The language of redress: the memory of the internment in Japanese American and Canadian literature
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Membros da banca
Thomas La Borie Burns
Magda Velloso Fernandes de Tolentino
Magda Velloso Fernandes de Tolentino
Resumo
Esta dissertação faz uma leitura comparada dos romances No-No Boy e Obasan, escritos respectivamente pelo norte-americano John Okada e pela canadense Joy Kogawa, ambos de descendência japonesa. Essas obras discutem o internamento da população nipo-descendente nos Estados Unidos e Canadá durante a Segunda Guerra Mundial. O objetivo é analisar como os dois romances refletem e contribuem para a construção da memória coletiva e cultural das comunidades nipônicas americana e canadense ao discutir os efeitos do internamento durante a guerra e após. Primeiramente, discutem-se conceitos como memória coletiva, um domínio que ao mesmo tempo é composto de memórias individuais e determina estas, e memória cultural, manifestações culturais eleitas como símbolos da memória coletiva dos grupos, sejam esses nações ou minorias. Em seguida, discute-se como a literatura, mais especificamente a narrativa ficcional, tem a capacidade de lidar com memórias ao permitir diversos pontos de vista e dar voz àqueles que não teriam outro canal de expressão. Com base nessa discussão, analisa-se como No-No Boy e Obasan usam a ficção para tratar das sequelas do internamento, usando para isso personagens diretamente afetados. As narrativas permitem aos nipo-americanos e canadenses apresentar a sua versão dos acontecimentos, questionar os preconceitos que sofriam e a necessidade militar alegada pelas autoridades, além de mostrarem o esforço dos nipo-descendentes, enquanto uma minoria étnica, para serem reconhecidos como aquilo que se consideravam, americanos e canadenses em cultura e lealdade. As narrativas de Okada e Kogawa interferem diretamente com os discursos midiáticos e governamentais da época, que são citados e refutados, para trazer à tona a verdade sobre os motivos do internamento e humanizar nosso conhecimento de suas consequências. Desta forma, No-No Boy e Obasan contribuem para a memória coletiva dos nipo-americanos e canadenses e para o entendimento das dificuldades enfrentadas por minorias étnicas nos EUA e Canadá.
Abstract
This thesis is a comparative reading of the novels No-No Boy and Obasan, written respectively by the American author John Okada and the Canadian poet and novelist Joy Kogawa, both of Japanese descent. These novels discuss the Japanese American and Canadian internments during World War II. The object is to analyze how these two novels both reflect and contribute to making the collective and cultural memory of these groups by discussing the effects of the internment during the war and afterwards. First, I discuss concepts such as collective memory, a domain made up of individual memories which binds and determines them, and cultural memory, a set of cultural manifestations chosen as symbols of the memory of groups, be they nations or minorities. After that, I discuss how literature, more specifically prose fiction, can deal with memories by allowing different points of view and giving voice to individuals who might otherwise find no other means of expression. Based on that, I analyze how No-No Boy and Obasan use fiction to address the sequels of the internment by presenting characters that were directly affected by it. The narratives allow Japanese Americans and Canadians to present their views of the events, question the prejudices they faced and the military necessity alleged by the authorities, as well as to show their effort to be recognized as what they already considered themselves to be, Americans and Canadians in culture and loyalty. Okada's and Kogawa's narratives interfere directly with media and government discourses of the time by quoting and refuting them in order to bring to light the truth about the reasons of the internment and to humanize our knowledge of the its consequences. In this way, No-No Boy and Obasan contribute to the collective memory of Japanese Americans and Canadians and to our understanding of the struggle of ethnic minorities in the United States and Canada.
Assunto
Literatura comparada Canadense e americana, Okada, John No-no boy Crítica e interpretação, Minorias na literatura, Literatura comparada Americana e canadense, Imigrantes na literatura, Memória coletiva, Kogawa, Joy, 1934- Obasan Crítica e interpretação, Memória na literatura
Palavras-chave
Collective memory, Redress, Japanese American, Trauma