Associação do índice inflamatório da dieta materna com o estado nutricional do binômio mãe-bebê e composição de ácidos graxos no leite humano nos primeiros seis meses pós-parto: um estudo de coorte

dc.creatorLarissa Bueno Ferreira
dc.date.accessioned2021-12-03T15:12:42Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:41:24Z
dc.date.available2021-12-03T15:12:42Z
dc.date.issued2021-08-13
dc.description.abstractIntroduction: The impact of inflammatory foods consumption, during pregnancy and lactation, on child growth is still poorly studied. However, in recent years, the ability to modulate inflammation through the diet has gained notoriety with the use of the Energy-Adjusted Diet Inflammatory Index (E-DII®), which is an important research tool. Objective: To evaluate the possible associations of E-DII® with food consumption during the gestational period and the evolution of the nutritional status of the mother-infant dyad and the lipid profile of human milk (HM) in the first six months postpartum. Methods: Cohort study with 260 postpartum women (19-43 years old) and their babies, recruited from June/2018 to June/2019 in a reference maternity hospital in Minas Gerais, Brazil. Sociodemographic, gestational and anthropometric data of the dyad were obtained in the immediate postpartum period and in six consecutive monthly meetings. A food frequency questionnaire was applied at baseline and used to calculate the E-DII® score, considering 27 food parameters. Mature HM was collected, analyzed by gas chromatography coupled with mass spectrometry and the Rose Gottlib method. Kruskal-Wallis, Mann-Whitney, T-student, chi-square, binary and multinomial logistic regression models and generalized estimation equations were applied. Results: At baseline, the highest quartile of the E-DII® was associated with a greater chance of high consumption of ultra-processed foods (odds ratio [OR] 1.15; 95% confidence interval [CI] 1.10-1, 20) and processed products (OR 1.07; 95%CI 1.02-1.13), after adjustments for age, marital status, family income, weight gain adequacy and prenatal consultations. In the cohort, women with the highest median E-DII® had lower adherence to physical activity during pregnancy (p=0.027), higher frequency of cesarean delivery (p=0.024) and higher body mass index over time (p< 0.001). At the end of the 6th month, 35 women with their babies remained in the study. Regarding HM, 151 analyzes were performed, detecting in the 3rd meeting a higher percentage of fat among those with the highest median of E-DII® (4.27±1.98 vs 3.75 ±2.48; p=0.003). No associations were identified between maternal E-DII® and the evolution of child nutritional status. Conclusion: The consumption of a food with greater inflammatory potential during pregnancy was associated with a greater chance of consuming ultra-processed and processed foods and changes in the evolution of maternal nutritional status and in the stability of the HM lipid profile. Guidelines based on unprocessed, minimally processed and with good sources of fatty acids, are necessary in order to contribute to the inflammatory modulation of the diet and enable better outcomes in maternal and child health.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/38787
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Restrito
dc.subjectIngestão de Alimentos
dc.subjectPeríodo Pós-Parto
dc.subjectLeite Humano
dc.subjectEstado Nutricional
dc.subjectSaúde Materno-Infantil
dc.subject.otherÍndice inflamatório da dieta
dc.subject.otherConsumo alimentar
dc.subject.otherPeríodo pós-parto
dc.subject.otherLeite humano
dc.subject.otherEstado nutricional
dc.subject.otherSaúde materno-infantil
dc.titleAssociação do índice inflamatório da dieta materna com o estado nutricional do binômio mãe-bebê e composição de ácidos graxos no leite humano nos primeiros seis meses pós-parto: um estudo de coorte
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Raquel Linhares Bello de Araújo
local.contributor.advisor1Luana Caroline dos Santos
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0458708740546057
local.contributor.referee1Milene Cristine Pessoa
local.contributor.referee1Paula Martins Horta
local.contributor.referee1Sylvia do Carmo Castro Fransceschini
local.contributor.referee1Luciana Neri Nobre
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/0195188056195806
local.description.embargo2022-08-13
local.description.resumoIntrodução: O impacto do consumo de alimentos inflamatórios presentes na dieta materna, durante a gestação e lactação, no crescimento infantil é ainda pouco estudado. No entanto, nos últimos anos, a capacidade de modulação da inflamação por meio da dieta ganhou notoriedade com a utilização do Índice Inflamatório da dieta ajustado por energia (E-IID®), sendo esta uma importante ferramenta de investigação. Objetivo: Avaliar possíveis associações do E-IID® com o consumo alimentar das mulheres no período gestacional e a evolução do estado nutricional do binômio mãe-bebê e perfil lipídico do leite humano (LH) nos primeiros seis meses pós-parto. Métodos: Estudo de coorte com 260 mulheres (19-43 anos) no pós-parto, com seus bebês, recrutadas de junho/2018 a junho/2019 em uma maternidade referência em Minas Gerais, Brasil. Dados sociodemográficos, gestacionais e antropométricos do binômio foram obtidos no pós-parto imediato e em seis encontros mensais consecutivos. Questionário de frequência alimentar foi aplicado na linha de base e utilizado para o cálculo do escore E-IID®, considerando 27 parâmetros alimentares. O LH maduro foi coletado, analisado por cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas e método de Rose Gottlib. Foram aplicados testes Kruskal-Wallis, Mann-Whitney, T- student, qui-quadrado, modelos de regressão logística binária e multinomial e equações de estimativa generalizada. Resultados: Na linha de base, o maior quartil do E-IID® se associou a mais chance do elevado consumo de alimentos ultraprocessados (odds ratio [OR] 1,15; intervalo de confiança [IC] 95% 1,10-1,20) e de processados (OR 1,07; IC95% 1,02-1,13), após ajustes por idade, estado civil, renda familiar, adequação de ganho de peso e consultas pré-natais. Na coorte, as mulheres com maior mediana de E-IID® apresentaram menor adesão a atividade física na gestação (p=0,027), maior frequência de parto cesariana (p=0,024) e maior índice de massa corporal ao longo do tempo (p<0,001). Ao final do 6º mês, 35 mulheres com seus bebês permaneceram no estudo. Quanto ao LH, realizou-se 151 análises, detectando no 3º encontro maior percentual de gordura entre aquelas com maior mediana de E-IID® (4,27±1,98 vs 3,75 ±2,48; p=0,003). Não foram identificadas associações entre o E-IID® materno e a evolução do estado nutricional infantil. Conclusão: O consumo de uma alimentação com maior potencial inflamatório na gestação foi associado a maior chance de consumo de ultraprocessados e processados, e alterações na evolução do estado nutricional materno e na estabilidade do perfil lipídico do LH. Orientações pautadas em alimentos in natura, minimamente processados e com boas fontes de ácidos graxos, tornam-se necessárias, a fim de contribuir para a modulação inflamatória da dieta e possibilitar melhores desfechos na saúde materno-infantil.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-2123-4311
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde - Saúde da Criança e do Adolescente

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