Mulheres na TPM: o corpo e a configuração de modos de ser mulher na capa da revista feminina

dc.creatorVanessa Costa Trindade
dc.date.accessioned2019-09-25T12:36:05Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:36:03Z
dc.date.available2019-09-25T12:36:05Z
dc.date.issued2019-06-28
dc.description.abstractBased on the question “How does the women’s magazine Tpm, from the bodies that it brings verbally and visually printed on its covers, continuously institutes ways of being a woman in Brazil today?”, we mobilized the notions of media dispositif (ANTUNES; VAZ, 2006) and of dispositive of sexuality (FOUCAULT, 1984) to observe how the covers of the women’s magazine Tpm act in establishing ways to be a woman through her visual text (APRIL, 2007; 2013) and to reflect on the social regulation of the bodies that goes through the media. The analysis of the covers takes place according to the dimensions of the visual text proposed by Abril: the visuality (set of signifiers that conform the plane of the expression of a visual text and that constructs its coherence), the viewing (look that comes from places of enunciation constructed and assimilated according to the social positions of the subjects) and the image (part and result of the social imaginaries, which acts in the creation of a certain sense of reality, of the common). In seizing such text, we take the cover as a poster in urban space (VAZ, TRINDADE, 2013), which can reach virtual environments in countless reproductions and comments (JENKINS, FORD; GREEN, 2014). We also believe in the notion of portrait (FABRIS, 2004), since the cover of Tpm can be seen as a poster that usually contains a portrait, a way of personal affirmation that is nevertheless shaped by the social process in which the individual is inserted. Our conclusions point to the idea that the cover, due to its shape and its mode of circulation, precedes and produces the magazine; that Tpm is concerned with responding to some social anxieties related to women and seems to be ahead of some magazines, but does not bring anything new to the discussions that it proposes; the thematic work of the magazine reiterates a traditional version of visibility as something positive, however, it always implies erasures and the invisible. We also perceive the constitution of the methodological path in the research process – it does not precede the work; and the emergence of the possibility of articulation between the media dispositif and the dispositif of sexuality – at one point, the dispositif of sexuality forms the journal, in another, the media dispositif.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/30113
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectComunicação - Teses
dc.subjectPeriódicos - Capas - Teses
dc.subjectMulheres - Teses
dc.subject.otherCapa de Revista
dc.subject.otherTexto verbo-visual
dc.subject.otherPôster/retrato
dc.subject.otherCorpo generificado
dc.subject.otherModos de ser mulher
dc.titleMulheres na TPM: o corpo e a configuração de modos de ser mulher na capa da revista feminina
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Elton Antunes
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7108736111306204
local.contributor.referee1Vera Lúcia de Carvalho Casa Nova
local.contributor.referee1Paulo Bernardo Ferreira Vaz
local.contributor.referee1Rayza Sarmento de Sousa
local.contributor.referee1Joana Ziller de Araujo Josephson
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/5743938417851027
local.description.resumoTendo por base a questão “Como a revista feminina Tpm, a partir dos corpos que traz verbal e visualmente estampados em suas capas, institui continuamente modos de ser mulher no Brasil hoje?”, mobilizamos as noções de dispositivo midiático (ANTUNES; VAZ, 2006) e de dispositivo da sexualidade (FOUCAULT, 1984) para observar como as capas da revista feminina Tpm atuam no estabelecimento de modos de ser mulher por meio do seu texto visual (ABRIL, 2007;2013) e para refletir sobre a regulação social dos corpos que passa pela mídia. A análise das capas se dá segundo as dimensões do texto visual propostas por Abril: a visualidade (conjunto de significantes que conformam o plano da expressão de um texto visual e que constroem sua coerência), a mirada (olhar que se dá a partir de lugares de enunciação construídos e assimilados em função das posições sociais dos sujeitos) e a imagem (parte e resultado dos imaginários sociais, que atua na criação de certo sentido de realidade, do comum). Na apreensão de tal texto, tomamos a capa como um cartaz no espaço urbano (VAZ; TRINDADE, 2013), que pode ganhar os ambientes virtuais em incontáveis reproduções e comentários (JENKINS; FORD; GREEN, 2014). Apostamos, ainda, na noção de retrato (FABRIS, 2004), já que a capa de Tpm pode ser vista como um cartaz que normalmente contém um retrato, um modo de afirmação pessoal que não deixa de ser moldado pelo processo social em que o indivíduo está inserido. Nossas conclusões apontam para a ideia de que a capa, por conta da sua forma e do seu modo de circulação antecede e produz a revista; de que a Tpm tem uma preocupação em responder a alguns anseios sociais relacionados à mulher e parece se adiantar em relação a algumas revistas, mas não traz novidades às discussões que propõe; o trabalho temático da revista reitera uma versão tradicional de visibilidade como algo positivo, porém, ela sempre implica em apagamentos e no invisível. Percebemos, ainda, a constituição do caminho metodológico no processo de pesquisa – ele não antecede o trabalho; e a emergência da possibilidade de articulação entre dispositivo midiático e dispositivo da sexualidade – em determinado momento, o dispositivo da sexualidade conforma a revista, noutro, o dispositivo midiático.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Comunicação Social

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