Acurácia diagnóstica de exames ecográficos na identificação de anomalias urológicas em crianças com hidronefrose fetal: um estudo prospectivo

Carregando...
Imagem de Miniatura

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Federal de Minas Gerais

Descrição

Tipo

Tese de doutorado

Título alternativo

Primeiro orientador

Membros da banca

Jose Maria Penido Silva
Ana Cristina Simoes e Silva
Cristina Maria Bouissou Morais Soares
Cristiane Nahas Lara Camargos
Marcelo Militao Abrantes

Resumo

A hidronefrose fetal (HF) é uma das anomalias mais frequentemente diagnosticadas pela ultrassonografia pré-natal. Entretanto, o grau de dilatação considerado significativo e preditivo de anomalia do trato urinário é tema controverso. Atualmente, discutem-se amplamente a propedêutica mais adequada no período pós-natal e a melhor abordagem das diversas uropatias diagnosticadas. Neste estudo de coorte prospectivo, o objetivo foi avaliar a acurácia diagnóstica de exames ecográficos utilizados em crianças com hidronefrose fetal, admitidas entre 1999 e 2010 na Unidade de Nefrologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC - UFMG). Especificamente, procurou-se verificar a correlação entre parâmetros ecográficose a ocorrência de refluxo vesicoureteral (RVU) em crianças com HF, assim comoos fatores preditivos associados. Além disso, foi avaliada a correlação entre parâmetros ecográficos e a ocorrência de obstrução do trato urinário, especialmente de obstrução da junção ureteropélvica (OJUP), em pacientes com HF. Também foram estudados os fatores preditivos associados à indicação de procedimento cirúrgico. Foram selecionados neonatos nascidos no HC-UFMG entre 1999 e 2010 com diâmetro anteroposterior da pelve renal (DAP) maiorou igual a 5 mm, no último trimestre de gestação. Realizaram-se uretrocistografia miccional e ultrassonografia seriada do trato urinário em todos os lactentes. A cintilografia renal foi solicitada quando DAP foi maior ou igual a 10 mm. Exames clínicos e avaliações laboratoriais foram realizados periodicamente, sendo os dados registrados em prontuários próprios. A análise estatística incluiu testes de acurácia diagnóstica como sensibilidade, especificidade, valores preditivos, razão de verossimilhança e razão de chances de diagnóstico. A acurácia do DAP para identificar casos de RVU e indicação de cirurgia foi determinada pela receiver operator curve (ROC) e suas respectivas áreas sob a curva (AUC). Os resultados deste trabalho foram relatados em dois artigos. No primeiro, abordou-se o RVU. Um total de 250 pacientes foi incluído na análise, sendo o tempo médio de seguimento de 26.3 meses. O RVU foi diagnosticado em 23 (9.2%) crianças, sendo grave (graus III a V) em 16 delas. No segundo artigo, foi avaliada a obstrução do trato urinário, com a análise de 345 neonatos. O tempo médio de seguimento foi de 32.2 meses. A intervenção cirúrgica foi indicada em 35 (10%) pacientes. A idade média de correção cirúrgica foi nove meses (5 15.5) e a pieloplastia foi o procedimento mais frequente. Observou-se que o limiar de dilatação que obteve o melhor desempenho em identificar RVU grave foi de 10 mm (AUC = 0,70 para DAP fetal e AUC= 0.65 para DAP pós-natal). Avaliamos também a possibilidade demelhorar a precisão do diagnóstico através da combinação do DAP fetal e doDAP pós-natal. Os resultados revelaram que se um teste fosse considerado negativo quando ambos os DAP forem menores que 10 mm, a sua sensibilidade seria de 97%e a razão de chances de diagnóstico de 19. O limiar de dilatação que obteve o melhor desempenho em identificar casos potencialmente cirúrgicos foi de 16 mm para DAP fetal e 18 mm para DAP pós-natal (AUC = 0,95 para DAP fetal e AUC= 0.97 para DAP pós-natal). Usando ambos os parâmetros em combinação, considerando-se um diagnóstico positivo apenas se DAP fetal > 18 mm e DAP pós-natal > 16 mm, a especificidade estimada foi 91% e a razão de chances de diagnóstico foi de 115. Os resultados demonstraram que, diferentemente dos casos de dilatação moderada/grave da pelve renal, os eventos de dilatação leve não requereram procedimentos diagnósticos invasivos, sendo suficiente o acompanhamento clínico e ultrassonográfico para avaliar ocorrência de infecção urinária e progressão da dilatação. A partir destes resultados, elaborou-se uma nova proposta de protocolo para a investigação pós-natal. Os autores buscaram colaborar para um melhor entendimento do curso clínico de pacientes com hidronefrose fetal. O que nossos resultados sugerem é a possibilidade de adequar a intensidade de monitoramento pós-natal, ou seja, a realização de uretrocistografia miccional (UCM) e cintilografia renal, de acordo com a magnitude da dilatação da DAP. Assim, contribuiu-se para a otimização da abordagem pós-natal através da proposta de um novo protocolo clínico demaior acurácia diagnóstica, menos invasivo e de melhor relação custo-benefício.

Abstract

Assunto

Hidronefrose/diagnóstico, Tecnicas de diagnostico urológico, Doenças fetais, Estudos de coortes, Hidronefrose Complicações e sequelas, Feto, Ultrassonografia pré-natal, Doenças urológicas, Diagnóstico por imagem, Diagnóstico pré-natal, Obstrução ureteral /ultrassonografia

Palavras-chave

Ciências da Saúde- Saúde da Criança e do Adolescente

Citação

Departamento

Curso

Endereço externo

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por