A simplicidade como critério de hipóteses científicas: a abordagem naturalista de W. V. O. Quine
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
Membros da banca
Antonio Mariano Nogueira Coelho
Rogério Passos Severo
Rogério Passos Severo
Resumo
Na presente dissertação, tivemos como objetivo apresentar o tratamento dado por W. V. O. Quine ao problema da simplicidade das hipóteses científicas. Fundamentalmente, o problema de justificar a escolha de uma hipótese ou teoria científica a partir da determinação (comparativa) da simplicidade de suas postulações/afirmações. Buscamos compreender as explicações elaboradas por Quine para a adoção da simplicidade como um critério-chave para a avaliação de hipóteses rivais, além de discutir as definições e os métodos por ele apresentados para a mensuração da simplicidade. No primeiro capítulo, apresentamos os aspectos gerais do pensamento filosófico de Quine, com destaque especial para as posições que constituem o cerne de seu sistema filosófico e que servem de base ao tratamento do problema da simplicidade: isto é, o naturalismo e o holismo. No segundo capítulo, apresentamos uma resposta parcial para a questão sobre como avaliamos uma dada hipótese ou teoria científica, abordando os critérios dos quais nos servimos para essa avaliação, a saber: precisão, conservadorismo, modéstia, generalidade, refutabilidade e simplicidade. Por fim, no terceiro capítulo, argumentamos que a postura pragmática adotada por Quine dissolve a fronteira entre as explicações epistêmicas e as explicações pragmáticas para a adoção da simplicidade, na prática científica. Além disso, seguindo o seu naturalismo, discutimos diversas explicações neurobiológicas para a nossa propensão à simplicidade, as quais ressaltam a seletividade do aparato perceptivo e conceitual humano, inclinado ao reconhecimento de padrões simples, em detrimento dos complexos.
Abstract
My aim in this dissertation is to discuss Quines understanding of the problem of simplicity of scientific hypotheses, i.e., the problem of justifying the choice of a hypothesis or scientific theory based on the (comparative) determination of simplicity of his postulates/statements. I argue that simplicity is justified simply because it is strongly rooted in scientific practice. In the first chapter, I present the general aspects of Quines philosophical thought, highlighting positions which constitute the core of his philosophical system and that serve as a basis to the treatment of the issue of simplicity, i.e., naturalism and holism. In the second chapter, I present a partial answer to the question regarding how we evaluate a given hypothesis or scientific theory, approaching the criteria from which we made use for such an evaluation, viz.: precision, conservatism, modesty, generality, refutability and simplicity. In the third chapter, I evaluate Quines naturalistic defense of simplicity grounded in several neurobiological explanations for our propensity to simplicity. I maintain that the pragmatic posture Quine adopts dissolves the border between epistemic and pragmatic explanations for the adoption of simplicity in the scientific praxis.
Assunto
Pragmatismo, Quine, W V (Willard Van Orman), 1908-2000, Simplicidade, Naturalismo, Filosofia, Holismo
Palavras-chave
Quine, Pragmatismo, Simplicidade, Naturalismo, Holismo