiro filho entre 15 e 19 anos e; b) mulheres que tiveram o primeiro filho entre 20 e 29 anos. A estratégia de analisar as histórias reprodutivas a partir dos censos de 1980 e de 2010 permite observar períodos distintos da transição demográfica. A expectativa é de que as mulheres que foram mães adolescentes no primeiro período analisado tenham características distintas daquelas do segundo período.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-6845-7926
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-6702-0175
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFCE - DEPARTAMENTO DE DEMOGRAFIA
local.publisher.initialsUFMG
local.url.externahttps://congresosalap.com/alap2020/resumos/0001/PPT-eposter-trab-aceito-0064-1.PDF

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